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“Sábado no Parque” tem programação gratuita com oficina, trilha e passeio a cavalo no Sesc Baía das Pedras

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Oficina, passeio a cavalo, trilha guiada e shows estão na programação do “Sábado no Parque”, que acontece no dia 30 de novembro, das 8h30 às 16h, no Parque Sesc Baía das Pedras. A unidade que faz parte do polo socioambiental Sesc Pantanal, é um ambiente rural com 4.200 hectares, localizado na Estrada Parque Porto Cercado, em Poconé.

O público vai poder aproveitar para passear com o cavalo pantaneiro e se divertir nos pedalinhos, triciclos, jogos infantis e (das 9h às 12 e das 13h às 16h), na oficina “Construção de cabana tradicional – ponha a mão na massa” (9h às 12h e das 13h às 16h) e conhecer mais da fauna e flora do Pantanal com a trilha guiada (das 9h às 10h e das 14h às 15h). No espaço central do parque, onde podem ser feitos piqueniques e brincadeiras ao ar livre, também vai ter shows com música étnica, regional e afro-brasileira com o DJ Santian (9h30 às 11h30 e das 14h às 16h).

A unidade possui cavalariças, áreas para convivência, laguinhos, quiosques, trilhas para caminhadas e cavalgadas. Para contemplação e entretenimento dos visitantes, possui patos, mini-vacas, além de diversos animais da fauna local como quatis, capivaras, antas, cotias, e várias espécies aves. Jacarés podem ser avistados também no rio que passa pelo parque.

O Sábado no Parque é realizado sempre no último sábado do mês.

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A vitória das mulheres nas urnas em 2020

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Márcia Pinheiro

 

Quando falamos nas conquistas dos direitos femininos não imaginamos que uma delas aconteceu recentemente sob o ponto de vista histórico. Há apenas 89 anos, nós mulheres não participávamos da vida política do país já que até então era proibido o direito de voto da mulher.

Apenas em 1934 conseguimos o direito de votar integralmente e esse cenário não era exclusividade do Brasil, pois países como a França, considerado berço revolucionário, teve o voto feminino garantido somente em 1944.

A atuação organizada de um movimento feminino na busca do direito de voto ganhou força no século XX, a partir de uma militância política feminina na Grã-Bretanha que inspirou mulheres ao redor do mundo internacionalizando a luta e favorecendo a conquista do direito de voto em vários países.

Hoje, 24 de fevereiro, comemoramos o Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil, data de um feito importante que tem dado rumos aos estados e municípios por todo o país. Tive a oportunidade de participar de um histórico processo eleitoral que, sem sombras de dúvidas, teve o voto feminino como fator decisivo no resultado final das urnas.

Após um primeiro turno equilibrado onde tinha-se uma candidatura feminina que, supostamente, representava as cuiabanas, porém o segundo turno trouxe um ‘banho de água’ fria no movimento feminino em virtude das contraditórias e incoerentes decisões tomadas.

Essa parte do eleitorado feminino então, órfão de representatividade, se agarrou numa candidatura com serviços consolidados à mulher e que tinha um histórico de profundo respeito e trabalho à causa.

Não tenho dúvidas que a união e a força do voto feminino foi protagonista nesta eleição, sobretudo no segundo turno, afinal foram pouco mais de 155 mil votos contra 128 mil comparecimento do sexo masculino.

A vitória no processo eleitoral de 2020 foi das mulheres que viram o seu poder de decisão nas mãos dando engajamento ainda maior na participação política quebrando as dificuldades maternas culturais da dupla, às vezes tripla jornada seguido de preconceitos ainda existentes em nossa sociedade.

As perspectivas nesse panorama são boas, ainda que caminham timidamente, pois ter mulheres ativas no campo política seja como eleitora incentiva o maior interesse e sucesso em candidaturas femininas, é só olhar para a eleição americana de 2020 que culminou na vitória de Kamala Harris, a primeira mulher no cargo de vice-presidente do maior posto do mundo.

Não há mais como negligenciar a importância do voto feminino que tem maior número no eleitorado e uma extensa pauta e demandas que precisam ser representadas pelas mesmas. Sem o exercício dos direitos políticos femininos o regime democrático não alcança o seu ideal de igualdade.

Márcia Pinheiro é primeira-dama de Cuiabá, empresária e pós-graduada em Gestão Pública. 

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