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Cultura

‘Santos Pantaneiros’ leva religiosidade popular ao Misc

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São Benedito, Sant’Ana, Nossa Senhora Aparecida e São Gonçalo. Ao lado de outras santidades católicas, eles nomeiam festividades pelo estado a fora e ajudaram a batizar também a exposição ‘Santos Pantaneiros’, do fotógrafo Mário Friedlander. A mostra foi inaugurada nesta quarta-feira (22), no Museu de Imagem e do Som de Cuiabá (Misc). São mais de 100 fotografias capturadas ao longo de décadas, em um trajeto marcado pelas tradicionais festas de santo do Pantanal Mato-grossense.

O recorte geográfico, de acordo com Friedlander, é um dos pilares do trabalho. “Só veem o Pantanal como um lugar cheio de onça, jacaré e tuiuiú. Não é só isso. Esse ecossistema, do tamanho da França, é ocupado por povos tradicionais, divididos em cidades e comunidades que tem muita cultura original. De tanto fotografá-los, percebi que tinha um acervo gigante sobre religiosidade popular. Daí surgiu a proposta e é por isso que leva esse nome.”

Para não destoar da temática, as paredes do museu também abrigarão um altar tradicional, com enfeites, imagens e iluminação variada. Os adereços foram cedidos por festeiros com os quais o fotógrafo se relaciona ao longo do tempo. Pelos ambientes multiplicam-se ainda bandeirolas com desenhos e recortes feitos a mão, em mutirões devocionais.

A mostra foi viabilizada por meio do Edital Circula-MT, da Secretaria de Cultura do Estado de Mato Grosso – (SEC-MT), e com o apoio da Prefeitura Municipal de Cuiabá, EXPOIMAT-UFMT, Prefeitura Municipal de Campo Verde e Prefeitura Municipal de Primavera do Leste, cidades para onde passarão as fotografias.

A parceria com a Prefeitura da Capital, estabelecida por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, enriquece a programação do Misc. O Museu tem apresentado atrações diversas e atraído públicos diferentes a cada iniciativa. “Estamos movimentando o Museu, que reabriu as portas neste ano, depois de quase três anos de pausa. Para levar isso a frente e trazer vida ao espaço, é preciso sensibilidade e a gestão tem demonstrado isso com as pessoas”, diz o titular da Pasta, Francisco Vuolo.

Embora o olhar do artista esteja voltado à comunidades quilombolas, povos tradicionais e indígenas há muitos anos, sua origem teuto-brasileira o denuncia como um estrangeiro na região.  Diante disso, a conexão necessária para que se construam os registros, é constituída com muito respeito e admiração.

“Muitos já me conhecem de outros trabalhos. Então às vezes eu chego de um lugar ao outro por indicação deles mesmos. Sempre fui muito bem recebido e me sinto aceito. Como as exposições normalmente não chegam à estes cantos, tento retribuir disponibilizando as fotos para produção de materiais para a realização da festa, sejam panfletos, camisetas, banners”, diz.

Dentre as festas fotografadas, estão as de São Benedito, Divino, Santana, São João e São Gonçalo, São Pedro, Cavalhada, Santo Antônio e São Benedito, todas realizadas na região de Poconé. Somam-se a elas as de São Bento e nossa Senhora Aparecida, de Rosário Oeste e festa de São Pedro da Comunidade de Joselândia. Mário conta que pretende levar a exposição para Poconé no próximo ano, devido a quantidade de imagens feitas ali.

A exposição conta com a curadoria do artista Bené Fonteles que residiu por muitos anos em Mato Grosso e se destaca pela atuação em nome da cultura popular e do patrimônio imaterial. A visitação acontece de segunda-feira a sexta-feira, das 9 às 17h, até 22 de Setembro.

 

POR  ANDRÉ GARCIA SANTANA

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Cultura

Projetos culturais devem prever todos os impostos devidos

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A elaboração de projetos culturais deve prever todos os impostos devidos. O alerta é da Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) em consulta formalizada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) no canal “Pergunte à CGE“.

Na orientação, a CGE observa que a retenção tributária federal, estadual e municipal deve ser feita pelo proponente de acordo com o procedimento fiscal relativo ao tipo de contribuinte (microempreendedor individual, optante do Simples Nacional etc).

No caso dos projetos contemplados com o auxílio emergencial da Lei Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.017/2020), deverá ser emitida nota fiscal para a contratação de serviços e a respectiva prestação de contas.

“De acordo com o tipo de edital e com o benefício disponibilizado, também poderá haver a incidência do INSS (antecipação da contribuição previdenciária do prestador do serviço) ou, ainda, do ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza)”, observa a CGE.

Entretanto, em algumas situações, poderá haver isenção do Imposto de Renda Retido da Fonte (IRRF), tributo de competência da União. “Em alguns casos, em decorrência da tabela progressiva, não haverá incidência do IRRF, ou seja, dependendo do valor do benefício, os proponentes estarão isentos desse imposto”, destaca.

Se houver incidência do IRRF nos valores da Lei Aldir Blanc, os códigos tributários a serem informados na Declaração de Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), da Receita Federal do Brasil, são os já existentes 0561 (pessoa física residente no Brasil, remunerada em virtude de trabalhos ou serviços prestados no exercício de empregos, cargos e funções) e 1708 (remuneração de serviços profissionais prestados por pessoa jurídica). A Receita Federal não criou códigos específicos para as retenções relativas à Lei Aldir Blanc.

O auxílio emergencial para os trabalhadores do setor cultural foi instituído em decorrência da crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus.

Da Redação

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