conecte-se conosco



Artigos

Precisamos rediscutir os incentivos fiscais

Publicado

em

Foto: JL Siqueira/ALMT

O próximo governo de Mato Grosso precisará rever os incentives fiscais. Tenho feito essa defesa desde que assumi o mandato de deputado, mas a cada dia aumenta o risco da nossa economia ficar para trás na corrida com outros estados.

O próprio Governo Federal sinaliza em enviar, até dezembro, nova mensagem ao Congresso Nacional no sentido de estabelecer prazo e meta de redução dos incentivos fiscais em todo o país. Os benefícios e isenções somarão 376,1 bilhões em 2019 e precisam ser diminuídos em pelo menos 10%.

Nosso vizinho Mato Grosso do Sul já criou regras incentivando o comércio interno de milho e soja. Com isso, parte da produção é tributada em relação ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), já que a Lei Kandir isenta a comercialização no caso de exportação.

Mato Grosso deve seguir na mesma linha. Já passou da hora de revermos nossos incentivos. Nosso Estado deixa de arrecadar algo em torno de R$ 3,5 bilhões por ano. É dinheiro que poderia ser usado na saúde, educação, cultura, entre outros.

Esse atual governo prometeu na campanha de 2014 rever a política de incentivos, mas, ao assumir o cargo, aumentou os benefícios e isenções. Para piorar, não temos informações claras sobre a contrapartida social das empresas que são contempladas.

Precisamos de pulso firme para enfrentar esse problema. Ao mesmo tempo, a industrialização seria uma opção para agregar valor aos nossos produtos, bem como gerar emprego e renda para nosso povo. O turismo também é uma alternativa para divulgar nossas belezas naturais, preservando o meio ambiente.

Tudo isso mostra que o que falta é vontade e coragem política para enfrentar esse problema. A partir de janeiro, no entanto, a esperança vai ser renovada.

Allan Kardec é profissional de Educação Física, professor da rede estadual de Educação, Especialista em Gestão Educacional, Mestre em Estudos de Cultura Contemporânea, Doutorando em ECCO/UFMT, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT) e deputado Estadual.

Clique para comentar
0 0 vote
Article Rating
Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments

Artigos

2021, o ano para se reinventar

Publicado

em

Logo no início de 2021, tivemos boas notícias com a chegada das vacinas no Brasil contra a Covid-19, o que têm gerado confiança e esperança à população. Para o comércio, 2020 foi um ano de grandes desafios e, acredito que em 2021, as principais diretrizes deverão estar pautadas na reinvenção e no planejamento dos negócios.

É certo que a pandemia afetou alguns segmentos de forma mais intensa, entretanto, mesmo diante da crise mundial, muitas empresas foram capazes de prosperar e ampliar suas atividades, pois se reinventaram e descobriram formas de manter e obter novos clientes.

Uma pesquisa recente da CNC, em parceria com o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio (IPF-MT), mostrou que iniciamos 2021 com alta na intenção de consumo das famílias da capital mato-grossense. Foi a quinta melhora consecutiva da pesquisa, ou seja, mesmo com a retração da economia, a população está otimista e continua consumindo.

Por isso, é importante que os empresários avaliem quais são as adaptações necessárias para que o seu comércio siga atrativo. Analisar o mercado, identificar ameaças, ter foco em diferenciais competitivos, redesenhar o modelo de negócio, abusar da criatividade e utilizar estratégias de inovação são ferramentas cada vez mais necessárias.

Empreender no Brasil nunca foi uma tarefa fácil. Lidar com a burocracia, com a alta carga tributária, com a cultura da corrupção nos órgãos públicos, entre outras questões que interferem nas relações comerciais, são desafios diários para o empresariado.

Reconhecer as oportunidades e entender que existem novas e crescentes demandas é vital para a sobrevivência dos negócios. Dados do Ministério da Economia demonstram que apesar de todas as circunstâncias, entre maio e agosto de 2020, foram abertos mais de 782 mil negócios no país. Portanto, o empreendedorismo continua crescendo no país.

No último ano, várias tendências foram aceleradas e a presença digital se tornou imprescindível, já que por algum tempo, as lojas físicas foram fechadas. Quem não incluiu o comércio eletrônico, neste ano, não terá escapatória, pois é um grande aliado para ampliar as transações comerciais. O velho ditado nunca foi tão atual: são nas crises que surgem as melhores oportunidades.

José Wenceslau de Souza Júnior é presidente da Fecomércio, Sesc, Senac e Sindcomac em Mato Grosso, e comerciante há mais de 40 anos. E-mail: [email protected]

Continue lendo

Artigos

Polícia

Política MT

Várzea Grande

Cuiabá

Mais Lidas da Semana