Economia
Influency.me Experience reúne líderes e creators
Economia
São Paulo recebe nesta quarta-feira, 4 de novembro, o Influency.me Experience 2026, encontro dedicado ao mercado de marketing de influência e Creator Economy. Realizado no Tokio Marine Hall, o evento reunirá mais de 1.200 líderes de marketing e 800 criadores de conteúdo, em uma programação com três palcos simultâneos e mais de 15 horas de conteúdo.
Com mais de 40 palestrantes confirmados, a programação reúne executivos de grandes empresas, especialistas em marketing, agências e alguns dos principais criadores do país. Entre os nomes estão Fátima Bernardes, jornalista e apresentadora, Rodrigo Azevedo, CEO da Influency.me, Rafael Kiso, fundador e CMO da mLabs, Rafa Lotto, CEO da YOUPIX, Felipe Godoy, ex-diretor de marketing do Canva, Bruno Morari, diretor de Marketing e Produtos da TPV Technology, Silvia Belluzzo, ex-CMO do TikTok na América Latina, Luisa Dias, CMO do Rappi, e Victor Assis, CEO do Podpah.
Entre os criadores e personalidades também estão Aquele PH, Ciro Bottini, Alex Monteiro, Leuriscleia, Luíza Cureau, Igão e Mítico, que participam de painéis, palestras e workshops ao longo do dia.
A programação aborda temas que refletem a transformação do setor, como inteligência artificial aplicada à criação de conteúdo, dados e performance, construção de comunidades, creator commerce, branding, monetização e novas oportunidades de negócios entre marcas e criadores.
Um mercado que quer liderar o mundo
O crescimento da Creator Economy tem transformado a maneira como as empresas se relacionam com seus consumidores. O marketing de influência deixou de ocupar um espaço complementar nas estratégias de comunicação e passou a integrar decisões de posicionamento, construção de marca, aquisição de clientes e geração de receita.
Para Rodrigo Azevedo, CEO da Influency.me, o evento representa um passo importante para o amadurecimento e o reconhecimento do mercado brasileiro. “O Brasil tem tudo para se tornar a maior referência mundial em marketing de influência. Temos criatividade, escala, talentos e marcas investindo cada vez mais nesse mercado. Nosso propósito com o Experience é conectar essas forças, elevar o nível das discussões e acelerar a transformação da influência em resultados reais para os negócios.”
O Oscar da influência digital
Um dos momentos mais aguardados do evento será a cerimônia do Prêmio Influency.me 2026, conhecido como o Oscar da influência digital brasileira. Em sua sexta edição, a premiação reconhece os criadores que mais se destacaram no mercado, valorizando diferentes categorias e segmentos da produção de conteúdo digital.
Os vencedores serão revelados ao vivo, a partir das 20h, no palco do Tokio Marine Hall. Para ampliar o alcance da premiação, a cerimônia também contará com transmissão ao vivo pelo canal oficial da Influency.me no YouTube, permitindo que o público de todo o Brasil acompanhe o anúncio dos vencedores e celebre os talentos que movimentam a Creator Economy.
Além do conteúdo dos palcos e da premiação, o Influency.me Experience também aposta na conexão entre executivos, marcas, agências e creators, criando oportunidades de networking, parcerias e novos negócios. O evento acontece nesta quarta-feira, 4 de novembro, no Tokio Marine Hall, em São Paulo. Os ingressos para a edição de 2026 estão esgotados.
Serviço
Evento: Influency.me Experience 2026
Data: 4 de novembro de 2026 (quarta-feira)
Local: Tokio Marine Hall – São Paulo (SP)
Programação: Três palcos, mais de 40 palestrantes e mais de 15 horas de conteúdo
Premiação: Prêmio Influency.me 2026, a partir das 20h
Transmissão: Canal oficial da Influency.me no YouTube
Site: https://xp.influency.me/
Economia
Regulação da Susep cobra dados auditáveis de rastreamento
A formalização da proteção veicular no Brasil entrou em uma etapa que atinge diretamente as centrais de rastreamento. Com a Resolução CNSP nº 491, de 4 de maio de 2026, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) iniciou o processo de autorização das administradoras de proteção patrimonial mutualista, nome jurídico que a atividade recebeu com a Lei Complementar nº 213, de 15 de janeiro de 2025. Pelo calendário oficial, as associações têm até 7 de maio de 2028 para firmar contrato com uma administradora autorizada e enviá-lo à autarquia.
