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Polícia Militar deflagra operações para intensificar policiamento nos 142 municípios do Estado

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A Polícia Militar de Mato Grosso deflagrou, nesta segunda-feira (29.6), a 6ª edição da Operação Centro Seguro e à 28ª edição da Operação Força Total, simultaneamente, em todo o Estado. Em Cuiabá, a solenidade ocorreu na Praça da República. 

As operações mobilizam efetivos das unidades operacionais, especializadas e administrativas, que atuarão de forma integrada em ações preventivas e repressivas, intensificando o patrulhamento tático e ostensivo em áreas comerciais com maior circulação de pessoas.

A Operação Centro Seguro, será realizada até o próximo dia 5 de julho e integra o Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado. Já a Operação Força Total é uma mobilização nacional das Polícias Militares, coordenada pelo Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares do Brasil, com prazo de 24 horas. 

Nestes períodos, serão realizados bloqueios policiais, abordagens a pessoas e veículos, fiscalização de estabelecimentos comerciais, cumprimento de ações de saturação em pontos estratégicos e o reforço da presença policial em locais previamente mapeados por análises criminais.

A subchefe do Estado-Maior Geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Grasielle Paes, afirmou que as operações buscam o combate a todas as modalidades de crime, principalmente a repressão às facções criminosas. 

“Com o emprego estratégico do efetivo e de viaturas, a Polícia Militar reforça seu compromisso com a proteção da população, a manutenção da ordem pública e a prevenção de delitos, demonstrando atuação permanente no combate às ações criminosas em todo o Estado”.  

As ações contam com policiamento montado por parte da Cavalaria da Polícia Militar, Companhia Independente de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio), Batalhão de Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Polícia Militar de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Força Tática e Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer).



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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