conecte-se conosco



Artigos

Parabéns Poconé pelos seus 238 anos de emancipação!

Publicado

em

A palavra ‘aniversário’ nos remete automaticamente em um dia e mês em que se deu um determinado acontecimento. No geral, refere-se à comemoração de periodicidade anual de qualquer evento importante, como o nascimento de alguém, a morte de uma personalidade ou a fundação de um município, como é o caso de Poconé, cidade situada a cerca de 100 km da capital, Cuiabá, e que nesta segunda-feira, 21 de janeiro de 2019, completa 238 anos de emancipação política e administrativa.

Historicamente esse município foi descoberto por Luiz de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, em 1777, após ouro ter sido encontrado nas redondezas. Seu primeiro nome foi Beripoconé, – nome proveniente de uma tribo indígena que habitava a região, e que em 21 de janeiro de 1781, sob as ordens do próprio Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, a Antônio José Pinto de Figueiredo, se criou a Ata de fundação do Arraial de São Pedro d’El Rey. Depois, em 25 de outubro de 1831, por Decreto Geral do governo regencial criou o município, junto com seus limites políticos atuais, de Villa de Poconé, e em 1 de julho de 1863, Poconé recebeu o estatuto de cidade via Lei Provincial.

Sendo assim, todo dia 21 de janeiro de cada ano, a ‘Cidade Rosa’, como é carinhosamente chamada, requere comemoração perante seus costumes e tradições. Na verdade essas comemorações alusivas aos 238 anos do lugar tiveram início na semana passada, no dia 16 de janeiro com a abertura de um torneio de futebol disputado no ginásio Guido Silva, por servidores públicos municipais. A conclusão da competição aconteceu no dia seguinte, 17.

Outros eventos inseridos na programação festiva elencada pela Prefeitura local, que tem a frente o prefeito Atail Marques do Amaral “Tata Amaral”, se arrastam até o dia de hoje, 21. Eles estão enumerados por danças de grupos folclóricos locais e regionais, prestação de contas, entrega de veículos e equipamentos, corrida pedestre, e show pirotécnico. Parte ainda dessas comemorações destaca o prefeito Tatá demonstrando a população assinatura de ordem de serviço para reforma e entrega de prédios públicos, a participação do gestor em culto ecumênico e em shows musicais com bandas regionais. Nesta segunda-feira, 21, o auge das festividades contam com alvorada, hasteamento da bandeira, desfile cívico e até partilha de bolo.

Dessa feita, vai aqui as nossas mais sinceras felicitações de ‘feliz aniversário’ ao distinto e elegante poconeano raiz que muito se galhardia por representar muito bem Mato Grosso e o Brasil como guardião do nosso Pantanal Matogrossense, – considerado como um dos mais extraordinários patrimônios naturais do mundo, com sua biodiversidade faunística de centenas de espécies de aves como as garças, tuiuiús, colhereiros, socós, saracuras; e outras dezenas de mamíferos como a capivara, o cervo-do-pantanal, as ariranhas, as onças, os macacos; e outros inúmeros tipos de peixes como o dourado, a piraputanga, e o piauçu; e demais tipos de répteis como o jacaré-do-pantanal, sucuri; além da grande diversidade de insetos.

Elizeu Silva

Parabéns Poconé pelos seus 238 anos de emancipação política e administrativa.

Elizeu Silva é jornalista em Mato Grosso – [email protected]

Fonte: Assessoria

Artigos

Gonçalo Domingos de Campos e seus segredos

Publicado

em

Mesmo afastado das disputas eleitorais há algum tempo, ele ainda acompanhava o cotidiano da política em Várzea Grande e, dependendo da ocasião, em Mato Grosso. Foi vereador e presidente da Câmara Municipal, quando Napoleão José da Costa era prefeito de Várzea Grande. Por muitos anos, resistiu à tentação de ser candidato à Prefeitura Municipal e, em 1969, lançou a candidatura do seu filho mais velho Ary Leite de Campos, que mais tarde seria presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso. Trata-se do comerciante Gonçalo Domingos de Campos, irmão de Júlio Domingos de Campos – o seo Fiote e tio dos ex-governadores Júlio e Jayme Campos.

Gonçalo Domingos de Campos, nasceu no dia 11 de janeiro de 1917, há 104 anos e foi casado com dona Dirce Leite de Campos. O casal teve oito filhos, quatro homens e quatro mulheres: Ary Leite de Campos, Terezinha Catarina de Campos Monteiro, Gonçalo Domingos de Campos Filho, Atair Leite de Campos, Maria Nazarello de Campos, Antonina Leite de Campos e Marisa Leite de Campos. Deles, o mais velho Ary Leite de Campos decidiu suceder o pai na vida pública.

