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Condenados foragidos da Justiça são presos pela Polícia Civil em Rondonópolis

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Polícia

Dois homens com mandados de prisão por condenação em aberto foram presos pela Polícia Civil, nesta quinta e sexta-feira (2 e 3.7), em ação conjunta realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis e da Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol).

O primeiro mandado contra um foragido, de 27 anos, foi cumprido na noite de quinta-feira (2), no bairro Vila Ipiranga, em Rondonópolis. Ele era alvo de mandado de regressão cautelar pelo crime de lesão corporal praticada contra a mulher por razões da condição do sexo feminino.

O condenado possui pena remanescente de um ano, a ser cumprida inicialmente em regime fechado. Após receber o mandado, a equipe da DHPP realizou levantamento de informações e diligências que possibilitaram a localização e prisão do procurado.

O segundo mandado foi cumprido nesta sexta-feira (3), no bairro Jardim Paineiras, contra um homem, de 29 anos, condenado pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. O mandado também era de regressão cautelar, com pena remanescente de 14 anos e quatro meses, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Assim que tomou conhecimento da ordem judicial, a equipe policial iniciou diligências investigativas, localizando e prendendo o condenado. Após as capturas, os dois presos foram encaminhados à Delegacia de Polícia para os procedimentos legais e, posteriormente, colocados à disposição da Justiça.

 



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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