Polícia
PM prende homem que agrediu esposa e familiares e apreende duas espingardas em Canarana
Polícia
Um homem, de 44 anos, foi preso pela Polícia Militar pelos crimes de lesão corporal, ameaça e porte ilegal de arma, motivados por violência doméstica, no final da noite desta segunda-feira (15.6), em Canarana. O suspeito foi detido em flagrante após agredir e ameaçar sua esposa e familiares. Duas armas de fogo foram apreendidas.
A equipe da 5ª Companhia Independente foi acionada via 190 por uma jovem que denunciou que sua mãe e seus irmãos estavam sendo agredidos pelo seu padrasto e que ela também teria sido agredida ao tentar ajudar. Os policiais foram ao endereço e encontraram todas as vítimas na frente de uma casa.
Em relato, a denunciante afirmou que reside no mesmo lote em que a sua mãe e que teria sido chamada pelos seus irmãos, que flagraram o suspeito agredindo a vítima. Ela também disse que, ao chegar na casa e tentar retirar a mãe das mãos do homem, também foi alvo de ataques do agressor.
Já a vítima, relatou que o marido teria ido ao mercado e retornou para casa embriagado. Em seguida, iniciaram uma discussão, momento em que ela foi agredida com socos e puxões de cabelo, além de ser enforcada pelo suspeito.
Os familiares também afirmaram terem sofrido ameaças do homem e que temiam pela vida, pois sabiam que o suspeito tem armas de fogo guardadas na casa.
Os militares entraram no imóvel e abordaram o homem, que apresentou resistência e precisou ser algemado. Nas buscas pela casa, os policiais localizaram duas espingardas e cinco cartuchos de munições.
Diante da situação, o suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido para a delegacia da cidade para registro da ocorrência e entregue à Polícia Judiciária Civil para demais providências.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Polícia
Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia
Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.
Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.
A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.
De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.
O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.
A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.
O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.
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