Sempre foi comerciante, estava no ramo desde os 16 anos de idade. O primeiro empório que teve foi na travessa 24 de maio, vendendo secos e molhados. Depois ampliou a sua empresa e montou uma máquina de beneficiamento de arroz, uma das primeiras da Baixada Cuiabana. “Naquele tempo, tudo era difícil”, observava Gonçalo Domingos, lembrando que havia apenas um ônibus ligando Várzea Grande até Cuiabá.

 

VIDA PÚBLICA

De família tradicional na política mato-grossense, Gonçalo Domingos de Campos sempre acompanhou as disputas eleitorais na Cidade Industrial. Porém, durante toda a sua carreira política ele foi adversário de seu irmão, seo Fiote. Gonçalo pertenceu à UDN e Fiote ao PSD.

Somente em 1969, quando Ary Campos foi lançado candidato a prefeito de Várzea Grande a família Campos se uniu novamente. Ary venceu o candidato da então prefeita Sarita Baracat, Antonino Costa. Em 1972, a família Campos continuou unida e o recém-formado engenheiro agrônomo Júlio José de Campos, sobrinho de Gonçalo e filho de Fiote, se elegeu prefeito de Várzea Grande vencendo o empresário Rubens dos Santos e o jornalista Almerindo Costa (MDB). Ele se orgulhava de ter coordenado todas as campanhas de Ary Leite de Campos, a prefeito de Várzea Grande e três para a Assembleia Legislativa, todas vitoriosas. Em 1982, Ary Leite de Campos foi o deputado estadual mais votado de Mato Grosso, tendo recebido quase vinte mil votos.

 

VELHOS TEMPOS

Ele se considerava um privilegiado por ter acompanhado o processo de desenvolvimento de Várzea Grande, Gonçalo de Campos recordava que no passado os tempos eram bem mais difíceis. Ele lembrava que quando foi vereador na Cidade de Várzea Grande: faltava tudo. Energia elétrica era escassa e beneficiava menos de 20% da população e não existia rede de água tratada. A água era retirada dos tradicionais poços de fundo de quintal, perfurados “no muque”, com ferramentas rudimentares.

Até 1942, para se chegar em Cuiabá, era apenas de balsa. Então foi construída a Ponte Júlio Muller, batizada de “Ponte Velha”, ligando Cuiabá e Várzea Grande. Mesmo assim, o transporte continuou deficiente. Passou de charretes para um ônibus que passava a maior parte do tempo “desconcertado”, aguardando peças de reposição do Rio de Janeiro. O ônibus tinha três horários de partida para Cuiabá: as 7, 11 e 17 horas.

Mas o principal meio de transporte continuou sendo a charrete até o final da década de 60, quando começaram a circular os ônibus convencionais. Primeiro, da empresa Rápido Noroeste, que depois passaria a se chamar Estrela D’Alva.

 

DIVERSÃO

A maior diversão da época eram as corridas de cavalo. No antigo Morro Vermelho, onde mais tarde foi instalada a Grande Veículos e a Trescinco Caminhões, havia uma raia para corridas de cavalos. As arquibancadas de madeira comportavam aproximadamente duas mil pessoas e as apostas eram altas. O comerciante Ulysses Pompeo de Campos, possuía na época os melhores cavalos de Várzea Grande. Com o cavalo “Brinde”, Pompeo de Campos dominou as corridas por quase dez anos na Cidade Industrial. “Quando Brinde” corria era fácil ganhar: em várias ocasiões ganhei dinheiro apostando nesse cavalo”, rememorava Gonçalo Domingos de Campos.

Os desportistas de Várzea Grande se dividiam em dois grupos: os que gostavam de futebol e aqueles que se dedicavam as corridas de cavalos. Os adeptos do futebol, mais tarde, ajudaram Rubens dos Santos a fundar o Operário de Várzea Grande, em 1949. Mas Gonçalo Domingos pertencia ao grupo apaixonados pelas corridas de cavalos.

Descendente de Nossa Senhora do Livramento, Gonçalo de Campos não pensou duas vezes para se casar, em 1940. Desposou dona Dirce Leite de Campos, filha do coronel João Vicente Pedro de Barros, líder que comandou a política por muitos anos em Nossa Senhora do Livramento, nas décadas de 30, 40 e 50.

 

Wilson Pires de Andrade é jornalista em Mato Grosso.

 

 

Continue lendo

Artigos

Polícia

Política MT

Várzea Grande

Cuiabá

Mais Lidas da Semana