Economia
Nutricionista ensina a manter boa alimentação nas férias
Economia
Segundo o Ministério da Saúde, é necessário manter uma alimentação adequada e saudável para as crianças, mesmo fora de casa, com planejamento das refeições e lanches. Para a nutricionista Bruna Garcia de Tarso, proprietária da Momma Doces Saudáveis, essa orientação se torna especialmente útil durante o período de férias escolares.
Segundo a especialista, a mudança de rotina no recesso não precisa implicar em excessos nem em restrições rígidas. “As crianças podem aproveitar esse período comendo coisas gostosas e, ao mesmo tempo, nutritivas. Com um pouco de planejamento e criatividade, dá para montar opções equilibradas que elas realmente gostam e que cabem na rotina da família”, explica.
Para facilitar o planejamento, a nutricionista recomenda alguns hábitos simples que ajudam a preservar a qualidade da alimentação mesmo durante o recesso escolar. “Organizar lanches para passeios, priorizar alimentos naturais, manter frutas sempre disponíveis e evitar que produtos ultraprocessados se tornem a principal opção do dia são algumas das estratégias”, orienta.
A Momma Doces Saudáveis produz opções de sobremesas que atendem a essas diretrizes, como brownies, bolos caseiros de milho, banana e chocolate, além de snacks desenvolvidos para o público infantil e gelatos em sabores como chocolate, frutas vermelhas, manga com maracujá, flocos e Ferrero Rocher, todos produzidos sem adição de açúcar, trigo ou lactose.
“Uma alimentação equilibrada não significa eliminar completamente as sobremesas. É possível oferecer doces preparados com ingredientes mais nutritivos e menos açúcar, preservando o prazer de comer sem transformar esse momento em um excesso. O equilíbrio é sempre o melhor caminho”, completa Bruna Garcia de Tarso.
Economia
Balança comercial tem maior superávit para outubro desde 1989
A balança comercial brasileira teve o maior superávit para o mês de outubro em 37 anos, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Impulsionadas pelo petróleo, combustíveis, cereais e soja, as exportações superaram as importações em US$ 9,32 bilhões, diferença 39,4% maior que a registrada em outubro de 2025, quando foi de US$ 6,69 bilhões.
O crescimento das exportações em 20% proporcionou o resultado, o melhor desde o início da série histórica, em 1989 .
Principais números
- Superávit: US$ 9,32 bilhões (+39,4% ante outubro de 2025);
- Exportações: US$ 31,51 bilhões (+20%);
- Importações: US$ 24,82 bilhões (+14,8%);
- Corrente de comércio: US$ 56,33 bilhões (+17,7%).
A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 56,33 bilhões, também o maior valor já registrado para meses de outubro na série histórica.
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Exportações
O aumento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela agropecuária e pela indústria de transformação.
Resultado por setor:
- Indústria extrativa: US$ 11,52 bilhões (+53,5% ante outubro de 2025);
- Indústria de transformação: US$ 18,38 bilhões (+7,7%);
- Agropecuária: US$ 7,63 bilhões (+12,8%).
Produtos em destaque:
- Indústria extrativa: petróleo bruto (+122,6% ante outubro do ano passado), minérios de metais e concentrados (+900,6%);
- Indústria de transformação: combustíveis (+164,5%), farelos de soja (+39,1%);
- Agropecuária: soja (+8,9%); animais vivos, exceto pescados (+212,1%); centeio e aveia (de US$ 2,8 milhões para US$ 338,8 milhões, alta percentual de 12 mil, por diferença de cronograma de embarque).
No caso do petróleo, o crescimento da produção e o aumento de 36,7% nos preços médios, após o agravamento da guerra no Oriente Médio, elevaram as exportações.
Destinos das vendas
As exportações cresceram para a maior parte dos principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, apesar das tensões comerciais entre os dois países.
No entanto, caíram 5,3% para a China, por causa do fim da cota para as vendas de carnes .
Quem comprou do Brasil:
- Europa: US$ 7,76 bilhões (+35,8%);
- América do Norte: US$ 5,66 bilhões (+47,4%);
- América do Sul: US$ 4,58 bilhões (+14,9%);
- Ásia: US$ 15,41 bilhões (+9,3%)
As vendas para os Estados Unidos avançaram 11,4% em outubro, mesmo em meio à aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros . Isso porque produtos de aviação e itens como carne e suco de laranja foram excluídos do tarifaço após negociações.
Com o resultado de outubro, as exportações para os Estados Unidos passaram a registrar crescimento acumulado de 0,2% no ano.
Para a União Europeia, o crescimento pode ser explicado pelo acordo com o Mercosul, que está impulsionando as vendas, principalmente de alimentos, para o bloco.
Importações
As compras brasileiras no exterior subiram 14,8%, puxadas principalmente por combustíveis, cujos preços subiram 84,2% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2025.
Por categoria:
- Bens de capital: US$ 3,7 bilhões (+4%);
- Bens intermediários: US$ 15,2 bilhões (+2,7%);
- Bens de consumo: US$ 5,1 bilhões (+25,9%);
- Combustíveis: US$ 4,5 bilhões (+86,8%, impulsionados pela alta de 84,2% no preço).
No caso dos bens de capital, a diminuição do ritmo de crescimento da economia provocada pelos juros altos está desacelerando os investimentos da indústria, principal compradora de máquinas.
Acumulado de 2026
De janeiro a outubro, a balança comercial registrou superávit de US$ 71,04 bilhões, um crescimento de 34,1% em relação a 2025.
- Exportações: US$ 321,88 bilhões (+11,2%);
- Importações: US$ 250,84 bilhões (+6,1%);
Projeções
Em outubro o Mdic revisou para baixo sua projeção para 2026. A estimativa de superávit da balança comercial passou de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões.
Mesmo com a queda, o resultado seria o segundo melhor para um ano desde o início da série histórica, em 1989. Só perderia para 2023 (US$ 98,8 bilhões).
A previsão de exportações foi reduzida de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões. A projeção para as importações passou de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões.
A estimativa é mais otimista que a das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com o mercado financeiro divulgada pelo Banco Central, os analistas projetam superávit comercial de US$ 79,9 bilhões para este ano.
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