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Cultura

Povos tradicionais, os quilombolas retiram seu sustento do Cerrado

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Para marcar o Dia Nacional do Cerrado, comemorado hoje (11), a Agência Brasil publica a última reportagem em homenagem ao bioma. O tema da quarta matéria são os povos e comunidades tradicionais que vivem no Cerrado.

Muito se fala em preservar a flora e a fauna do Cerrado, mas pouco se fala dos povos e comunidades tradicionais que vivem desse bioma, que sobrevivem dos recursos naturais como indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras e vazanteiros. Todos detêm conhecimento tradicional da biodiversidade e fazem parte do patrimônio histórico e cultural do Brasil.

São Jorge (GO) - O Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, que começou no último fim de semana termina no domingo (28), tem uma agenda política reivindicada pelos povos tradicionais. Está previsto na programação, o 2º
Apresentação cultural do povo quilombola Kalunga, durante Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, na Vila de São Jorge, município de Alto Paraíso de Goiás – Marcello Casal JrAgência Brasil

O governo brasileiro, no entanto, ainda não tem o mapeamento dos povos tradicionais. Não se sabe ao certo, quantos são e onde vivem exatamente.

Em uma iniciativa inédita no país e com o apoio de diversas entidades governamentais e não governamentais, o Ministério Público Federal desenvolve, em parceria com o Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), uma plataforma digital para mapear e disponibilizar amplo acervo de dados georreferenciados de áreas ocupadas tradicionalmente por esses povos e comunidades.

O Cerrado gera renda para as comunidades tradicionais. Esses povos têm uma relação de pertencimento de seu território com suas raízes, com a família, modos de vida e sua identidade. O conhecimento popular sobre a biodiversidade do Cerrado é vivenciado no seu dia a dia dessas comunidades.

O agroextrativismo de produtos da flora, fauna, frutas, sementes, fibras, cascas e mel fortalece a economia dessas comunidades e contribuem para a segurança alimentar além de expressar a cultura e a identidade de cada povo.

Chapada dos Veadeiros
Casa de taipa típica do povo quilombola Kalunga, na região de Cavalcante, em Goiás – Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Cerrado bom é Cerrado vivo

Maria do Socorro Lima, quebradeira de coco no Tocantins, é presidente da Rede Cerrado. Durante a Roda de Conversa Elos do Cerrado, evento virtual promovido pelo Instituto Cerrados, ela contou que a na sua comunidade foi implantada a prática de agroecologia para evitar queimadas, e preservar as águas onde elas estão e a ecossistema da região.

“Cerrado é bom é Cerrado vivo, é Cerrado de Pé. Eu vivo do babaçu. Eu vivo dos remédios que vem da natureza, da terra, do Cerrado que a gente coleta pra fazer nossos medicamentos. É o Cerrado que me dá a condição de sobrevivência. Lutamos no combate ao desmatamento, nossas comunidades cuidam do Cerrado.”

A quebradeira de coco convida o povo urbano a conhecer o modo de vida dos povos tradicionais para sensibilizá-los e despertar a importância da preservação do bioma.

“Dinheiro e poder nós não temos, mas somos guardiões do Cerrado então temos que lutar pela preservação. Nosso valor é vida e isso não tem preço. E vida depende de água pra beber, da floresta viva, dos animais vivos. É importante conhecer o Cerrado de pé. É preciso unir todo povo brasileiro para preservar o bioma, convidar o povo urbano para conhecer o nosso modo de vida, nossa água limpa, nosso alimento sem agrotóxico, nosso remédio natural.”

O bioma

Chapada dos Veadeiros
Cachoeira do Abismo, vista do Mirante da Janelo, no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo o Mapa Biomas e Sistema Costeiro-Marinho do Brasil, elaborado pelo Instituo Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE), o Cerrado é o único bioma presente nas cinco regiões do país. Ele ocupa 23% do território nacional, mas apenas 8% está protegido.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o Cerrado é considerado um dos hotspots mundiais de biodiversidade. Isso significa que é uma área rica em espécies endêmicas, mas que sofre com alto grau de ameaça na perda de habitat.

