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Para não dizer que não falei das dores

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Por: Antônio Wagner Oliveira.

 

Logo mais será momento da eleição mais decisiva para o povo Brasileiro desde a redemocratização, desde que se pôs fim há mais de duas décadas de horrores e crueldades, além da retirada de direitos, praticadas pelo governo no período da ditadura.

 

Nestes quase 3 (três) anos da queda da presidente Dilma Roussef por meio de uma ruptura constitucional falseada de legalidade, venho alertando que esta geração pode perder todos os direitos conquistados com muito esforço, por gerações anteriores.  Mas não imaginava que nossa geração pudesse pôr a perder a própria democracia. Um período de escuridão, novamente, nos era impensável há 05 anos atrás.

 

Votar-se-á em dois projetos. Um, ainda que não seja o ideal, é o que melhor representa os anseios da classe trabalhadora, da indústria nacional e pela manutenção de direitos, já que o outro, é um cheque em branco, já que tivemos em mais de 40 dias de campanha, apenas “memes de internet”, vídeos com “denúncias” e acusações fake contra o partido dos trabalhadores e seu candidato etc. Para piorar, se descobriu que tais matérias e mensagens intoxicadas de ódio, foram financiadas por grandes empresários, em caixa 02 para a campanha, alguns de passados duvidosos e até, condenados pela justiça por sonegação., tudo bem direcionado por “android’s” e pelas táticas de Big Data.

 

Esse cheque em branco garante ao candidato, que se absteve de participar em debates, entrevistas, sabatinas etc-espaços onde compromissos públicos são firmados-uma condição inigualável para promover os maiores cortes e reformas nos direitos dos trabalhadores, nas políticas de bem-estar social, de proteção ao meio ambiente, de fomento a Ciência e Tecnologia, de incentivo a cultura etc, além da entrega das riquezas naturais e ativos nacionais, somente vistas nos tempos ditatoriais.

 

A legislação protetiva dos trabalhadores, já enfraquecida pelas reformas do Temer, as quais o candidato em questão votou a favor, será dizimada de uma vez por todas. Seus sindicatos e dirigentes serão perseguidos e intimidados por toda sorte de maneiras e leis, MP’s e Decretos presidenciais etc. Poderá ser uma volta ao passado com louvor!

 

A estabilidade dos servidores está em risco, o direito de greve poderá ser sepultado com a Pec do Aloísio Nunes que deverá ser votada (lei anti greve), ou mesmo por meios de novas decisões limitantes por parte do Judiciário, que sempre dançou conforme a música, e desta vez não será diferente. Ainda que seja para legitimar a truculência e a anti-democracia que se instalará caso este candidato andrógeno seja eleito. Um absurdo maior de avaliar quando se debruça sobre seu passado insignificante de atuação parlamentar, unida a ter sempre votado numa agenda que protegia seus privilégios parlamentares em detrimento do povo e dos coletivos.

 

Na sequência disso, penso que a Lei de Segurança nacional, com uma ajuda que o próprio Temer já deu em Decreto semanas atrás, será a cereja no bolo que transformará movimentos sociais e reivindicatórios, mobilizações e  afins, como práticas terroristas e contra a segurança nacional. Criminalizar o movimento é a forma de intimidar os dirigentes, já que as grandes entidades restam enfraquecidas financeiramente com a reforma trabalhista do temer, votada pelo candidato também.

 

Após isso, pode querer o governo, alterar o Art 37, Inc X da CF que garante a Recomposição Inflacionária aos servidores, de que tanto reclamam estados e municípios. Um grande acordo de sustentação política poderá ser feito com os partidos fisiologistas de sempre e, o toma lá dá cá será regra caso eleito seja. Não se enganem com este discurso fácil que pode ganhar, mas nunca governaria. Ele, “malaco” velho que é, fará os acordos de cargos com partidos vários e corruptos sem pudor ao seu voto.

 

Sem revogar a E.C 95 (do Teto de Gastos) o estado nacional não terá recursos para garantir o mínimo de regularidade de repasses financeiros para estados e municípios, eis que seus efeitos começam de fato em 2019, com o orçamento congelado à inflação do ano anterior, com problemas novos que remontam aos antigos e nada têm com o congelamento que o Temer promoveu para garantir os banqueiros credores.

 

Tudo para garantir o pagamento da Dívida Pública (trilhões). Dinheiro tirado pela E.C 95 de todas áreas sociais, não são afetadas quando se trata de pagar a dívida com banqueiros internacionais. Inclusive, com alguns executivos desses bancos como consultores da campanha do candidato de ultra-direita entreguista. Ninguém lembrou de dizer que esta dívida segundo a Constituição Federal, deveria ter sido Auditada e nunca foi. Ou seja, pagamos papéis podres, prescritos e quem ganha os mais de 1 TRILHÃO POR ANO (51% do PIB) são os rentistas e bancos internacionais, como de praxe.

