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PTB e PL abrem conversa mirando à prefeitura de Chapada dos Guimarães

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Os partidos do PTB e PL (antigo PR) iniciaram, neste domingo (8), conversas visando as eleições municipal de 2020 em Chapada dos Guimarães. A princípio as legendas projetam caminharem juntas na eleição majoritária e aglutinar os partidos aliados para formarem duas chapas completas para disputar as eleições proporcionais, uma vez que ficaram vedadas as alianças para corrida à Câmara de Vereadores.
Atualmente entre os nomes dos pretensos candidatos à prefeitura do grupo, um dos mais cotados para entrar no páreo é o ex-prefeito Gilberto Mello (PL), que participou do último pleito em 2016, saindo derrotado para a atual prefeita Thelma de Oliveira (PSDB). Gilberto Mello assume a bandeira de oposição a gestão tucana.

Durante a reunião, o deputado federal Emanuelzinho (PTB) reforçou que possui compromisso com o grupo. Ele obteve a maior votação em Chapada dos Guimarães para disputa a Câmara Federal, obtendo 2.187 votos. “Tenho um compromisso de amizade com esse grupo, pela história que temos com vocês. Podem ter certeza que toda a minha energia, juventude e dedicação está direcionada para Chapada”, disse o parlamentar.

Emanuelzinho também destacou a importância do grupo assumir o comando municipal, para que Chapada dos Guimarães volte a ser referência nacional. “Precisamos estar no comando para que Chapada volte ao lugar que ela merece, para que Chapada volte a ser centro de Mato Grosso, pólo turístico nacional e volte ao desenvolvimento, com uma população alegre e que tenha orgulho de morar aqui”, empenhou o parlamentar.

No projeto político, Gilberto Mello anunciou que os dois partidos estão recebendo novas filiações, com a projeção de agrupar 33 pré-candidatos divididos entre as siglas. Na reunião, inclusive, foi anunciado a futura filiação ao PTB dos vereadores Benedito de Freitas Filho, popular Bozó (MDB) e Cacilda Benedita de Siqueira, a professora Cidu (PP). O ex-vereador Nilton de Morares, o Niltão também se filiou ao PTB. Hoje o PL possui no quadro de filiados a vereadora Professora Rosa Lisboa.

“Vamos começar a trabalhar com esses dois partidos, pois agora as eleições para vereador serão com chapa pura. Começamos esse trabalho e estamos chamando os companheiros para essas filiações, naturalmente, sem atropelos. Estou trabalhando para formar uma unidade para disputarmos as eleições. Coloco o meu nome a disposição desse grupo e estou aqui para conversar com todos os partidos”, destacou Gilberto Mello, presidente municipal do PL.

Por Bruno Garcia

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Abílio pode ser o 5º vereador a perder o mandato em Cuiabá

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O vereador Abílio Júnior (PSC), que enfrentará nas próximas semanas uma comissão processante, poderá ser o quinto parlamentar da história da Câmara da Capital a sofrer um processo de cassação do mandato.

 

Abílio foi acusado de quebra de decoro parlamentar por ter agido de maneira inconveniente em diversos casos, como numa suposta invasão ao Hospital São Benedito. Segundo a Comissão de Ética que votou pela sua cassação, o vereador teria 17 boletins de ocorrência.

 

Ele foi autuado por coação de servidores, invasão de privacidade, desacato e gravação ilegal. Já o vereador acusa que os vereadores querem cassá-lo por sua oposição ferrenha ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Alías, o primeiro vereador cassado da Câmara de Cuiabá perdeu o mandato também por fazer oposição ao prefeito da época.

 

Em 1976, quando o governo ditatorial militar ainda estava em seu período sanguinário, o vereador e radialista Francisco Miranda Bezerra foi cassado por 5 faltas na sessão plenária do parlamento cuiabano.

Miranda era filiado ao MDB (Movimento Democrático Brasileiro), único partido permitido na época, para fazer oposição à Arena, partido da ditadura militar. No entanto, o vereador também era um opositor ferrenho aos políticos da Arena.

 

Diante disso, o vereadores foi cassado, utilizando-se do regimento interno da Câmara, que não previa cassação por falta.

Francismo Miranda foi substituído pelo suplente Aristides Raimundo da Silva, também do MDB.

 

Escândalos
Já o segundo vereador cassado em Cuiabá foi Ralf Leite (PRTB) em agosto de 2009 com 16 votos favoráveis. O parlamentar foi flagrado com uma travesti menor de idade em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

 

Ele foi afastado 6 meses depois de ser investigado pela Comissão de Ética do Legislativo. Já na esfera criminal, Ralf Leite foi absolvido parcialmente dos crimes de exploração sexual, corrupção ativa e fraude de documentação.

 

Porém, em 2012, a Câmara Municipal de Cuiabá anulou a cassação, após Leite ter conseguido na Justiça retornar ao cargo. Ele ficou 940 dias afastado do Legislativo, e retornou ao cargo restando pouco mais de 4 meses para o fim daquela legislatura.

 

No mesmo ano em 2009, outro vereador foi cassado: Lutero Ponce (PMDB) por improbidade administrativa. O parecer da Comissão Processante foi encaminhado à Mesa Diretora e precisa do aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Foram 14 votos a 4 pela cassação.

 

Ponce foi acusado de ter desviado dR$ 7,5 milhões durante o biênio 2007/2008, quando foi presidente da Casa. Ele entrou para a história por ter sido o primeiro vereador a ser cassado por improbidade.

Já em 2010 foi a vez vereador Ivan Evangelista (PPS) perder o mandato. A decisão partiu da juíza da 55ª Zona Eleitoral Ana Cristina Silva Mendes, após denúncia encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

 

A denúncia apontava que o crime eleitoral feito feito por um apoiador de Evangelista, Wellington de Oliveira Santos, que ameaçava demitir os estagiários da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos (SMTU) que não votassem no parlamentar.

 

‘Casa dos artistas’

O último vereador cassado em Cuiabá foi o ex-presidente da Casa, João Emanuel (PSD) em 2014. Ele foi afastado do cargo após a ‘Operação Aprendiz’ deflagrada pelo Ministério Público por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em novembro de 2013.

 

João Emanuel respondeu por crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e agiotagem, sendo cassado com 20 votos.

 

Ele foi denunciado no parlamento por quebra de decoro parlamentar por conta de um vídeo gravado por uma empresária.

No vídeo, João Emanuel tentava fraudar a escritura de um terreno, dizendo que poderia beneficiar a empresária com contratos com a Câmara, já que a mesma era dona de uma gráfica.

 

O vereador chegou a citar outros vereadores, deixando a entender que eles também participavam do esquema. “se eu, só nós fizéssemos o negócio lá e ai que eu to falando de um milhão por exemplo”, sendo interrompido pelo colega ao lado que diz: “o dinheiro dos outros vereadores que passarem, entendeu?”. O parlamentar completa: “É isso ai, lá é difícil”. Mais adiante, ele continua: “eu sei, mas aqui são vinte e cinco [vereadores]”. E depois finaliza: “Ali é só artista, o mais tranquilo a senhora nem imagina”.

 

Por Gazeta Digital

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