Uniformes escolares
Vereadores afirmam que atual secretária não tem responsabilidade pela compra de uniformes questionados
“A responsabilidade pelos uniformes não é da atual gestão da Secretaria de Educação”, afirma Feitoza.
Política
Os vereadores Wender Madureira e Feitoza afirmaram ter encontrado livros e uniformes escolares armazenados durante uma fiscalização realizada em espaços vinculados à Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande.
Durante entrevista ao PodRevirar MT, os parlamentares relataram que a visita foi motivada por denúncias relacionadas a materiais adquiridos em gestões anteriores. Segundo Madureira, a equipe encontrou livros ainda lacrados e sem utilização.
“Nós fomos lá para fiscalizar porque tinha muitas denúncias. Encontramos muitos livros intactos, ainda guardados nas caixas”, afirmou o vereador.
Os parlamentares também relataram ter encontrado uniformes escolares armazenados em um segundo andar do prédio visitado. De acordo com Madureira, parte do material continha identificação visual da atual gestão municipal.
“Acabamos descobrindo muitos uniformes com o slogan da prefeita. Também havia uniformes de gestões anteriores armazenados no local”, disse.
Durante a entrevista, Feitoza ressaltou que a atual secretária municipal de Educação não participou da aquisição dos uniformes e dos materiais encontrados durante a fiscalização.
“A compra desses uniformes não foi realizada pela atual gestão da secretaria. Ela não tem participação nessa situação porque esse material foi adquirido anteriormente”, afirmou.
Apesar disso, o vereador criticou a forma como os esclarecimentos foram conduzidos durante a fiscalização, alegando que houve informações divergentes sobre a retirada dos slogans e a distribuição dos uniformes para escolas da rede municipal.
Madureira afirmou que, após receber a informação de que parte dos uniformes já havia sido distribuída, realizou visitas às unidades indicadas e não encontrou confirmação da entrega relatada.
“Fui até as escolas que me passaram e, segundo as equipes, não havia conhecimento sobre esses uniformes”, declarou.
Os vereadores afirmaram que continuarão acompanhando o caso e cobrando informações sobre a destinação dos materiais encontrados durante a fiscalização.
A Secretaria Municipal de Educação poderá se manifestar sobre os apontamentos apresentados pelos parlamentares, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Política
Eleitores vão cedo aos locais de votação no Rio, mesmo com chuva
Os eleitores do Rio de Janeiro comparecem aos locais de votação no horário de abertura das urnas, neste domingo (25), mesmo com chuva. Quase 12,9 milhões de pessoas estão aptas a votar no estado, sendo 4,9 milhões na capital, no segundo turno das eleições.
Com um único voto para depositar, o processo está transcorrendo muito mais rápido do que no primeiro turno. Na Universidade Unisuam, em Bonsucesso, na Zona Norte, maior local de votação da capital, com 13 mil eleitores, o fluxo de pessoas foi grande durante a manhã, mas poucas sessões tinham fila.
O casal Tamara Almeida e Eduardo de Andrade preferiu ir logo no começo da votação para garantir que conseguiriam deixar seus votos na urna. Encontraram uma situação bem mais tranquila do que a do primeiro turno.
“No primeiro turno, fiquei mais de duas horas na fila até conseguir votar. Agora foram 10 minutos”, disse Tamara. “Antes estava muito cheio, tinha fila do lado de fora da escola. Estava bem caótico, mas hoje está bem diferente”, complementou Eduardo.
Paulo Cesar da Silva também saiu cedinho da cidade de Nova Iguaçu, e mesmo com um ferimento na perna, fez questão de participar da eleição. Com a ajuda de uma muleta e das rampas da universidade, disse que não teve problemas para chegar à sua sessão eleitoral.
“Não demorei nem um minuto pra votar, a sessão estava vazia. Eu vim pelo direito dos trabalhadores. Sou brasileiro. É mais um voto.”
Marcus Vinicius de Andrade, que mora no Complexo da Maré disse que o transporte gratuito facilitou muito a sua participação nessa eleição. Ele votava perto de casa, mas seu local de votação foi um dos 72 alterados pelo Tribunal Regional Eleitoral.
“No primeiro turno, falaram que meu local era em outra escola, cheguei lá e enfrentei a maior fila, quando eu entrei, me falaram que era aqui, mas deu tempo de votar. Hoje foi bem tranquilo e muito rápido.”
De acordo com mesários, duas participações se destacam neste domingo (25): a dos idosos e a de pessoas que não votaram no primeiro turno, mas compareceram às sessões no segundo.
Maria das Dores de Lima, de 82, se encaixa nas duas situações. Com a ajuda de uma cadeira de rodas por causa de um problema na coluna, ela fez questão de participar: “É muito importante votar. E eu também quero fazer a minha prova de vida do INSS”, ela disse.
A neta Alexia de Lima complementa: “No primeiro turno, ficamos receosos de trazer, por causa de toda a movimentação. Mas como hoje está mais tranquilo, decidimos vir”
Regina Maria Neves, de 79 anos, também quis garantir sua participação. Pegou um ônibus em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, para chegar a Vila Isabel, na capital, onde vota e esperou cerca de 30 minutos, sob chuva, até a abertura do local de votação.
“Todo cidadão brasileiro tem que votar. Perdendo ou ganhando todo mundo tem que vir, porque a nossa opinião importa”, disse.
Gilberto Adamati, de 73 anos, chegou antes das 8h ao local. “Eu penso que é uma responsabilidade com o país. Estou bem de saúde, então não há porque deixar de vir. Eu soube de uma senhorinha de 96 anos que foi votar em cadeira de rodas. Um exemplo desses, não tem como a gente não seguir.”
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