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Polícia

Homem com 14 passagens criminais é preso pela Polícia Militar por estupro de vulnerável

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Polícia

Policiais militares do 5º Batalhão prenderam um homem, de 36 anos, pelo crime de estupro de vulnerável, na noite desta quarta-feira (27.5), em Rondonópolis. O criminoso, que possui extensa ficha policial, foi detido em flagrante horas após ter invadido uma residência e violentado sexualmente uma adolescente, de 16 anos.

Conforme o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada no período matutino onde uma jovem denunciou ter sido vítima de estupro, dentro de sua própria residência. Na denúncia, a adolescente afirmou que, ao deixar sua irmã na escola e retornar para casa, se deparou com o suspeito dentro de sua casa.

Ela afirmou que o suspeito portava um pano contendo álcool etílico e que lhe sufocou utilizando força física, cometendo a violência sexual contra ela e fugindo do local em seguida. A vítima foi socorrida e, junto de sua mãe, foi encaminhada para uma unidade de saúde, onde recebeu os atendimentos médicos necessários.

Diante da denúncia e características informadas sobre o suspeito, as equipes policiais iniciaram diligências na busca pelo criminoso. O homem foi identificado, durante levantamento do setor de inteligência e, em seguida, os policiais foram ao bairro Jardim Liberdade, localizando o suspeito, que teve sua prisão realizada em flagrante.

A Polícia Militar identificou que o suspeito possuía 14 passagens criminais, desde o ano de 2003, sendo cinco delas por estupro e outras cinco por furto. O homem também já foi preso pelos crimes de importunação sexual, falsidade ideológica e ameaça.

O suspeito foi conduzido para a delegacia de Rondonópolis para registro da ocorrência e entregue à Polícia Judiciária Civil para as demais providências cabíveis.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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