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Prevenção é essencial ao combate do câncer de mama

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O Rastreamento do câncer de mama na população em geral tem como base a realização periódica do autoexame e a mamografia em mulheres assintomáticas, com o objetivo da detecção precoce da lesão.

Isso se justifica pelos números, quando se detecta tumores de tamanho pequeno e/ou milimétricos, a chance de cura se torna maior que 95%. Além disso, o tratamento cirúrgico é menos radical com grande possibilidade de preservação da mama e redução da necessidade de quimioterapia.

No Brasil a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASCO) recomendam iniciar o rastreamento aos 40 anos e continuar enquanto a mulher estiver viva, além disso, realizar ao menos uma mamografia por ano.

Em relação ao intervalo também no Brasil as mesmas sociedades acima mencionadas orientam realizar mamografia digital anualmente. Já que segundo estudo, realizado em forma de Metanalise pelo Independent UK Panel apontou uma redução na mortalidade pelo câncer de mama em até 20%.

Outra dúvida muito frequente na realização dos exames preventivos seria qual a melhor opção, mamografia digital ou a convencional. Sobre este debate os estudos randomizados não fizeram esta comparação e, portanto, esta pergunta permanece sem resposta certa. Porem, como os estudos de rastreamento foram conduzidos com mamografia digital e este tem a melhor resolução de contraste, o que aumenta o desempenho principalmente em mamas densas, é hoje o método preferido pelos especialistas.

Além disso, ainda existem dúvidas sobre o papel do Ultrassom e da Ressonância magnética de mamas na prevenção de câncer de mama na população. Esses métodos não substituem a mamografia digital para fins de rastreamento populacional, pois não conseguem detectar lesões milimétricas na forma de microcalcificações que e uma forma muito precoce de manifestação do câncer de mama e, portanto não deve ser usado como método de rastreamento populacional.

Porém, devido à sensibilidade de apenas 75% da mamografia em rastreamentos e principalmente em população jovem com mamas densas, a mamografia tem redução da acurácia e a complementação com a realização de ultrassom e ressonância tem sua importância em detectar tumores não visualizados pela mamografia.

Devido à inexistência de dados sobre o efeito na mortalidade por câncer de mama com uso adicional da ressonância e ultrassom de mamas no rastreamento da população, estes métodos complementares não são recomendados no rastreamento da população em geral por nenhuma sociedade medica. A ressonância e o Ultrassom de mamas são considerados apenas exames complementares neste grupo da população em geral.

Em um grupo especial de mulheres de alto risco como em portadoras de mutação de gene, Mulheres com histórico familiar, pessoas que receberam radioterapia torácica entre idades 10-30 anos (tratamento de linfoma) e Portadores de síndromes genéticas a ressonância magnética da mama esta indicada junto com a mamografia digital no rastreamento.

Lembre-se que fazer prevenção anual a partir dos 40 anos e um ato do maior amor do mundo, que é primeiramente amar a si mesmo.

Dr. Pedro Fontes é Mastologia e Cirurgião Oncológico e atende na Vida Diagnóstico e Saúde

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Bolsonaro pede que população economize energia elétrica

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O presidente Jair Bolsonaro fez um apelo, nesta quinta-feira (3), para que a população economize energia elétrica. Em sua live semanal, transmitida pelas redes sociais, Bolsonaro alertou sobre o baixo nível de água nos reservatórios de usinas hidrelétricas, que respondem pela maior parte da geração elétrica do país.

“Já estamos numa campanha para economizar energia. Tenho certeza que você, que está em casa agora, pode apagar uma luz, evitar o desperdício. Tome um banho um pouquinho mais rápido, que ajuda a manter os reservatórios um pouco mais altos”, afirmou, ao lado dos ministros de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e de Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Bento Albuquerque relatou que o país vive a maior seca dos últimos anos e o nível dos reservatórios das usinas estão em uma situação preocupante. “Os reservatórios estão muito baixos, presidente. Dentro dos registros que temos no Ministério de Minas e Energia, desde 2000, não se tem uma seca tão grande nos nossos reservatórios do Sul, e desde 2015, nos [reservatórios] do Centro-Oeste e Sudeste do país. E isso nos levou a adotar medidas, como colocar nossas usinas termelétricas gerando energia. 65% da nossa energia é gerada por hidrelétricas, e com os reservatórios de água estando baixos, temos que utilizar as usinas termelétricas para suprir essa energia, gerar segurança de abastecimento e preservar aquilo que temos de água nos reservatórios”, explicou.

Nesta semana, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reativou o sistema de bandeiras tarifárias. A bandeira definida foi a vermelha patamar 2 para o mês de dezembro, a mais alta, com custo de R$ 6,243 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. A medida é adotada sempre que há queda no nível dos reservatórios e o custo da geração de energia aumenta no país.

“Não é maldade da gente, não é pra arrecadar mais. É porque estamos usando energia de fonte mais cara, como termoelétrica, e daí fica bem mais caro pra pagar essa diferença. Por isso que se bota a bandeira a bandeira vermelha a R$ 6 [a cada 100 quilowatts de energia consumida]”, enfatizou Bolsonaro.

Nos próximos dias, de acordo com o ministro de Minas e Energia, o governo vai apresentar uma atualização do Plano Nacional de Energia, que prevê ações no setor até 2050. Um dos objetivos, disse ele, é ampliar a capacidade de geração de energia nuclear para 10 gigawatts. “Vamos triplicar a geração de energia nuclear, que é fundamental para a manutenção dos nossos reservatórios, porque elas geram 365 dias por ano, e os nossos reservatórios de água poderão ser mantidos na época de escassez de chuva”, destacou.

 

Da Redação

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