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Polícia

Polícia Civil prende homem com mandado de prisão em aberto por estupro de vulnerável em Jauru

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A Polícia Civil prendeu um homem, de 51 anos, alvo de mandado de prisão expedido pela Vara Única da Comarca de Jauru, em razão de condenação transitada em julgado pelo crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro.

A prisão ocorreu nessa quinta-feira (7.5), durante a Operação Caminhos Seguros 2026, desencadeada pela Delegacia de Jauru, no município.

As equipes policiais vinham realizando diligências com o objetivo de localizar o condenado, que foi encontrado em frente à residência do pai.

Após a prisão, o apenado foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Jauru, onde foram realizados os procedimentos legais cabíveis e, posteriormente, colocado à disposição da Justiça.

Operação Caminhos Seguros 2026

A Operação Caminhos Seguros 2026 é uma ação da Polícia Civil voltada à intensificação do cumprimento de mandados judiciais e de ações de repressão criminal em toda a região.

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Polícia

Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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