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Taça Brasil abre XCO Series Brasil Ride e conta pontos para Tóquio/2020

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Mais uma grande novidade para o mountain bike do Brasil acaba de ser oficializada. A abertura do inédito Brasil Ride Bike Club, em Amparo (SP), no dia 15 de março, entrará na pontuação do ranking da UCI (União Ciclística Internacional), ajudando os ciclistas na disputa por vagas para Tóquio/2020. A prova receberá o nome de Taça Brasil XCO Brasil Ride e será Classe 2, ou seja, garantirá 30 pontos aos campeões, na reta final da busca por pontos para os Jogos Olímpicos. Mato Grosso faz parte do certame de 2020, com seis competições desta modalidade, cita Manoel Lima, dirigente da federação.

“A Brasil Ride e a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) estão juntas para fortalecer ainda mais o mountain bike nacional. Faltando tão pouco tempo para a próxima Olimpíada, não poderia ser diferente. Nossa prova de abertura do XCO Series Brasil Ride será realizada a cerca de dois meses para o encerramento dos rankings olímpico e mundial, ou seja, será importante para os atletas brasileiros somarem pontos individuais e pela nação, visando garantir vagas em Tóquio 2020”, enaltece Mario Roma, fundador da Brasil Ride.

Neste momento, após a atualização mais recente dos rankings internacionais da UCI, feita em 4 de fevereiro, o Brasil ocupa a quarta colocação no ranking por nações masculino e a 18ª no feminino. Assim, enquanto o País teria duas vagas para os homens, com Henrique Avancini, Guilherme Muller e Luiz Cocuzzi somando pontos para a nação, o feminino deverá ter uma, com Jaqueline Mourão, Raiza Goulão e Letícia Cândido como atuais pontuadoras.

“A CBC enxerga com bons olhos os eventos organizados pela Brasil Ride no MTB XCM. Este investimento no MTB XCO será mais uma ótima chance para os atletas buscarem classificação à Tóquio e já pensando em Paris 2024, com aumento de provas nas regiões Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, no período entre 2021 e 2024. Isso possibilitará mais oportunidades para os amantes do mountain bike na conquista de pódios, classificação Mundial e Olímpica”, destaca José Luiz Vasconcellos, presidente da CBC.

O XCO Series 2020 representa a entrada da Brasil Ride no Cross Country Olímpico (XCO) e terá seu início em grande estilo. A mais moderna pista de mountain bike das Américas, que na prova de abertura terá 4,28 km e 210 m de altimetria acumulada, foi construída em um local com toda a infraestrutura para os atletas e seus acompanhantes, com restaurante, academia e hotel, no Brasil Ride Bike Club. Top 2 do ranking mundial, Henrique Avancini foi um dos atletas que opinou na construção do circuito em Amparo.

O XCO Series Brasil Ride tem patrocínios de Land Rover, Shimano, Specialized e Unidas. Conta ainda com os apoios de ConectCar, Full Gas, Garmin, La Maglia, LAF, Red Bull, Shop2Gether, Squirt, Thule e Vittoria, e supervisão da União Ciclística Internacional (UCI), Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) e Federação Paulista de Ciclismo (FPC).

Ranking Brasil Ride – A partir de 2020, uma novidade promete atrair ainda mais participantes para as provas de mountain bike, com o inédito Ranking Brasil Ride. Será válido exclusivamente para as provas de MTB nas três modalidades: XCO (XCO Series Brasil Ride); XCS (Brasil Ride Ultramaratona no geral); e XCM, etapas Warm Up PRO, com exceção de Linhares SUPER PRO. Assim, o ranking geral Brasil Ride somará os pontos das três modalidades pontuadas pelo atleta no decorrer do ano.

Fonte: Manoel Lima

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Clubes de Mato Grosso ‘inaptos’ perante a Receita Federal

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Dois dos 10 clubes que disputam o Campeonato Mato-grossense/2020 são considerados ‘inaptos’ pela Receita Federal por não prestarem contas ao Governo. Poconé Esporte Clube e Clube Esportivo Dom Bosco estão na mesma situação: “Omissão de Declarações”, afirma a Receita, através de relatório público do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica. Mas, para a Federação Mato-grossense de Futebol, “não há problema algum”.

 

Segundo a Receita, um CNPJ Inapto nada mais é, quando uma empresa ou entidade está inapta de exercer suas atividades com o cadastro. Isto é, significa que a empresa omite dados e informações na escrituração em dois exercícios consecutivos, diante da Receita Federal.

 

Segundo ainda a Receita, “empresas com omissão de declarações e obrigações correm o risco de ter o CNPJ suspenso”. De acordo com a Lei 11.941 2009 e, em seu artigo 54: “Terão sua inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ baixada, nos termos e condições definidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, as pessoas jurídicas que tenham sido declaradas inaptas até a data de publicação desta Lei”.

