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Polícia

Furto de energia registrado no primeiro semestre em MT seria suficiente para abastecer 90 mil casas por um mês

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Entre janeiro e junho deste ano, 19,6 gigawatt-hora (GWh) de energia consumida em Mato Grosso não passaram pelos sistemas de medição, em razão de furtos e fraudes na rede elétrica. O volume equivale ao consumo médio de cerca de 90 mil residências durante 30 dias, o suficiente para abastecer uma cidade inteira por um mês, considerando o perfil de consumo da região Centro-Oeste.

O número é fruto de um trabalho técnico contínuo: sempre que uma irregularidade é identificada, as equipes da distribuidora estimam quanto de energia foi consumido sem registro durante todo o período em que a fraude esteve ativa. O cálculo considera critérios técnicos como o tipo de ligação irregular, a carga instalada no local e o tempo estimado de duração da fraude.

Por trás da estatística, existem riscos concretos para quem vive perto dessas ligações. Instalações fraudadas são feitas sem critério técnico ou de segurança, o que eleva o risco de choques elétricos, incêndios e quedas de energia que afetam toda a vizinhança e não apenas o imóvel irregular. É por isso que cada ocorrência localizada exige das equipes técnicas não só a regularização do ponto, mas um trabalho permanente de vistoria e prevenção na rede.

“Quando identificamos uma fraude, não recuperamos apenas uma medição. Restabelecemos a segurança da instalação e a confiabilidade da rede elétrica. A estimativa do consumo não registrado permite mensurar a energia que deixou de ser registrada e mostrar o tamanho desse crime no estado”, afirma Maria Luisa Xavier, supervisora de Combate a Perdas da Energisa Mato Grosso.

A prática também tem consequência jurídica direta: o furto de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal, com pena prevista de até quatro anos de reclusão, além da obrigação de arcar com os valores do consumo não faturado.

Combater esse tipo de irregularidade depende também de quem convive com ela de perto. Moradores que identificarem ligações clandestinas ou outros sinais de fraude podem denunciar de forma anônima pelos canais oficiais da concessionária ou das forças de segurança (190, 181 ou 197).

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Polícia

PM emprega efetivo de mais de 3,5 mil militares durante o 2º Turno das Eleições

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A Polícia Militar de Mato Grosso disponibilizará 3.541 policiais militares para ações de policiamento e segurança no 2º Turno das Eleições Presidenciais, que acontece neste domingo (25.10). As equipes policiais estarão nas ruas e nos locais de votação em todos os 142 municípios do Estado.

Segundo a Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística (Spoe-PMMT), o efetivo será composto por policiais militares dos 15 Comandos Regionais, das unidades do Comando de Policiamento Especializado (CPE) e do setor administrativo do Quartel do Comando-Geral (QCG).

As ações de segurança nas eleições se iniciam nesta sexta-feira (23), com a Polícia Militar prestando apoio ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para o transporte das urnas para o interior do Estado e Teste de Integridade. Além disso, o efetivo estará disponibilizado em todos os municípios de Mato Grosso e em mais de 1,4 mil locais de votação.

O subchefe de Estado-Maior Geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Ronaldo Roque da Silva, destaca que o número de militares que atuarão nas eleições permitirá que os eleitores possam ir às urnas com maior tranquilidade e segurança.

“A Polícia Militar sempre vai prezar pela ordem pública e sensação de segurança para a nossa população. Estaremos atuando em todas as cidades do Estado e de forma integrada com o Tribunal Regional Eleitoral e demais órgãos de segurança e fiscalização para que tenhamos uma votação segura, durante todo o dia e sem nenhuma ilicitude que interfira no andamento do pleito”, afirma o coronel Roque.



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