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Trilhos, as condições estratégicas para MT

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O trabalho de mobilização que estamos realizando – em convite já estendido aos articulistas interessados no desenvolvimento de Mato Grosso – tem nos revelado situações muito importantes. Uma delas diz respeito à vontade coletiva de participação nesse projeto de relevância histórica para nosso Estado. Nas últimas semanas recebi, com entusiasmo, questionamentos sobre o andamento real do processo de chegada dos trilhos da Ferrovia Vicente Vuolo (Ferronorte) a Cuiabá. Muitos querendo uma interação maior – o que nos leva a crer que estamos, assim, no caminho certo.

Como já explicitado aqui em artigos anteriores, a extensão dos trilhos da Ferronorte representa, em verdade, a primeira etapa de um planejamento estratégico, que visa dar um salto fenomenal de Mato Grosso para um novo ciclo econômico. Configura estímulos essenciais à industrialização e abertura de novas oportunidades, fundamentalmente com geração de emprego a partir de novos empreendimentos, desenvolvendo a região Centro-Oeste como um todo.

Eu diria mais: essa ligação é essencial para concretizarmos o grande salto logístico do Estado, que visa levar essa ferrovia até o Norte mato-grossense, onde se encontrará com a Ferrogrão – ferrovia proposta para ligar o centro de produção de grãos de Mato Grosso até o Miritituba, no Pará; e cruzará, no futuro, com a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO), que logo chegará a Água Boa – projetos com os quais estamos também envolvidos, na linha de atuação da nossa Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura (Frenlogi), da qual sou presidente.

A pergunta lógica a ser respondida: o que falta?

A questão, em verdade, não é tão complexa, mas exige mobilização para firmarmos os entendimentos necessários até a concretização do empreendimento. O passo inicial é comprometer a Rumo, detentora da concessão, com a construção do trecho, como sendo uma contrapartida ao Governo Federal pela prorrogação antecipada da concessão do trecho paulista – de 10 para mais 35 anos. Hoje, essa renovação da concessão depende que o Tribunal de Contas da União aprove os estudos.

Aliás, a renovação da concessão da Malha Paulista é questão básica. Sem ela, não é possível avançar com esses trilhos em Mato Grosso. Atualmente, o trecho entre Rondonópolis e o Porto de Santos está impactado, exigindo investimentos para modernização. Basta lembrar que essa malha foi construída originalmente na época de grande produção de café no interior paulista, no começo do século passado, estando, portanto, sumariamente desgastada e com inúmeros entraves de rodagem.

Sem a antecipação da validade do contrato da concessão, a Rumo já declarou que não vai desembolsar os prometidos R$ 5 bilhões para essas melhorias. A malha precisa dessa ferrovia. E o comprometimento com a Ferronorte até Cuiabá e depois a Sorriso, no Norte do Estado, que representam algo em torno de mais R$ 6 bilhões, passa por esse entendimento.

Nesse sentido, importante observar o papel do Fórum Pró-Ferrovia, formado pela Federação das Indústrias, OAB, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e sua federação, a FCDL, a Aprosoja, o Sebrae, Porto Seco Cuiabá, Associação das Empresas dos Distrito Federal e Sindicato das Indústrias da Construção. Tratam-se, a rigor, de forças vivas dos movimentos organizados do Estado e, como tal, oferecem suas respectivas lideranças na construção desse projeto que deve, verdadeiramente, ser abraçado por todos os segmentos econômicos e sociais do Estado.

O caminho está sendo construído e a nossa expectativa segue na direção da ampliação dessas forças políticas, empresariais, econômicas e sociais, para que possamos obter o comprometimento para iniciar a execução do projeto, amplificando, como resultado, todo o potencial que Mato Grosso dispõe a oferecer como solução para ajudar a economia nacional.

Esse, portanto, é um momento relevante e estratégico para Mato Grosso avançar na infraestrutura e gerar as condições que tanto desejamos: competitividade que gera empregos e abre oportunidades para todos.

—-

Wellington Fagundes é senador por Mato Grosso, vice-presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado e presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura (Frenlogi)

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Pais presentes, e ausentes!

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Quem tem um filho que mora longe sabe como a saudade doí diariamente. No pensamento ficam as perguntas: “Como está? Será que comeu? Está dormindo bem? Não ficou doente? Está gostando do curso, da casa, está em boas companhias?”.

Enquanto alguns genitores vivem essa circunstância devido a distância, outros pais negligenciam a presença dos filhos na mesma residência, e esquecem de fazer perguntas simples como as do parágrafo acima.

Não raro, a solidão tem tomado conta de casas cheias, famílias se dissolvem por falta de atenção, conversas e demonstrações de afeto.

Até em locais públicos notamos a frieza nos relacionamentos, pais, mães e filhos em restaurantes totalmente voltados aos aparelhos celulares. Atitude que transforma o mundo digital mais atraente do que o real, e aí está o perigo.

Acompanhamos alguns casos de jogos suicidas, que ceifaram a vida de crianças e adolescentes. E a pornografia? Com um clique, a criança pode acessar os conteúdos mais obscenos e ter sua mente tomada por conteúdos nocivos para o seu desenvolvimento.

E de forma mais sucinta, e não menos perigosa, você pai e mãe, já reparou quem é o artista favorito do seu filho? Músicas com a apologia as drogas, ao sexo, a monogamia. É como se o ladrão estivesse entre vocês, porém a presença dele só será notada quando você prestar atenção em seu filho, observar as suas companhias, comportamento, e principalmente, lhe der todo o amor possível.

Aproveite este início de ano e estabeleça como meta ter um tempo de qualidade com a sua família, pois este é o bem mais precioso que o ser humano pode ter. E o melhor remédio para prevenir a solidão, a tristeza, separação e rebeldia.

Neuzete Gomes Freires Castilho é formada em pedagogia, pós-graduada em psicopedagogia e gestão escolar. É diretora na  Escola Adventista Centro América. E-mail: [email protected]

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