O contingente envolvido é amplo. Até o encerramento do prazo de cadastramento, em 15 de julho de 2025, 2.217 associações se registraram na Susep e passaram à condição de entidades em regularização. Mesmo assim, segundo a página do órgão, nenhuma administradora havia sido autorizada até a última atualização.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, contabilizou 308.440 roubos e furtos de veículos em 2025. Ao mesmo tempo, estimativas da Susep indicam que a modalidade pode incorporar até 8 milhões de novos veículos à frota protegida em 2026. Na leitura da Ikonn, empresa de engenharia de sistemas voltada a centrais de monitoramento, as associações figuram entre os maiores contratantes de rastreamento do país e costumam ser atendidas por centrais regionais.
Para André Luiz Ota, CEO da Ikonn, a supervisão federal altera o papel dessas empresas. “A regulamentação da Susep não é apenas uma mudança jurídica; é uma guilhotina para o amadorismo tecnológico. Até então, muitas centrais operavam em zonas cinzentas, utilizando softwares genéricos de baixo custo. Agora, com a proteção patrimonial mutualista sob o rigor de uma autarquia federal, a central de rastreamento passa a atuar, na prática, como o braço de auditoria tecnológica da associação”, afirma.
Segundo o executivo, a central que aluga uma plataforma fechada, com os dados retidos em caixas-pretas de terceiros, não tem como garantir o compliance exigido pelo novo marco legal. “O controle do dado deixa de ser um diferencial competitivo e passa a ser o passaporte de sobrevivência no mercado”, completa.
Prova técnica contra fraudes
A comprovação do monitoramento tende a ganhar centralidade na análise de sinistros. “Para uma auditoria de sinistros regulada, um simples traço no mapa não serve como prova. A central que deseja liderar esse mercado precisa entregar Telemetria Avançada com lastro técnico. A plataforma precisa ter uma Engenharia de Sistemas que preserve a imutabilidade dessas informações. Se um veículo for roubado, a central deve conseguir exportar um dossiê forense incontestável que prove à associação e à Susep que o rastreador estava operando de forma íntegra até o momento do corte”, explica Ota.
Outro ponto sensível é a conciliação entre a placa contratada e a placa que de fato transmite sinal para a central. “Esse é o calcanhar de Aquiles da prevenção a fraudes no rastreamento. No mercado não regulado, é comum a fraude em que o associado retira o módulo de um carro de luxo e o instala em um veículo de baixo valor, ou até numa moto, simulando sinistros para receber a indenização indevida. Sem o cruzamento inteligente de dados, a associação paga a conta”, alerta.
De acordo com o CEO, a arquitetura da Ikonn trata o problema exigindo a integração do hardware com o CAN-bus, o computador de bordo do veículo, para cruzar as informações com o cadastro da frota.
Dependência de plataformas fechadas
“Utilizar uma plataforma fechada hoje é entregar as chaves do seu negócio e o controle da sua carteira de clientes para um terceiro”, avalia Ota. Ele observa que, quando a associação exigir integrações profundas com seus sistemas de gestão (ERPs) ou quando a Susep demandar uma extração massiva de dados para auditoria, a central que usa sistema “de prateleira” poderá descobrir que não consegue extrair os próprios dados, ou que o provedor cobrará taxas abusivas para isso. “A falta de controle sobre o próprio banco de dados impede a escalabilidade e barra a central de fechar contratos com as maiores associações do país”, acrescenta.
Para o executivo, histórico auditável, exportação de dados, integração por API e monitoramento da saúde dos equipamentos formam a base de uma operação preparada para a nova fase.
“A integração via API aberta permite que a plataforma de rastreamento converse em tempo real com o sistema financeiro e de vistorias da associação. O histórico auditável garante respaldo legal. Já o acompanhamento da saúde do dispositivo (Device Health Analytics) é vital: ele permite que a central adote uma postura de manutenção proativa, identificando um equipamento com defeito antes que o roubo aconteça”, detalha.
Critérios de escolha em transformação
A expectativa do CEO é que a profissionalização mude a forma como as associações selecionam fornecedores. “O critério de escolha mudará radicalmente de ‘quem tem a mensalidade mais barata’ para ‘quem possui a infraestrutura mais robusta e segura’”, contextualiza.
Com a Susep em campo, prossegue o executivo, o risco jurídico para os diretores das associações sobe exponencialmente. Eles farão due diligence técnica nas centrais de rastreamento. “As associações vão auditar as plataformas para saber se rodam em alta disponibilidade, se possuem isolamento de dados multi-tenant e se a infraestrutura aguenta o estresse do IoT massivo. Quem rodar em servidores frágeis será descartado”, projeta.
Com o prazo de 2028 no horizonte, a adequação das centrais tende a caminhar junto à das associações. Na análise de Ota, a exigência de dados verificáveis, exportáveis e sob controle da própria central desloca o debate do simples rastreador instalado para a capacidade de provar o que foi monitorado, e as empresas que se anteciparem a essa mudança terão melhores condições de manter contratos no setor.
Para mais informações, basta acessar: https://www.ikonn.com.br
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