Mato Grosso
Faissal cobra hemodiálise no Hospital de Alta Floresta e questiona custo de deslocamento de pacientes
Mato Grosso
Deputado apresentou requerimento na sessão desta quarta-feira (21), na ALMT, e criticou a falta de resposta da Secretaria de Estado de Saúde; pacientes percorrem mais de 200 quilômetros até três vezes por semana para realizar o tratamento
O deputado estadual Faissal Calil (PL) voltou a cobrar a implantação de um serviço de hemodiálise no Hospital Estadual do Alto Tapajós, em Alta Floresta. Durante a sessão plenária desta quarta-feira (21), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), ele apresentou requerimento com pedidos de informações sobre a estruturação do atendimento e os custos do deslocamento de pacientes para outras cidades.
Segundo Faissal, uma solicitação semelhante foi encaminhada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) no início de agosto, mas ainda não houve resposta. O parlamentar defende a descentralização da hemodiálise no estado e considera necessário oferecer o serviço no hospital, que atende a população da região.
“Não é possível que um hospital daquele tamanho não tenha um serviço de hemodiálise que atenda os seus pacientes. A gente sabe do sofrimento que é hoje em dia: tem pessoas que andam mais de 200 quilômetros, três vezes por semana, para serem atendidas no serviço de hemodiálise”, afirmou.
A unidade poderia atender pacientes de Alta Floresta, Apiacás, Carlinda, Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde e Paranaíta, reduzindo as viagens para outros municípios.
O requerimento solicita informações sobre os custos para transportar pacientes de Alta Floresta até Sinop, onde parte deles realiza hemodiálise três vezes por semana.
“Isso não é barato. Custa muito mais caro hoje, tenho certeza, do que instalar um serviço de hemodiálise lá no Hospital Regional de Alta Floresta”, declarou.
Faissal também pediu dados sobre despesas com transporte sanitário, passagens, diárias e auxílios financeiros, além do número de pacientes atendidos, os locais de tratamento, as distâncias percorridas e as medidas adotadas para ampliar a oferta do serviço.
O deputado afirmou que a demanda vem sendo discutida com autoridades e câmaras municipais. Para ele, a ampliação da hemodiálise deve integrar uma política de descentralização da saúde em Mato Grosso.
“A gente tem brigado, tem requerido, tem discutido isso com as câmaras municipais. É um serviço que precisa ser ampliado aqui dentro do Estado de Mato Grosso. A hemodiálise precisa, sim, de uma descentralização”, enfatizou.
Faissal disse ainda que a cobrança representa uma reivindicação dos moradores de Alta Floresta.
“Não sou eu, Faissal, que estou falando isso. Eu falo pela população de Alta Floresta, que denuncia o sofrimento e reclama das condições. A nossa cidade merece esse atendimento”, afirmou.
O levantamento deverá subsidiar as discussões entre o Governo do Estado e os municípios da Região de Saúde Alto Tapajós sobre a implantação do serviço no Hospital Estadual do Alto Tapajós e a redução dos deslocamentos enfrentados pelos pacientes.
Mato Grosso
ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.
Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.
Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte.
O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite.
Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.
Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual.
Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.
Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.
Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária.
Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.
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