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Polícia Militar resgata casal mantido em cárcere e prende cinco faccionados

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Polícia

Policiais militares da Força Tática do 3º Comando Regional resgataram, na noite desta quarta-feira (27.5), um casal mantido em cárcere privado, e prenderam em flagrante cinco integrantes de facção criminosa, em Sinop (480 km de Cuiabá). 

Conforme o boletim de ocorrência, por volta das 23 horas, as equipes receberam informações da Agência Regional de Inteligência sobre um possível sequestro em andamento no município e que as vítimas estariam submetidas ao chamado “tribunal do crime”. 

Ao chegaram na residência, os militares ouviram gritos e choros das vítimas. No local, os policiais encontraram um homem, de 27 anos, sentado com as mãos amarradas entre as pernas e uma mulher, da mesma idade, escondida atrás de um balcão na área dos fundos da residência.

Os suspeitos foram abordados e detidos em flagrante. Alguns estavam armados com um cutelo e um canivete, enquanto outro realizava uma chamada de vídeo por aparelho celular. 

As vítimas relataram que haviam ido visitar uma amiga quando o marido dela desconfiou que o homem pertenceria a uma facção rival, momento em que passou a ser agredido e ameaçado de morte. 

As vítimas contaram ainda que, pouco depois, outros homens chegaram ao imóvel, amarraram o casal e iniciaram uma chamada de vídeo. A pessoa que estava na ligação teria ordenado para que ambos fossem executados. A quadrilha foi conduzida à delegacia para registro do boletim de ocorrência. 

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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