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Várzea Grande

Parteira de 102 anos é homenageada pela Câmara de VG

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Próximo de completar 102 anos, dona Emília como é conhecida, foi homenageada pela Câmara Municipal de Várzea nesta quinta-feira (02/08) através da Moção de Congratulação proposta pelo vereador Ícaro Reveles (PSB) e aprovada pela Câmara Municipal.

EMÍLIA SOARES DE ARRUDA, tem uma história muito íntima com o nascimento de mais de mil crianças em Várzea Grande, pois, exerceu por 70 anos de sua vida a função de parteira. Completa no dia 03 de agosto de 2018, 102 anos de vida e muita lucidez, sendo a única pessoa que exerceu essa função no município ainda viva.

“A homenagem merecida, busca reconhecer a grandeza do trabalho exercido na cidade e região por D. Emília que ao longo dos anos auxiliou muitas mulheres de Várzea Grande a ter os seus filhos de maneira tão natural. É uma pessoa que entra prá história da cidade, pois ainda tem na lembrança fatos importantes do dia-a-dia da pequena várzea.” Ressaltou o vereador Ícaro Reveles.

História:

Em uma Várzea Grande ainda sem hospitais ou posto de saúde, nasceu Emília soares de arruda, em uma casa na Rua Livramento, bairro Água Limpa, no dia 3 de agosto de 1916. Emília foi responsável por colocar no mundo mais de mil crianças de diferentes partes da Baixada Cuiabana. “Todos vivos e curados”.

Com uma invejável lucidez e recordações nos seus 101 anos de história, a única parteira viva da região, essa senhora lembra que, com pouco mais de oito anos de idade, já acompanhava a mãe, a lavadeira Maria Rita de Jesus, quando fazia os partos. Saiam de casa a qualquer hora e percorriam os quilômetros necessários para ajudar a “parir” novos mato-grossenses.

Quando alcançou os 19 anos, Emília Começou a seguir sozinha na profissão que não escolheu, mas que a vida se encarregou de lhe arranjar. Uma profissão que exigia dedicação exclusiva e sem remuneração. Em troca, recebia um muito obrigado e, na melhor das hipóteses, voltava para casa com um pau de guaraná ou outra doação.

Essa profissão tinha um preço que Emília não se recusava a pagar. Além de ter que deixar os filhos ainda pequenos sozinho em casa, trocou de local de trabalho por várias vezes devido às frequentes faltas. Ela trabalhava como auxiliar em escolas, mas era transferida constantemente pelas diretoras das instituições por não deixar as grávidas desamparadas.

Nem mesmo com a mãe prestes a morrer, Emília deixou de fazer um parto. Lembra que, naquela dia, só não desistiu de ajudar mais uma grávida por que a mãe lhe disse: faça como eu, nunca abandone as pessoas que te procuram. Ela ia às casas das “pacientes” como podia, a pé, de carroça ou a cavalo. Chegou a fazer partos em Poconé (100km de Várzea grande) e em Livramento (40 km do município).

Dona Emília, segundo ela mesma, todas as técnicas que conhece, aprendeu acompanhando a mãe, mas, no curso, ela pôde conhecer mais sobre esterilização e passou a ganhar todo o material necessário para os partos. Com o reconhecimento da saúde municipal, a parteira também tinha o dever de liberar atestados de nascimento reconhecidos em cartório, necessários para as licenças maternidade e para o registro do bebê.

 

 

Fonte: Gastão Marques-Assessoria

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Várzea Grande

Governo apresenta diretrizes do BRT a VG

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A equipe técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) apresentou, durante a reunião nesta sexta-feira (22.01), à equipe técnica da Prefeitura de Várzea Grande as diretrizes do plano funcional da rede integrada do transporte coletivo para a  implantação do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), movido à eletricidade.

Na ocasião, já foi discutida a ampliação do modal na cidade, que teria apenas um eixo do transporte em caso de manutenção das obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), entre o Aeroporto Marechal Rondon em direção à região do CPA, em Cuiabá. Com o BRT, será possível integrar outras grandes regiões de Várzea Grande, como a do Cristo Rei, até o centro da cidade, e contribuir para o desenvolvimento do município.

Durante a reunião, o engenheiro Arlindo Fernandes mostrou que o sistema do BRT prevê a operação de linhas expressas que podem fazer percurso saindo da calha viária planejada para o VLT, nos eixos de Várzea Grande sentido CPA e sentido Coxipó, em Cuiabá. Desse modo, proporcionará maior alcance social, uma vez que vai atingir as regiões mais populosas e também mais distantes do eixo estrutural do VLT.

No caso de Várzea Grande, essas linhas podem levar os passageiros da região do aeroporto até o centro de Cuiabá sem nenhuma parada, com maior rapidez e redução do tempo de viagem. Além disso, é possível a instalação de outros terminais para além dos já previstos no plano do VLT, como o do aeroporto, atendendo a várias outras regiões da cidade que não seriam beneficiadas caso não houvesse a  implantação do BRT.

“O BRT traz uma possibilidade de ajustes no projeto. O VLT, por ser uma metodologia ferroviária, tem uma rigidez. O BRT tem toda uma flexibilidade e não precisaria operar somente do Aeroporto até a Prainha, como estava previsto o VLT. Como também poderia operar com uma linha expressa prevendo a não parada. A demanda do BRT é capaz de atender muito mais eixos e mais passageiros”, disse.

Representando a prefeitura de Várzea Grande, Claudio José da Silva pontuou que a cidade tem o interesse de inserir um novo contexto no BRT, a fim de que a população do município tenha acesso com maior facilidade ao centro de Várzea Grande. O objetivo é que, com a implantação do BRT, a cidade possa construir um sistema de integração do transporte coletivo de todos os bairros em uma única região, no centro.

“Aquele terminal do aeroporto, que é o ponto de repouso da frota do VLT, está a 800 metros para frente da rotatória. Não temos interesse de manter esse traçado. Nos não temos interesse no momento de continuar ativado o terminal André Maggi.  Queremos o prolongamento na área central, na Avenida Couto Magalhães com um binário na avenida Filinto Mulller, e que ia até uma rua que chamamos de Dito peixe, na Coronel Norberto”, disse.

Também representando a prefeitura de Várzea Grande, Enodes Soares explicou que o terminal do aeroporto, como estava previsto no VLT, não tem grande utilidade para o transporte do município, visto que o interesse é interligar as duas principais avenidas de Várzea Grande às regiões do Grande Cristo Rei, Chapéu do Sol e Parque do Lago e unificar a cidade.

“A ideia que estamos discutindo é construir um arco de integração dentro do centro, com a construção de algum terminal mais próximo dessa localidade, para que possamos redesenhar as linhas de ônibus para chegar até esse arco central, que é onde atende de fato a nossa população. A população de Várzea Grande não tem o interesse de chegar até o terminal do aeroporto. A nossa vontade é de trazer essa integração para o centro da cidade, interligar as duas principais avenidas de Várzea Grande, inclusive possibilitando a integração com a região do Cristo Rei que o aeroporto acaba separando”, afirmou.

 

 

Da Redação

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