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Interior

Polícia recupera veículos e prende autores de roubo em fazenda

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Em duas ações distintas, a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA) com apoio da equipe da Delegacia de Campo Verde, desarticulou uma associação criminosa armada especializada em roubos de fazendas. As ações resultaram na prisão em flagrante de Julimar Santos Cidreira e de Deolindo Leipoldino Fonseca, conhecido como “Preto”, apontados como integrantes do grupo criminoso, além da recuperação de veículos e maquinários roubados.

Durante diligências de roubos a fazendas, Julimar Santos Cidreira foi preso como partícipe em crime de roubo majorado por emprego de arma de fogo, concurso de agentes e restrição à liberdade das vítimas. Em posse do suspeito, foi apreendido um trator Massey Ferguson roubado de uma fazenda Campo Verde, assim como um caminhão trator volvo, e um semirreboque (prancha), utilizado no transporte dos três tratores roubados.

Além do trator Massey Ferguson 275, recuperado pela equipe da Derrfva, outros dois tratores (um Massey Ferguson 290 e outro MF 299) foram roubados na ação criminosa. Em continuidade às diligências, a equipe da Derrfva localizou Deolindo Leopoldino Fonseca, em posse de uma caminhonete GM Silverado, com carroceria de madeira, que esteve na fazenda Campo Verde, durante o roubo, utilizada para transporte de vários objetos subtraídos.

O suspeito Julimar foi preso em Cuiabá, e teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva, em audiência de custódia. Deolindo foi preso em Várzea Grande e durante buscas na residência, os policiais encontraram um refrigerador produto de roubo na fazenda. Ele também teve a prisão convertida em preventiva.

Segundo o delegado, Marcelo Martins Torhacs, um terceiro envolvido nos roubos já foi identificado e é procurado pela Polícia.

“Estamos analisando a participação dessa associação criminosa em outros roubos a propriedades rurais nas adjacências da Capital e região metropolitana”, disse o delegado.

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Interior

Justiça mantêm condenações de ex-servidores por desviar verbas da prefeitura de Poconé

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Os desembargadores da Terceira Câmara Criminal negaram o recurso de ex-servidores da prefeitura de Poconé (a 104 km de Cuiabá) pelos crimes de peculato (desvio de dinheiro público por funcionário que tem a seu cargo a administração de verbas públicas). Os envolvidos desviaram de R$ 500 mil do erário público.
De acordo com o processo, os denunciados praticaram diversos atos que ocasionaram lesão ao erário, enriquecimento ilícito e violação aos princípios da Administração Pública. Os crimes aconteceram entre os meses de junho de 2008 e dezembro de 2010, quando os acusados associaram-se com o fim de cometer crimes de peculato, inserção de dados falsos em sistema de informação da administração pública e lavagem de dinheiro, resultando em prejuízo aos cofres públicos do Município de Poconé.
Consta ainda que à época a então Secretária Municipal de Finanças e Administração, confinou os números relativos à chave e à senha de acesso ao sistema computadorizado de gerenciamento de folhas de pagamento dos servidores públicos municipais de Poconé com o Banco do Brasil local a um dos acusados, que era funcionário público comissionado encarregado de elaborar as folhas de pagamento e lançar no referido sistema, bem como imprimir as mencionadas folhas para assinaturas do gestor municipal e encaminhamento final ao Banco do Brasil para pagamento.
Os réus foram condenados em primeiro grau e recorreram ao Tribunal de Justiça. O relator do caso, ao analisar o processo chegou a conclusão de que: “Não há que se cogitar de absolvição dos crimes de peculato, inserção de dados falsos em sistema de informação, falsificação de documento e lavagem de dinheiro, quando ficam suficientemente comprovadas a materialidade e autoria delitiva, que os agente desviaram ou se apropriaram de valores, em razão do cargo público que possuíam, bem como a inserção de dados falso sem sistema de informação, visando superfaturar valores nas folhas de pagamento dos servidores públicos da Prefeitura e indicar o pagamento a pessoas que não eram funcionárias públicas, promover a ocultação e dissimulação de valores desviados através de depósitos em contas correntes diversas e a falsificação da assinatura do prefeito á época dos fatos”, disse em seu voto.
Assim sendo, o desembargador votou mantendo a condenação para que os envolvidos promovam o ressarcimento integralmente os danos causados ao erário público, no valor de R$ 527.945,88, devidamente corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Manteve ainda a perda dos bens e valores ilicitamente acrescidos ao patrimônio dos réus em razão dos atos praticados, a perda do cargo ou função pública daqueles que exerciam, e a suspensão dos direitos políticos por oito anos. Por consequência da decisão, houve também a decretação de indisponibilidade dos bens imóveis, móveis e dinheiro dos acusados visando assegurar a reparação dos danos causados à Prefeitura.
Veja mais detalhes no acórdão 0000837-08.2011.8.11.0028
Ulisses Lalio

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