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Suicídio! Um fenômeno crescente

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O crescente número de suicídios e tentativas de suicídios são assustadores e deveria chamar a atenção de todos, especialmente dos gestores públicos.

A sociedade ficou chocada com a notícia de 3 suicídios e duas tentativas, ocorridos na última semana na baixada Cuiabana.

Mas, o que me chama a atenção nesse tipo de reportagem é que, é comum ao final da matéria encontrar a sugestão de procurar ajuda no plantão telefônico do CVV (Centro de Valorização da Vida), essa sugestão é valiosa, o CVV, é uma associação filantrópica, não governamental que tem prestado um serviço extraordinário na prevenção de vidas. É excepcional o atendimento que essa organização promove. É louvável a dedicação de voluntários, pessoas que abdicam de um período da sua vida em favor de outros.

No entanto, fico me perguntando onde estão os serviços públicos em saúde mental? Por que esses serviços não estão, da mesma forma, disponíveis e acessíveis á sociedade? Como está a saúde mental nos municípios? Como estão os atendimentos nos caps? Será que os gestores se preocupam com a implantação de uma rede em saúde mental para atender os munícipes?

Com tristeza tenho percebido as dificuldades que os pacientes encontram para o atendimento, seja uma consulta com psiquiatra ou com psicológico, e as dificuldades dos usuários não se restringem apenas ao atendimento na rede pública, mas também na rede privada.

Considerando que a OMS (Organização Mundial de Saúde), afirma que a depressão será a doença mais impactante em 2020 e que a mesma é reconhecida como um dos principais fatores que podem levar ao suicídio percebe a extrema urgência que os gestores públicos devem ter em criar e implementar a rede de atenção psicossocial nos municípios.

Precisamos de caps 24 horas, precisamos de leito em saúde mental nos hospitais gerais. A Lei 10.216 que institui um plano de atendimento em Saúde Mental é datada de 2001 e nós estamos em 2020 e até o presente momento ainda não temos nenhum leito em saúde mental implantado no estado, somos o único da federação que ainda não contamos com esse serviço em hospitais gerais administrados pelo estado.

Portanto, quando lemos noticias sobre suicídio, devemos entender que para lidar com esse fenômeno crescente precisamos reconhecer que a prevenção e tratamento em saúde mental dependem da existência de uma rede de atendimento eficiente com condições de prestar um serviço de qualidade ao cidadão que por ele procura. Do contrario, vamos continuar lendo com tristeza o noticiário de mais mortes. Precisamos assumir que a prevenção à vida é uma missão de todos nós e entender definitivamente que se houve um tempo em que era necessário e urgente investir em saúde mental esse tempo é agora e a missão é de todos nós.

 

Eunice Teodora dos Santos Crescêncio.

Psicóloga, Historiadora, Especialista em Psicopedagogia, Palestrante, Escritora, Analista Comportamental, Coach com formação em Life Coaching e Coaching Vocacional. Servidora Pública – Profissional de Nível Superior do Sistema Penitenciário da Secretaria de Estado de Segurança Pública/ SESP- MT.

 

 

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O legado de trabalho e humildade de Jonas Pinheiro

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Na data de hoje, 19 de fevereiro, o Brasil perdeu um dos seus maiores líderes, o Senador Jonas Pinheiro. Tive a honra e o privilégio de iniciar minha vida pública ao lado deste, que foi meu parente, companheiro, compadre e amigo. Mais que um grande mestre, Jonas era o retrato da política feita para melhorar a vida das pessoas.

Defensor nato do homem do campo, costumava dizer que “o povo é simples e quer coisas simples. Quer alimento, quer vestuário e deseja a moradia; quer também escolas e hospitais, mas antes de tudo, o povo quer trabalho”. Defendo, com total convicção, que Jonas foi um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento e progresso de Mato Grosso.

Hoje, 12 anos após sua partida, relembro com imensa saudade daquele homem discreto e simples que me incentivou a entrar na política. Do homem que me deixou como legado ensinamentos que me inspiram até hoje a seguir trabalhando dia e noite pela nossa gente.

Com Jonas aprendi a não esquecer o lugar de onde vim, a terra amada onde nasci e por isso tenho tanto orgulho de ser o prefeito de Cuiabá. Foi acompanhando a vida política de Jonas que entendi que para ser gestor é preciso vivenciar o povo, é preciso ir aos bairros, valorizar o movimento comunitário, estar junto das pessoas, escutar mais do que falar e agir mais (muito mais) do que apenas prometer.

Mais de uma década após sua partida, Jonas tem muito a ensinar sobre humildade aos que escolhem servir ao povo. Um homem que foi da Baixada Cuiabana ao Senado, que circulou entre autoridades, mas que fazia questão de estar com os mais carentes, que colocou seu talento como gestor e conciliador a serviço das pessoas, sem distinção.

O legado de Jonas vive no agronegócio forte, no homem do campo, vive em cada ação da minha gestão humanizada, em nossa memória e principalmente em nossos corações. Viva Jonas!

 

Redação

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