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Polícia

PM prende homem que agrediu mulher e matou cachorro de estimação da vítima em Cuiabá

Publicado em

Polícia

Policiais militares do 24º Batalhão prenderam um homem, de 45 anos, pelos crimes de violência doméstica, lesão corporal e maus-tratos a animais, na noite deste domingo (12.7), em Cuiabá. O suspeito foi detido em flagrante após agredir a sua esposa, de 46 anos, e matar o cachorro de estimação da vítima.

A equipe do 24º BPM foi acionada para verificar uma denúncia de violência doméstica, no bairro Mirante do Parque, após vizinhos terem ouvido a vítima gritando por socorro. No local, as testemunhas relataram que a mulher havia fugido da casa, em direção a uma área de terreno baldio.

Os policiais fizeram buscas pela vítima e não a encontraram primeiramente. Em seguida, os militares foram informados que o suspeito do crime estava na residência, junto das filhas da vítima, que foram até a casa para prestar socorro à mãe.

No endereço, o suspeito foi identificado e resistiu a abordagem da PM, sendo necessário o uso da arma Taser para sua incapacitação, sendo detido na sequência. Ainda no local, foi apreendida uma machadinha, que havia sido usada por ele, e o corpo de um cachorro morto.

A vítima compareceu novamente na casa e foi vista com algumas lesões pelo corpo, como rosto, pescoço, clavícula e toda região dorsal. Para os militares, ela confirmou ter sido agredida pelo suspeito com o uso da machadinha e que ele também usou o objeto para matar seu cachorro de estimação, além de fazer ameaças de morte contra ela.

A mulher foi encaminhada para atendimento médico e o agressor recebeu voz de prisão, sendo conduzido até a Central de Flagrantes para registro da ocorrência e demais providências que o caso requer.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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Polícia

Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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