 

Sem o CNPJ validado, legalmente estes clubes não podem obter recursos públicos, verba da Loteria Esportiva, e nem efetuar compras, sendo impedidos inclusive de emitir notas fiscais ou recibos de transações financeiras. Não bastasse isso, os clubes ainda podem incorrer em multas e infrações trabalhistas, pois para contratar atletas e demais funcionários, também dependem do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica. P

 

Presidente do Poconé Esporte Clube, Orivaldo Rondon, que é membro do Conselho Fiscal da FMF, foi ouvido pela reportagem na tarde da última sexta-feira (21), e disse que o clube está em dia com suas obrigações perante a receita. Perguntado sobre o mesmo tema em seguida, o dirigente mostrou irritação e questionou o objetivo da reportagem. “Está tudo certo sim, estou te dizendo que estamos em dia com nossas obrigações!”, afiançou o presidente, que no ano passado terceirizou o clube para um empresário. Em 2020 a equipe disputa o Campeonato Mato-grossense com uma equipe inteira formada por atletas da Capital.

 

Administrado por um grupo de conselheiros e gestores há anos, de forma independente da parte social do clube, o Dom Bosco está na mesma situação. Apesar da estratégia de gestão ter sido criada pela Aleco (Associação Leões da Colina) para desvincular o clube do futebol profissional, a fim de evitar dívidas trabalhistas, faltou organização.

 

Conselheiro do clube, Paulo Emílio disse “não estou a par disso. Sei que o clube tem um contador contratado só para trabalhar com isso; mas juridicamente não vejo que seja um problema grave. Se há uma pendência, deve ser resolvida”, disse, surpreendido o conselheiro. “Eu sinceramente não sabia disso”, admitiu o conselheiro.

 

Curiosamente, a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) tem como atividade principal, segundo a Receita, “Atividades de associações de defesa de direitos sociais”.

 

De acordo com o diretor de competições da entidade, Diogo Carvalho, a FMF não tinha conhecimento de tal problema. “Acho estranho porque se estivessem inaptos como a CBF aceitaria os contratos dos jogadores?”, questionou Carvalho, para em seguida completar: “Consultei a CBF, apesar de os clubes estarem inaptos perante a receita, por omissão de declarações, podem atuar e contratar normalmente”, argumentou o diretor de competições da FMF.

 

Presidente da Comissão de Estudos Tributários e Defesa do Contribuinte da OAB-MT a advogada Daniele Fukui contraria a versão da FMF, alertando sobre as irregularidades cometidas pelos dirigentes dos clubes que podem ser responsabilizados.

 

“Se o CNPJ não está ativo o clube não pode atuar”, disse a advogada, para em seguida detalhar a normativa que trata desse tipo de omissão de declarações à Receita. “De acordo com a instrução normativa 1863, da Receita Federal, de dezembro de 2018, em sua seção 4, artigo 46, a pessoa jurídica cuja inscrição no CNPJ tenha sido declarada inapta é: incluída no Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados do Setor Público Federal (Cadin); impedida de participar de concorrência pública; celebrar convênios, acordos, ajustes ou contratos que envolvam desembolso, a qualquer título, de recursos públicos, e respectivos aditamentos; obter incentivos fiscais e financeiros; realizar operações de crédito que envolvam a utilização de recursos públicos; e transacionar com estabelecimentos bancários, inclusive quanto à movimentação de contas-correntes, à realização de aplicações financeiras e à obtenção de empréstimos”, diz a normativa.

 

Contador renomado em Cuiabá, entrevistado pela reportagem, reafirma o que prevê a normativa da Receita e diz que diante da situação, os clubes sequer podem ter movimentação financeira, quanto mais atuar em competições oficiais que envolvem recursos como é o Campeonato Mato-grossense. Responsável pelo plantão fiscal tributário da Receita Federal o servidor Yuti Shimada explicou a situação dos clubes e afirmou que os citados nunca solicitaram a certidão negativa de débitos junto ao órgão, por isso são considerados inaptos.

 

“Eles estão considerados inaptos porque deixaram de apresentar a declaração mensal de débitos e créditos tributários. Precisam mostrar o que gastaram ou receberam. Isso não suspende as atividades deles, mas impede que recebam por exemplo verbas oficiais”, disse Shimada.

 

De acordo ainda com a Receita, “sem entregar as declarações é impossível os clubes receberem a certidão negativa que possibilita movimentar negociações financeiras”.

 

“Nunca pegaram a certidão negativa aqui. É o que consta no sistema. Supõe-se que a Federação Mato-grossense de Futebol não saiba que eles nunca a entregaram”, disse Shimada.

 

Por Gazeta Digital

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