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Taques classifica como oportunismo e mentira notícia de atraso salarial

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Candidato à reeleição, o governador Pedro Taques (PSDB) obteve direito de resposta de um minuto dentro do programa de Mauro Mendes (DEM) para se defender da falsa informação de que estaria atrasando o salário dos servidores públicos estaduais. A resposta foi veiculada na propaganda eleitoral gratuita na noite desta segunda-feira (24.09).

“No período eleitoral, muitos mentem e prometem milagres. Tenho defeitos, mas você sabe, eu falo a verdade. A coisa mais difícil que tive que fazer no meu governo foi decidir entre pagar até o dia 10 ou atrasar o salário do servidor. Muitos estados atrasaram os salários e isso não aconteceu aqui”, destacou o governador.

Na peça que deu origem ao direito de resposta, a propaganda de Mauro Mendes afirma que o salário do servidor estava com atraso de 10 dias, mas o juiz destaca que a afirmação é sabidamente falsa, uma vez que a Constituição Estadual prevê o pagamento do funcionalismo público até o dia 10 do mês subsequente. “Assume, portanto, a propaganda a natureza de “fake news” ou ‘fato sabidamente inverídico´, ou seja, a manipulação de informação a fim de prejudicar um candidato com fins eleitorais.

O governador Pedro Taques lembrou que garantiu todos os aumentos das carreiras que haviam sido previamente acordados, o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) a todos os servidores de carreira, além de garantir a progressão de carreira vertical e horizontal a mais de 42 mil servidores nos últimos 3 anos e 9 meses de gestão.

“Foi com dificuldade, mas mantivemos todos os aumentos, pagamos o RGA e garantimos a progressão de carreira, que é um direito do servidor público. Não temos salário atrasado, sei que ainda não está bom, mas também não estou feliz com isso. Mas agora construímos as condições para, no ano que vem, voltar o salário para o dia 30. Vamos enterrar de vez a mentira e o oportunismo. Vamos fazer Mato Grosso seguir em frente”, finalizou Pedro Taques na mensagem.

Ao contrário de Taques, Mauro Mendes quando prefeito de Cuiabá congelou a progressão de carreira aos servidores municipais no ano de 2016, além de ter suspenso o pagamento de licença-prêmio aos funcionários públicos da Prefeitura de Cuiabá.

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Avallone quer parceria com MPE e Judiciário para Estado executar obras em áreas particulares no Pantanal

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Prevendo possíveis entraves judiciais na realização de obras paliativas dentro de propriedades particulares que vão desobstruir corixos para dar vida, novamente, à Baía de Chacororé, no Pantanal mato-grossense, em Barão de Melgaço, o presidente da Comissão de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e Recursos Minerais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), destacou que vai buscar uma parceria com o Ministério Público Estadual (MPE) e do Poder Judiciário para firmar Termos de Ajustamento de Conduta (TAC).

Segundo Avallone, o Estado terá que realizar essas obras para garantir a desobstrução de ao menos 12 corixos (canais que ligam as águas de baías, lagoas, alagados etc com os rios próximos) mapeados pelo assessor especial da Comissão de Meio Ambiente da ALMT, Rubem Mauro Palma de Moura, que foi in loco junto com técnicos da Secretaria Estadual de Infraestrutura (Sinfra) e da Secretaria Estadual e Meio Ambiente (Sema).

O deputado lembra que outras 20 obras, entre médias ou maiores, terão que ser feitas na região. Uma delas, detectada na visita técnica, mostrou que existe ao menos cinco pontes na estrada do Estirão Cumprido, onde embaixo delas há rejeitos que formam uma barragem, impedindo o curso natural das águas. “Durante a construção da ponte, fizeram um aterro ao lado para o trânsito fluir. No entanto, a obra foi finalizada e ninguém tirou a barragem em cima dos corixos. São detalhes que não vamos mais deixar acontecer”, explicou.

Além disso, constatou-se desmatamento em áreas de proteção ambiental, outros crimes ambientais onde pescadores predatórios rompem estrutura de barramento que existe na baía para facilitar a pesca.

Para o início dessas obras emergenciais é necessário um relatório feito pela Sinfra que será entregue até a próxima sexta-feira (22). “A Sema também precisa dar as autorizações ambientais necessárias. A previsão é que comecem no máximo daqui um mês”, comentou Avallone.

Por fim, o parlamentar afirmou que o poder público ainda deve tomar as medidas cabíveis para questionar os responsáveis por essas obras que estão degradando o meio ambiente há anos.

 

Da Redação

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