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Salário de dezembro dos servidores estaduais será pago nesta sexta-feira

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Os salários dos servidores públicos estaduais ativos, inativos e pensionistas, relativos ao mês de dezembro, serão pagos nesta sexta-feira (10.01). A folha de dezembro soma o valor de R$ 588.270.748,00. Nela estão incluídos também R$ 121.993.840, referentes ao 13º salário e as demais verbas rescisórias do servidores não efetivos da Secretaria de Educação, cujos contratos venceram em dezembro. Só a folha dos servidores do Poder Executivo chega a R$ 466.276.908 milhões

As ordens de pagamento estão sendo encaminhadas ao Banco do Brasil nesta quinta-feira (09). “Acreditamos que entre às 08h e às 12h da sexta-feira, todos os depósitos já terão sido processados pelo Banco do Brasil e também nas outras instituições em que houve a portabilidade no pagamento por parte dos servidores”, informou a secretária adjunta do Tesouro Estadual, Luciana Rosa.

Este será o segundo mês consecutivo que o salário dos servidores é pago numa só parcela. A retomada do pagamento em uma única data somente foi possível pelas medidas adotadas pelo Governo do Estado, na busca pelo equilíbrio fiscal e financeiro desde o início da atual gestão.

“Nossa meta agora é fazer o pagamento até o dia 5 e em meados do ano, voltarmos a pagar os salários dentro do mês trabalhado”, explicou recentemente o secretário de Fazenda Rogério Gallo.

Redação

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Perito aponta que houve falhas na 1ª fase de votação para reitor da UFMT

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O perito em informática Thyago Jorge Machado aponta que houveram falhas que podem ter comprometido os resultados da consulta à comunidade universitária da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizada na sexta (24). A medida é uma das fases para a definição do novo reitor ou reitora da Universidade.

Segundo o perito, o software utiliza no sistema de votação eletrônica da UFMT é o “Helios Voting”, um sistema de código livre (“open source”), cujas fontes estão publicadas na internet. A grande força em utilizar sistemas “open source” é a transparência, pois qualquer pessoa pode auditar o programa em busca de falhas e propor melhorias.

Mas para que não haja qualquer dúvida sobre os resultados de um pleito que utilize este sistema, é necessário que sejam adotados protocolos rígidos de segurança e auditoria, desde a instalação do sistema, acompanhamento da votação e apuração dos resultados.

É necessário garantir que o código em execução no momento da votação seja o mesmo que foi publicado na internet, caso contrário o sistema não é mais caracterizado como “open source” e as vantagens desse tipo de sistema desaparecem. Caso não haja essa auditoria, o sistema pode ter alterações que vão modificar a funcionalidade do aplicativo e por toda confiabilidade do pleito em cheque. O perito pontua que, “o código fonte do sistema usado na votação não foi divulgado pela UFMT, mas ao se analisar o site onde se acompanha os votos percebe-se que há alterações em relação ao original”.

Além disso, é necessário que o banco de dados onde estão armazenadas as senhas dos usuários estejam num ambiente totalmente controlado e auditado para evitar que, por exemplo, um administrador do sistema altere a senha, faça voto e volte a senha ao que era. Ou seja, todo o ambiente onde o programa está inserido tem que ser monitorado para dar a confiabilidade necessária.

Foi solicitado pelas chapas o acompanhamento, através da requisição para que técnicos especialistas acompanhassem o processo de instalação, assim como toda a votação, que não foi autorizado pela reitoria, Colégio Eleitoral Especial e PGF . AComissão da Consulta Pública. autorizou o acompanhamento dos técnicos somente no momento da apuração.

Nesse momento da apuração foram detectadas falhas. Durante a auditoria de um dos votos, havia a mensagem “Código de identificação da eleição na cédula não confere”. Além desta, há outras questões técnicas que foram apontadas pelo perito. No momento, foi alegado pelos técnicos do STI como uma “falha de tradução”, sendo que no lugar de “não confere” o correto seria “confere”. O código fonte não foi disponibilizado para auditoria e perícia.

Outro ponto levantado por Machado, é que a transmissão (“live”) do ato de apuração não está mais listada no canal do YouTube mantido pela UFMT.

Suspensão no Paraná

A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) suspendeu a eleição para reitor por falhas no mesmo sistema utilizado pela UFMT.

O Colégio Eleitoral da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), responsável por conduzir o processo de consulta à comunidade para eleição do reitor da UTFPR, anunciou em 2 de julho, a suspensão do processo de apuração dos votos sem o anúncio do resultado final.

Segundo a nota do colégio, “o conhecimento do resultado final da votação só será possível se for refeito o sistema de votação em 19 (dezenove) urnas”. O colegiado havia informado que a não apuração dos votos das urnas ocorreu em virtude de um problema identificado nas chaves de criptografia geradas pelo sistema Helios Voting.

Posteriormente foi encontrada a solução para o problema e foram contabilizadas as urnas faltantes. O processo foi acompanhado por auditores da Polícia Federal, Tribunal Regional Eleitoral e técnicos das duas chapas concorrentes.

Pedido de Impugnação

A chapa “Juntos somos mais UFMT”, formada por Danielli Backes e Sandra Negri, apresentou na última sexta-feira (24), um pedido de impugnação da consulta à comunidade universitária da UFMT.
A próxima etapa do processo é a definição da lista tríplice que se dará no dia 11 de agosto pelo Colégio Eleitoral da UFMT, formado pela reunião do Conselho Diretor, Conselho Universitário (CONSUNI) e Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE). Fica então a cargo do Ministério da Educação a escolha de um nome a partir da lista tríplice enviada.

A votação para lista tríplice pelo Colégio Eleitoral também ocorrerá online, através do mesmo sistema utilizado na Consulta Pública.

 Por Stephanie Romero

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