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Polícia

Homem arremessa enteada de 16 anos contra parede e ameaça ex-esposa de morte

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Polícia

Um homem de 40 anos foi preso em flagrante na noite deste sábado (30) após invadir a residência de sua ex-esposa, agredir violentamente a ex-enteada de 16 anos e ameaçar a família de morte no município de Sinop (480 km de Cuiabá). O crime, registrado por volta das 21h como tortura sob custódia ou autoridade, ocorreu após o suspeito chegar ao local tomado de fúria e iniciar as agressões por um motivo banal. Quando a polícia chegou, a adolescente encontrava-se em estado de choque, chorando muito e bastante abalada emocionalmente. 

De acordo com o relato da menor às autoridades, o ex-padrasto entrou na casa de forma agressiva, tomou a posse do controle eletrônico do portão e exigiu que ela lhe entregasse o aparelho celular. Diante da recusa da adolescente em ceder o telefone, o homem reagiu com extrema violência física, segurando a menor e arremessando-a com força contra a parede do imóvel. 

O impacto mecânico causou um forte barulho na estrutura da residência, o qual foi escutado claramente a metros de distância por uma testemunha que presenciou o tumulto na vizinhança.

Durante o ato de agressão no interior da residência, o suspeito elevou consideravelmente o tom de voz para intimidar as moradoras e, de forma que todos no entorno pudessem ouvir, passou a proferir graves ameaças de morte contra a ex-enteada e a mãe dela. 

O agressor afirmou em tom de deboche que elas poderiam acionar a polícia imediatamente, pois ele não possuía medo de ser preso. 

Em depoimento, a mãe da adolescente, de 33 anos, explicou que está separada do suspeito há aproximadamente um mês, porém ele demonstra um comportamento obsessivo e não aceita o término definitivo do relacionamento conjugal. 

A mulher ressaltou que o ex-companheiro possui um histórico altamente agressivo, que teme constantemente pela própria vida e que, naquele mesmo dia, ele foi até a sua propriedade para aterrorizar seus familiares. Em razão do pânico instalado e do histórico de fúria do homem, a vítima solicitou formalmente a concessão de uma Medida Protetiva de Urgência para mantê-lo afastado.



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Polícia

Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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