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Cultura

Valorização do folclore fortalece cultura e orgulho de ser cuiabano

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O ritmo acelerado do lambadão e do rasqueado tomou de surpresa quem passou pela Praça Ipiranga, no Centro de Cuiabá, ao longo da quarta-feira (22). A música embalou a comemoração do Dia Nacional do Folclore, que conta também com apresentações de dança, feira de artesanato e comidas típicas. Para além do Saci-Pererê e da Mula sem Cabeça, o evento propôs a retomada da cultura regional como expressão natural dos cuiabanos, seja no modo de vestir, falar ou alimentar.

É o que explica a artista Margareth Xavier. Cuiabana de chapa e cruz, ela realiza o evento desde 2011, quando decidiu reunir em um só lugar, elementos que permeiam a rotina de milhares de moradores da Capital e região. “Ainda tem muita gente que acha que folclore se constitui apenas das lendas, mas não. Os mitos são apenas uma de suas faces. Precisamos considerar todo o conjunto de costumes que nos formaram para falar do assunto”, diz.

De acordo com o secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Francico Vuolo, é este conjunto de fatores que ajuda a construir a identidade de um povo, fortalecendo seus hábitos e possibilitando o desenvolvimento de outros setores, como o turístico.

“Quando qualquer pessoa pensa em viajar a turismo, quase que inevitavelmente ela está pensando em conhecer a cultura de um determinado local. É impossível dissociar essa ideia. Logo, é também pensando neste retorno que a Secretaria, por determinação do prefeito, Emanuel Pinheiro, tem atuado pela valorização da nossa cultura, de nossos bens materiais e imateriais”, reforça.

Trabalhando com esta proposta desde a base, Margarth mantém firme seu posicionamento com relação à cultura local. Figura conhecida entre grupos de rasqueado, ela tem levado a dança tradicional cuiabana à alunos de escolas públicas, fomentando entre eles o orgulho de pertencer à esta comunidade.

“Eu acredito que uma pessoa tem que saber quem ela é, de onde ela veio, o que ela por que ela come determinado prato, por que ela ouve determinado tipo de música e por que ela tem um sotaque diferente. Hoje, se você pergunta isso pra uma criança, ela não sabe. Por isso eu insisto há décadas nesse trabalho de base, porque os pequenos tem a memória fresca”, finaliza.

Durante toda a quarta-feira os cidadãos, mesmo que só de passagem, puderam participar da ação. A caminho do trabalho, do ponto de ônibus ou de casa, eles memoraram os principais símbolos da identidade de Cuiabá, representada por diversas expressões musicais, artes plásticas e artesanato.

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Cultura

Em Cuiabá, grupo de missionários vivem de doações e renunciam bens materiais em vista da Evangelização dos jovens da capital

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Em tempos de pandemia, muitas incertezas rondam a mente das pessoas sobre o rumo que suas vidas estão tomando, surgindo vários questionamentos sobre seu local de pertença no mundo. Vindos de diferentes partes do Brasil, um grupo de missionários sentiu a mesma inquietação em suas vidas e, atualmente, encontram-se reunidos em Cuiabá para anunciar o Evangelho, motivados por um chamado maior a levar o Ressuscitado que passou pela Cruz a humanidade que sofre nas incertezas do mundo atual, abdicaram de seus planos, família e ambições de carreira para viver uma vida pautada no abandono na providência de Deus e na evangelização, em especial dos jovens. Membros da Comunidade Católica Shalom, os nove missionários, em breve 14, entre jovens e adultos, solteiros e casados, vivem uma rotina com manhãs de oração, sem o uso de celular e completo silêncio, e tardes e noites dedicadas ao serviço no Centro de Evangelização, onde acontecem a maioria dos eventos e os grupos de oração.

O núcleo da Comunidade de Vida presente na capital são convidados a viverem a pobreza de acordo com os seus Estatutos, colocando suas vidas nas mãos de Deus e tendo suas necessidades básicas atendidas por meio de doações e do dízimo, chamado de Comunhão de Bens, realizado por membros da Comunidade de Aliança e da Obra. “Não recebemos remuneração pelo nosso trabalho, mas tudo o que nós temos recebemos da vinha do Senhor.   Vivemos a pobreza não possuindo nenhum bem material, nem o celular que nós administramos é nosso, colocamos tudo em comum, desde o perfume até a nossa alimentação, nada como meu, mas sim tudo como nosso” explica Lana Gabriela, missionária e natural de Natal, Rio Grande do Norte, que está a mais de um ano em Cuiabá, sendo a responsável pelo financeiro da missão.

“Deus nos prometeu um tempo novo e para vivermos esse tempo, precisamos crer e abraçar, para isso é preciso deixar algo, que são as nossas seguranças” adiciona Lana ao comentar sobre  deixar-se ser sustentada pela Providência de Deus em sua vida missionária.

Inaugurada em 2017, a missão da Comunidade Shalom em Cuiabá tem conquistado muito corações para a vivência de seu carisma, como é o caso de Pamella e Daniel Barros, casados e com dois filhos, missionários da Comunidade de Aliança – seguimento que convida os membros a evangelizarem em seu cotidiano familiar e profissional, permanecendo em sua cidade –  também abraçando os pilares da espiritualidade do carisma: contemplação, unidade e evangelização. “Conhecemos a Comunidade em uma viagem a Fortaleza e ao sair da missa, na qual o nosso fundador Moysés estava comentando, estávamos enxergando tudo aquilo como loucura, mas gerou em nosso coração uma inquietação. O Senhor não desistiu de nós e, de uma forma muito misericordiosa, nós conseguimos dar início à nossa caminhada no Shalom por meio do grupo de oração para casais. Desde então, nosso coração encontrou a paz e a nossa missão de ir em busca daqueles que desconhecem Cristo Ressuscitado” explica Pamella, que divide sua rotina com o trabalho na Defensoria Pública e os compromissos comunitários.

A Comunidade Católica Shalom, a qual nasceu entre e para os jovens, possui uma expressão marcante da juventude em sua missão cuiabana, proporcionando uma experiência transformadora com o amor de Deus para aqueles que sentirem o desejo de uma vida com sentido. Mais de cem jovens já participaram dos conhecidos Seminários de Vida no Espírito Santo promovidos pela Comunidade, dentre eles está Thaynara Anjos, que parte em missão como comunidade de vida para Guarulhos, São Paulo, na próxima semana, deixando sua família para ser missionária e viver da providência.

A fim de ajudar as pessoas a encontrarem sua vocação, a Comunidade promove, todos os anos, o encontro Vocacional Aberto, que é um momento de apresentação das formas de vida – Vida e Aliança – e do caminho de escuta da voz de Deus para descobrir sua pertença ao Carisma Shalom, sendo a chance para o começo de uma transformação na vida de muitos.  Em 2021, o encontro será feito de forma híbrida no próximo domingo, 31, tanto presencial no Centro de Evangelização no bairro Dom Aquino, respeitando as normas de distanciamento social, quanto online, pela plataforma Google Meet. Mais informações no Instagram da missão: @shalomcuiaba.

 

” Tornai fecundo, ó Senhor nosso trabalho, 
fazei dar frutos o labor de nossas mãos
Geovanna A. Torquato 
Secretária Jovem  

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