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Economia

Receita paga nesta sexta-feira lote da malha fina do Imposto de Renda

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Economia

Cerca de 184 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco acertaram as contas com o Leão. A Receita Federal paga nesta sexta-feira (30) o lote da malha fina de outubro. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.

O pagamento será feito ao longo do dia. Ao todo, 184.442 contribuintes recebem R$ 531,6 milhões. Desse total, R$ 293,4 milhões vão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

  •    121.531 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não prevista por lei);
  •    27.948 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal);
  •    16.665 contribuintes sem prioridade;
  •    8.827 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal);
  •    5.424 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);
  •    4.047 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).

Aberta desde o dia 23 , a consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet . Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

Pagamento

O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.



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Expansão do consórcio exige mais educação no setor

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O crescimento do mercado de consórcios aumentou a exposição da modalidade no Brasil. Mais consumidores, empresas, vendedores e produtores de conteúdo passaram a falar sobre o produto e suas possibilidades de utilização.

Em fevereiro de 2026, o Sistema de Consórcios alcançou 12,85 milhões de participantes ativos, recorde histórico e avanço de 12,6% sobre o mesmo período do ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios. A expansão amplia o acesso à informação, mas também favorece a circulação de explicações simplificadas, promessas de contemplação e afirmações que desconsideram as regras de cada grupo.

Para Dan Silva, especialista no mercado de consórcios e fundador da Prefiro Consórcio, a educação precisa crescer na mesma velocidade das vendas. “Quanto mais pessoas conhecem o consórcio, maior é a responsabilidade de explicar como ele realmente funciona. O crescimento não pode ser acompanhado por promessas que criem expectativas incompatíveis com o contrato”, afirma.

Promessas aumentam risco de frustração

Entre os principais problemas estão ofertas que apresentam uma data de contemplação como certa ou sugerem que uma estratégia de lance produz o mesmo resultado em qualquer grupo. De acordo com o Banco Central, a contemplação ocorre por sorteio ou lance durante as assembleias e depende da existência de recursos no grupo. O pagamento antecipado de parcelas também não garante a liberação do crédito.

“É possível trabalhar com planejamento e probabilidades, mas não transformar uma expectativa em promessa. O consumidor precisa conhecer o cenário favorável e também entender o que acontece se o crédito não for liberado no prazo imaginado”, explica Silva.

A simplificação excessiva também aparece quando o consórcio é apresentado como adequado para qualquer pessoa. A modalidade pode fazer sentido para objetivos programados, mas tende a ser incompatível com situações que exigem acesso imediato ao crédito.

Informação começa pelo contrato

A educação sobre consórcios envolve compreender as regras do grupo antes da adesão. Taxa de administração, fundo de reserva, prazo, índice de reajuste, valor da carta e condições de lance podem variar. O consumidor também deve verificar quais possibilidades de utilização do crédito estão previstas no contrato.

Outro ponto é a identificação da administradora responsável. A empresa deve possuir autorização do Banco Central, que disponibiliza uma base de dados sobre administradoras de consórcios. A marca que comercializa o produto nem sempre é a mesma que administra o grupo. Por isso, o participante precisa saber quem será responsável pela operação durante todo o contrato.

“Não basta conhecer o vendedor ou confiar na marca presente no anúncio. O cliente precisa identificar a administradora, ler as condições e compreender quais responsabilidades cabem a cada empresa”, pontua Dan Silva.

A análise também deve considerar a capacidade de pagamento. As regras atuais determinam que a administradora avalie essa capacidade no ingresso e novamente na contemplação, conforme orientações divulgadas pelo Banco Central.

Crescimento exige profissionais qualificados

O aumento da demanda atrai novos vendedores e empresas para o setor. A ampliação da oferta pode beneficiar o consumidor, mas aumenta a necessidade de capacitação. O profissional precisa conhecer o funcionamento das assembleias, as diferenças entre sorteio e lance, os critérios de reajuste, as condições de utilização do crédito e os riscos de cada estratégia. Também deve ser capaz de analisar o perfil do cliente. Renda, prazo, objetivo e necessidade de liquidez influenciam a adequação da modalidade.

Para Silva, atendimento consultivo significa apresentar cenários, inclusive quando o consórcio não é a escolha mais apropriada. “Qualificação não é apenas aprender a explicar o produto. É saber ouvir o cliente, identificar a necessidade e reconhecer quando o consórcio não combina com a urgência ou com a capacidade financeira apresentada”, afirma.

Esse cuidado reduz vendas baseadas apenas no valor da parcela. Uma prestação inicialmente acessível pode sofrer reajustes e se tornar inadequada quando a contratação não considera a evolução do orçamento.

Conteúdo digital forma o consumidor

Vídeos, redes sociais e ferramentas de inteligência artificial passaram a fazer parte da pesquisa realizada antes da contratação. O conteúdo digital democratizou o acesso a informações antes concentradas em administradoras e representantes comerciais. Ao mesmo tempo, aumentou a quantidade de opiniões produzidas por pessoas sem conhecimento aprofundado sobre o setor.

Dan Silva atua há mais de dez anos no segmento e criou o Compra Planejada, canal voltado à educação sobre consórcios. Segundo ele, conteúdos educativos podem ajudar o consumidor a formular perguntas melhores, mas não substituem a verificação das fontes. “O conteúdo deve preparar o cliente para decidir, e não conduzi-lo a uma conclusão pronta. Ele precisa sair de um vídeo sabendo quais perguntas fazer, quais documentos consultar e quais promessas devem gerar desconfiança”, diz.

Ao pesquisar, o consumidor deve priorizar informações do Banco Central, da administradora responsável, do contrato e de entidades que apresentem dados verificáveis. Depoimentos, simulações e estratégias divulgadas na internet podem auxiliar na compreensão, mas não representam garantia de que o mesmo resultado ocorrerá em outro grupo.

Transparência sustenta o avanço

A expansão do Sistema de Consórcios mostra que a modalidade ocupa um espaço crescente nas decisões de compra e planejamento patrimonial. Esse avanço aumenta a responsabilidade das empresas, dos profissionais e dos criadores de conteúdo. Quanto maior o alcance do produto, maior deve ser o cuidado na apresentação de custos, riscos e limitações.

“O crescimento sustentável depende de uma relação de confiança. O consumidor informado entende que existem possibilidades, mas também regras e riscos. Essa clareza melhora a decisão e reduz frustrações ao longo do contrato”, conclui Dan Silva.



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