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Polícia

Força Tática prende homem com tabletes de drogas e comprimidos de ecstasy em Sinop

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Polícia

Policiais militares da Força Tática do 3º Comando Regional prenderam um homem, de 30 anos, por tráfico ilícito de drogas, na noite desta quarta-feira (1º.7), em Sinop. Na ação, foram apreendidos mais de dois quilos e meio de maconha e pasta base de cocaína, entre tabletes e porções, 20 comprimidos de ecstasy e R$ 3,4 mil em dinheiro do tráfico.

De acordo com as informações do boletim de ocorrência, as equipes da Força Tática iniciaram diligências após receberem denúncias sobre um homem que estava realizando a venda e a entrega de entorpecentes na cidade. O suspeito utilizava um Volkswagen Fox de cor prata para o tráfico de drogas.

Nas buscas pela cidade, os militares encontraram o carro com as mesmas características informadas. Ao tentarem realizar a abordagem, os policiais flagraram o suspeito fugindo em alta velocidade, desobedecendo às ordens de parada e transitando de modo perigoso pela cidade.

Após perseguição, o veículo do suspeito foi interceptado e abordado. Na busca pessoal e na verificação do carro, foram localizadas porções de maconha e pasta base de cocaína.

Questionado pelos policiais militares, o suspeito confessou que fazia a venda de drogas na cidade e que estava praticando o crime de tráfico de drogas há mais de um ano. Ainda durante o depoimento inicial, ele afirmou que possuía mais drogas guardadas em sua residência.

A equipe da Força Tática foi até a casa do homem e encontrou mais porções e tabletes de drogas e 20 comprimidos de ecstasy. Também foi localizada a quantia de R$ 3,4 mil em dinheiro e materiais para embalar as drogas. Diante dos fatos, o criminoso foi conduzido à Delegacia de Polícia de Sinop para registro da ocorrência e demais providências cabíveis.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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Polícia

Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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