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Polícia

Força Tática prende três pessoas e apreende porções de drogas em Tangará da Serra

Publicado em

Polícia

Policiais militares da Força Tática do 7º Comando Regional prenderam dois homens e uma mulher por tráfico ilícito de drogas, em ações registradas na noite desta quinta-feira (2.7), em Tangará da Serra. Com os criminosos, foram apreendidas porções de substâncias análogas a maconha e pasta base.

Por volta de 19h20, a equipe da Força Tática se deslocou ao bairro Dona Júlia após receber denúncias de que um homem estava fazendo a venda de drogas, dentro de uma quitinete. Os policiais foram ao endereço e encontraram o suspeito saindo da casa. Ele tentou correr e quebrar um celular ao ver as viaturas da PM e foi detido rapidamente.

Na revista pessoal, foram encontradas três porções de pasta base de cocaína. Já dentro da quitinete, os militares localizaram mais 41 porções de pasta base, maconha e cocaína e cinco munições de calibre 36. Ele declarou ser membro de uma facção criminosa e recebeu voz de prisão.

No deslocamento para a delegacia, o suspeito revelou que havia mais entorpecentes guardados na residência de sua sogra. Em seguida, a equipe da Força Tática foi ao endereço informado e abordou a suspeita, que confirmou possuir drogas dentro de sua casa.

No imóvel, foram encontradas 40 porções de pasta base de cocaína. A suspeita alegou que guardava as drogas após ser coagida por faccionados, incluindo seu genro. A mulher também recebeu voz de prisão e foi conduzida pela PM.

Foto: Reprodução/Polícia Militar - MT
Foto: Reprodução/Polícia Militar – MT

Na continuidade do patrulhamento, os militares receberam denúncias de que membros de facção estavam planejando esconder drogas após saberem da prisão de outros criminosos, momentos antes.

Em diligências, os policiais encontraram uma movimentação em uma casa, no mesmo bairro onde ocorreram as prisões anteriores. Ao verificarem o imóvel, encontraram um homem, que tentou fugir mas foi detido.

Os militares apreenderam 16 porções de maconha e deram voz de prisão ao homem, que também foi conduzido para a delegacia para registro da ocorrência e demais providências.

Foto: Reprodução/Polícia Militar - MT
Foto: Reprodução/Polícia Militar – MT

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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