De todos os biomas presentes no Brasil, apenas o Cerrado e a Caatinga não são considerados Patrimônio Nacional. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 504 tramita no Congresso Nacional desde 2010 para garantir que os dois biomas se juntem à Amazônia, Mata Atlântica, Pantanal, Zona Costeira e Serra do Mar garantidos no Artigo 255 da Constituição brasileira.

Incluir o Cerrado e a Caatinga como Patrimônio Nacional é importante porque assegura – na forma na lei – a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso de recursos naturais.

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Cultura

Artista plástico homenageia personalidades mato-grossenses com exposição de bustos

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O artista plástico Tchéllo Santos realiza a sua primeira exposição solo, em Cuiabá e Várzea Grande, entre os meses de março e abril. Com o tema Personalidades, ele homenageia dez nomes da cultura regional, política e religiosa, que fazem parte da história de Mato Grosso. A exposição é realizada via Edital MT Nascentes, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

Tchéllo fez os bustos de Couto Magalhães, Sarita Baracat, dona Domingas Leonor (Grupo Flor Ribeirinha), Jejé de Oyá, Mãe Bonifácia, Manoel de Barros, Marechal Rondon, Pascoal Moreira Cabral, Maria Taquara e Júlio Domingos de Campos (seo Fiote). As obras foram esculpidas a partir da argila e finalizadas com cimento.

Para o artista, a exposição tem o intuito de resgatar o legado dessas figuras e levá-los ao conhecimento da nova geração. “O objetivo é levar ao conhecimento tanto da população local como de visitantes, a importância dessas personalidades para a nossa história. Relembrar e ensinar sobre nossa cultura aos mais jovens, despertar a curiosidade dessa geração e valorizar nossos pontos turísticos. Além disso, valorizar os artistas desse segmento, essencial para que se perpetue essas origens”, destaca Tchéllo.

Haverá duas exposições, a primeira de 06 a 23 de março, no Museu de Arte Sacra (MAS), em Cuiabá; e a segunda, de 24 de março a 12 de abril, no VG Shopping, em Várzea Grande. Durante as mostras, Tchéllo também realizará oficinas, ensinando as técnicas que usa para esculpir. Ao todo, serão quatro aulas com argila. Confira a programação completa abaixo.

Marcelo Fonseca dos Santos, o Tchéllo Santos, é natural de São Paulo, reside em Mato Grosso desde 1990. Tchéllo faz parte da quarta geração de artistas plásticos da sua família. Herdou o talento do seu avô e junto do pai foi aprimorando a técnica.  Com trabalhos presentes em vários municípios de Mato Grosso e outros estados do Brasil, como Goiânia, Salvador, São Paulo, Minas Gerais, Brasília, o artista vem desenvolvendo sua arte de forma exclusiva e rica em detalhes, sempre trazendo vertentes decorativas, religiosas e místicas.

Serviço

Exposição e oficinas “Personalidades”

Local: Museu de Arte Sacra

Endereço: Praça do Seminário – Dom Aquino, Cuiabá – MT

Período da Exposição: de 06 à 23 de março

Horário: 09 às 17h

Oficinas: 13 de março (sábado) e 20 de março (sábado), às 9h30

Público: de 7 a 14 anos

Inscrição pelo telefone: (65) 99965-0319

 

Exposição e oficinas “Personalidades”

Local: VG Shopping

Endereço: Av. Presidente Artur Bernardes, 43 – Centro Sul, Várzea Grande – MT

Período de Exposição: de 24 de março à 12 de abril

Oficinas: 24 de março (quarta-feira), às 18h e às 19h

Público: de 5 a 12 anos

Inscrição pelo Whatsapp (65) 99212-8307

 

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