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Penitenciária Feminina tem reforma concluída; unidade acrescentou 15 novas vagas

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A reforma de um raio na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, vai ampliar em 15 novas vagas a capacidade da unidade, já que cada cela foi readequada para abrigar duas pessoas. A inauguração ocorreu nesta terça-feira (08.09), pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio da Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP).

Foram investidos R$ 30 mil na compra de materiais e mão de obra. A estrutura já vem com as camas e o banheiro. A reforma também adequou os espaços às novas normas adotadas pelo Sistema Penitenciário, dentre elas, a restrição de objetos e ausência de tomadas elétricas. Cada cela tem o sistema de energia e refrigeração do lado externo.

A diretora da unidade, Maria Giselma Ferreira Silva, elogiou a efetivação da obra e lembrou que as mudanças trarão melhorias para as reeducandas e os servidores.

“Em pouco mais de 20 dias conseguimos efetivar esta obra e, com isso, será possível ampliar a segurança do local visando o bem-estar das reeducandas”, revela.

Ainda segundo Giselma, neste primeiro momento o espaço vai abrigar 24 recuperandas e a transferência será realizada ainda esta semana.

O secretário adjunto de Administração Penitenciária, Emanoel Flores destacou que a Penitenciária Feminina é um dos estabelecimentos penais do Estado com superávit de vagas. Atualmente, a Penitenciária abriga 201 mulheres, mas tem capacidade para 300.

“Todas as reformas que foram realizadas aproveitaram para ampliar o número de vagas que já existia. Hoje em Mato Grosso nós não temos mais um déficit de vagas femininas. Esta reforma atende ao novo modelo de gestão que iniciamos em 2019 com a retirada da energia das celas e tomadas, na qual substituímos por ventilação por exaustores e iluminação externa, como medida de trazer maior segurança para os servidores e dificultando a comunicação externa”, enfatizou.

A solenidade de inauguração foi realizada na manhã desta terça-feira, na sede da unidade feminina. Além do secretário adjunto, Emanoel Flores, estiveram presentes também a superintendente de Política Penitenciária, Michelli Egues Dias Monteiro, e o superintendente regional leste, Anderson Santana da Costa.

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A vitória das mulheres nas urnas em 2020

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Márcia Pinheiro

 

Quando falamos nas conquistas dos direitos femininos não imaginamos que uma delas aconteceu recentemente sob o ponto de vista histórico. Há apenas 89 anos, nós mulheres não participávamos da vida política do país já que até então era proibido o direito de voto da mulher.

Apenas em 1934 conseguimos o direito de votar integralmente e esse cenário não era exclusividade do Brasil, pois países como a França, considerado berço revolucionário, teve o voto feminino garantido somente em 1944.

A atuação organizada de um movimento feminino na busca do direito de voto ganhou força no século XX, a partir de uma militância política feminina na Grã-Bretanha que inspirou mulheres ao redor do mundo internacionalizando a luta e favorecendo a conquista do direito de voto em vários países.

Hoje, 24 de fevereiro, comemoramos o Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil, data de um feito importante que tem dado rumos aos estados e municípios por todo o país. Tive a oportunidade de participar de um histórico processo eleitoral que, sem sombras de dúvidas, teve o voto feminino como fator decisivo no resultado final das urnas.

Após um primeiro turno equilibrado onde tinha-se uma candidatura feminina que, supostamente, representava as cuiabanas, porém o segundo turno trouxe um ‘banho de água’ fria no movimento feminino em virtude das contraditórias e incoerentes decisões tomadas.

Essa parte do eleitorado feminino então, órfão de representatividade, se agarrou numa candidatura com serviços consolidados à mulher e que tinha um histórico de profundo respeito e trabalho à causa.

Não tenho dúvidas que a união e a força do voto feminino foi protagonista nesta eleição, sobretudo no segundo turno, afinal foram pouco mais de 155 mil votos contra 128 mil comparecimento do sexo masculino.

A vitória no processo eleitoral de 2020 foi das mulheres que viram o seu poder de decisão nas mãos dando engajamento ainda maior na participação política quebrando as dificuldades maternas culturais da dupla, às vezes tripla jornada seguido de preconceitos ainda existentes em nossa sociedade.

As perspectivas nesse panorama são boas, ainda que caminham timidamente, pois ter mulheres ativas no campo política seja como eleitora incentiva o maior interesse e sucesso em candidaturas femininas, é só olhar para a eleição americana de 2020 que culminou na vitória de Kamala Harris, a primeira mulher no cargo de vice-presidente do maior posto do mundo.

Não há mais como negligenciar a importância do voto feminino que tem maior número no eleitorado e uma extensa pauta e demandas que precisam ser representadas pelas mesmas. Sem o exercício dos direitos políticos femininos o regime democrático não alcança o seu ideal de igualdade.

Márcia Pinheiro é primeira-dama de Cuiabá, empresária e pós-graduada em Gestão Pública. 

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