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Queima de pneus sem filtragem será proibida em Mato Grosso

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Foi aprovado em segunda votação na sessão vespertina da última terça-feira (14), o Projeto de Lei nº 354/2016. De autoria do deputado estadual Wancley Carvalho (PV), o texto proíbe a queima de pneus sem a utilização de sistemas eficazes de filtragem. O objetivo é diminuir a quantidade de poluentes liberados no meio ambiente.

Na justificativa da proposta, o parlamentar explica que a queima de pneus que não podem mais ser reformados é comum em fábricas de cimento. As cimenteiras incineram os chamados pneus inservíveis para usá-los como combustível para os fornos de fabricação de cimento. Pelo texto aprovado, será obrigatório o uso de sistemas de filtragem que retirem, no mínimo, 90% dos gases e demais resíduos poluentes lançados no meio ambiente durante esse processo.

O deputado aponta que a fabricação do cimento incorpora grande parte dos resíduos da queima, porém gases e outros poluentes, como o óleo pirolítico são liberados. Por isso, a filtragem é importante. Já a queima de pneus a céu aberto fica proibida. Wancley Carvalho alerta para as consequências da queima de pneus sem a filtragem adequada tanto para o ser humano quanto para todo o meio ambiente.

“A queima de pneus libera produtos químicos tóxicos e metais pesados capazes de produzir efeitos adversos para a saúde como perda de memória, deficiência no aprendizado, supressão do sistema imunológico, danos nos rins e fígado”, argumenta o parlamentar. “Também existe um grande inconveniente, em termos ambientais, no que diz respeito à emissão de grandes quantidades de dióxido de enxofre, quando são incinerados pneus em fornos de cimenteiras”, completa Carvalho.

Segundo a médica pneumologista Ayrdes Benedita Duarte dos Anjos Pivetta, a fumaça da queima de pneus é extremamente tóxica e a combustão muito complexa. “Pode intoxicar as pessoas. E, dependendo da frequência da queima, pode levar até a casos de infertilidade”, diz a médica. “Faz mal para o sistema respiratório e altera a qualidade do ar”, completa. Sobre a filtragem, ela destaca que é importante observar a capacidade do sistema adotado. “De qualquer forma, o filtro retém realmente parte das susbstâncias. É como o cigarro, cujo filtro retém cerca de 2000 substâncias tóxicas”, explica.

Agora, o projeto será encaminhado para o Poder Executivo para sanção ou veto do governador. O Executivo também fica responsável pela regulamentação da lei, em que devem ser estipuladas as punições para quem descumprir as normas.

Fonte: Assessoria

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Descubra quanto cada deputado federal gastou em 2020

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Os deputados federais de Mato Grosso utilizaram bastante dos recursos disponíveis para o mandato em 2020. Entre os 8 parlamentares, quem mais gastou foi Carlos Bezerra (MDB). Com a soma da Cota Parlamentar de R$ R$ 447,6 mil adicionada a verba de gabinete no valor de R$ 1,2 milhão, o total de gastos chegou a R$ 1,449 milhão aos cofres públicos. Confira quanto cada deputado federal gastou.

Em seguida vem Nelson Barbudo (PSL), que gastou R$ 401,9 mil com a divulgação da atividade parlamentar e R$ 943,1 mil de gabinete, o que culminou na somatória de R$ 1,3 milhão ano  passado.

Já o deputado Dr. Leonardo (SD) teve gasto de R$ 349,4 mil da cota e R$ 943,1 mil do custeio do pessoal, com o valor final em 12 meses na casa do R$ 1,292 milhões.

Na atuação como deputado, o progressista Neri Geller gastou R$ 301 mil e com verba R$ 980,6 mil, a somatória dos valores no final resultou em R$ 1,292 milhões em 2020.

O parlamentar José Medeiros (Pode) informou que suas despesas foram na casa de R$ 289 mil com demonstração do seu trabalho e R$ 972, 6 mil de gabinete. No total o custo foi de 1,267 milhões.

Já o emedebista Juarez Costa teve gastos na ordem de R$ 251,7 mil com cota e R$ 993,7 mil com gabinete, somando R$1,260 milhões.

A deputada do Partido dos Trabalhadores (PT), Rosa Neide, teve R$ 242,7 mil em cota parlamentar e R$ 996,1 mil do dinheiro direcionado ao custeio do gabinete, o que totalizou R$1,248 milhões.

Filho do atual prefeito de Cuiabá, o deputado Emanuel Pinheiro Neto, conhecido como Emanuelzinho (PTB), declarou R$ 165,5 mil em atividade parlamentar e R$ 932,7 mil de verba para o custeio do pessoal, no fim a somatória foi de R$ 1.098 milhões.

 

Fonte Gazeta

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