Política
Eleitores do ES definem disputa para governo entre Ferraço e Pazolini
Política
Neste domingo (25), os 2,9 milhões de eleitores do Espírito Santo retornam às urnas para votar para governador .
Disputam o cargo Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB).
No primeiro turno, Pazolini ficou em primeiro lugar, com 49,65% dos votos válidos, ou 1.048.633 votos. Ferraço ficou em segundo, com 34,06%, equivalente a 719.397 votos.
Pazolini foi prefeito de Vitória por dois mandatos. Em 2026, deixou o comando municipal para disputar o governo do Espírito Santo. Natural de Vitória, tem 44 anos, já foi deputado estadual e é delegado de polícia.
Natural de Cachoeiro de Itapemirim (ES), Ferraço tem 63 anos e assumiu o cargo de governador em abril de 2026, após a renúncia de Renato Casagrande, que saiu do governo para disputar uma vaga no Senado. Foi vereador, deputado estadual, deputado federal, senador e vice-governador.
Política
Vote Segura mostra boas práticas de políticas de segurança a mulheres
A Rede Justiça Criminal lançou a campanha Vote Segura , voltada prioritariamente à segurança das mulheres. No ano passado, canais oficiais registraram 1.571 vítimas de feminicídio no país. Significa que ao menos quatro mulheres foram assassinadas por dia por motivação relacionada ao gênero. Para cada feminicídio consumado, outros três foram tentados.
A campanha Vote Segura elaborou um guia com um conjunto de boas práticas legislativas para orientar a formulação de programas de mandato, projetos de lei, atividades de fiscalização e articulação política.
O objetivo é qualificar o debate público e subsidiar candidaturas ao Congresso Nacional comprometidas com a redução da violência contra o público feminino. As mulheres representam 51,5% da população brasileira de 213,4 milhões de habitantes.
O guia reúne 11 recomendações para os próximos parlamentares eleitos:
- priorizar a prevenção sem abandonar a responsabilização;
- estruturar políticas públicas permanentes;
- fortalecer a coordenação entre os entes federativos;
- promover a integração entre diferentes políticas públicas;
- basear decisões em evidências e dados confiáveis;
- incorporar mecanismos permanentes de monitoramento e avaliação;
- fortalecer a transparência e o controle por parte da sociedade;
- estabelecer critérios objetivos para acesso a recursos públicos;
- adotar uma perspectiva de direitos humanos voltada também às mulheres;
- produzir impactos mensuráveis;
- evitar respostas legislativas exclusivamente simbólicas.
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A coordenadora executiva da Rede Justiça Criminal, Janine Salles de Carvalho, destaca que as mulheres brasileiras estão com medo, e com razão. Elas mudam suas rotinas , compartilham a localização em tempo real quando saem à noite, preocupam-se com a própria segurança.
“Esse medo, infelizmente, também se tornou um ativo político capaz de mobilizar votos. Mas responder à insegurança não significa apostar apenas em mais polícia ou prisões. Precisamos olhar para aquilo que impede que a violência aconteça.”
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