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Polícia

Polícia Civil prende mulher que recebeu transferência bancária feita durante roubo em Jangada

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Polícia

Uma mulher foi presa em flagrante pela Polícia Civil, na sexta-feira (26.6), durante ação conjunta entre a Delegacia de Polícia de Rosário Oeste e a Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, por envolvimento no recebimento de valores provenientes de um roubo ocorrido em uma propriedade rural no município de Jangada.

As investigações iniciaram após o registro de um assalto registrado na madrugada, em uma propriedade localizada na comunidade Tira Barro, zona rural de Jangada. Segundo informações, dois criminosos armados invadiram a residência, renderam o casal de moradores, que permaneceu sob o poder dos assaltantes por cerca de quatro horas.

Durante a ação criminosa, as vítimas foram agredidas e obrigadas a fornecer senhas bancárias, sendo coagidas a realizar transferências eletrônicas para contas indicadas pelos criminosos. Foram efetuadas uma TED no valor de R$ 20 mil para a conta de uma mulher, além de dois PIX, nos valores de R$ 15,5 mil e R$ 10,5 mil, para outro favorecido, totalizando R$ 46 mil em transferências. Os criminosos também roubaram uma caminhonete Mitsubishi L200, aparelhos celulares e documentos pessoais das vítimas.

Assim que tomou conhecimento dos fatos, a equipe da Delegacia de Rosário Oeste iniciou diligências investigativas para identificar os beneficiários das transferências bancárias. Com apoio da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, foi possível localizar e prender em flagrante a mulher que recebeu parte dos valores subtraídos durante o roubo.

A suspeita foi conduzida à delegacia, interrogada e autuada em flagrante pelo crime de roubo, sendo posteriormente colocada à disposição da Justiça.

As investigações seguem em andamento para identificar e localizar os autores do roubo, bem como outros possíveis envolvidos na movimentação e ocultação dos valores obtidos com o crime.

A Polícia Civil reforça que o rápido compartilhamento de informações entre as unidades policiais foi fundamental para a identificação da receptadora e continuidade das investigações, que visam responsabilizar todos os integrantes da associação criminosa.



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Polícia

Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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