A reforma da Previdência é outra pela qual até salivam os lobos do mercado internacional. Seriam mais alguns bilhões em fundos de previdência complementar dos SERVIDORES para estados e municípios, que poderiam saciar a fome do sistema bancário. A aposentadoria especial de professores, carreiras insalubres e até algumas carreiras policiais, que podem deixar de serem enquadradas assim, seriam prejudicadas de morte. A fórmula de cálculo para aposentadoria atinge a TODOS, independentemente de que categoria ou, se trabalhador público ou privado. Pensões de mulheres e homens seriam mexidas e prejuízos enormes causados. Isso tudo é a PEC 287 (da previdência) que certamente será, com uma ou outra alteração, posta para tramitar e votar.

 

Não adianta dizer depois de fazer a escolha que não sabia, que achava que seria diferente etc. Organismos internacionais, toda sorte de instituições de respeito mundo afora, grandes tabloides internacionais, intelectuais de várias matizes e formações acadêmicas, de várias tendências políticas, alertam há meses o retrocesso de cair num discurso fascista de ultradireita, ainda mais com caráter antinacionalista, venal a ponto de bater continência à bandeira de outro país.

 

Quando alguém tem algo a esconder, coisa boa que não pode ser. Não se trata de covardia, aliás, mas de muito cinismo e despreocupação com os pilares democráticos, sendo um deles a transparência e o respeito a imprensa. Não se eximam depois dizendo que um partido quebrou o País, pois isso do prisma do Orçamento Público Nacional não se sustenta. Cada ano cresce a arrecadação e as necessidades. Cada ano cresce a sonegação sem combate. A questão é a prioridade.

 

Há Governos que priorizam o povo e quem emprega e paga impostos. Tem governos que tiram do pobre para deixar com os barões, seja em forma de privilégios tributários, grandes boquinhas nos refinanciamentos de dívidas sonegadas, ou mesmo em grandes nacos nas terceirizações de funções públicas  e serviços públicos etc. Não venham com “chorumelas”, depois de votar num candidato que há 20 anos era piada e hoje promoveram a “sassa mutema”, salvador da pátria.

 

Amanhã seu voto aperta um gatinho. Ou para o futuro, ou um tiro na cabeça do progresso! Por um grande acaso do destino, ou não, isso tudo será no dia do Servidor Púbico. Esperemos que seja um dia para comemorar, e não para temer pelo futuro!

 

 

Antônio Wagner Oliveira é Vice-Presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros em Mato Grosso, Membro da Executiva Nacional da CSB e Diretor Jurídico do SINPAIG/MT e um dos Coordenadores do Fórum Sindical de Servidores do Poder Executivo de MT

 

 

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País registra criação de 394,9 mil vagas de emprego em outubro

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Repórter da Agência Brasil – Brasília

Pelo quarto mês consecutivo, o saldo de geração de empregos ficou positivo. Foram criadas 394.989 vagas com carteira assinada em outubro, resultado de 1.548.628 admissões e de 1.153.639 desligamentos. O resultado recorde na série histórica iniciada em 1992 está no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (26) pelo Ministério da Economia.

O estoque, que é a quantidade total de vínculos ativos, em outubro chegou a 38.638.484, variação de 1,03% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, o saldo é negativo em 171.139, decorrentes de 12.231.462 admissões e de 12.402.601 desligamentos.

Dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas, quatro tiveram saldo positivo no emprego em outubro. O principal foi o setor de serviços, que abriu 156.766 novas vagas. No comércio foram criados 115.647 postos; na indústria, 86.426; na construção, 36.296.

Segundo o secretário do Trabalho, Bruno Silva Dalcolmo, em abril as admissões caíram e as demissões registraram alta, em função da crise gerada pela pandemia de covid-19. Esse efeito do início da pandemia levou o saldo de empregos formais a permanecer negativo ao longo do ano. “As admissões encolheram muito, chegaram a 40% do volume normal, durante o mês de abril. E houve pico de demissões também. Isso abriu um déficit grande no mês de abril. A partir daí, podemos notar uma progressiva retomada do ritmo normal da economia. Mas como as empresas demitiram muito durante o mês de abril e depois já estavam muito enxutas, é natural que as demissões perdessem ritmo”, disse.

Atualmente, acrescentou o secretário, as contratações estão em crescimento. “No momento de reabertura da economia, de retomada forte como está acontecendo agora, isso documentado por gastos de cartão de crédito, de energia elétrica, falta de matéria-prima, é natural que as admissões crescessem em ritmo mais forte do que as demissões”, acrescentou.

Recuperação de empregos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que até o fim do ano é possível recuperar os empregos perdidos no início da pandemia de covid-19. Para o ministro, ao observar o saldo acumulado do ano até outubro, negativo (mais demissões que contrações) em menos de 200 mil (171.139), é possível prever que 2020 terminará sem perdas de empregos. “A pandemia atingiu tragicamente as famílias brasileiras, derrubou os empregos, atingiu pessoalmente todos nós. Mas reagimos com resiliência, soubemos fazer o distanciamento social para proteger as nossas vidas e, ao mesmo tempo, manter a economia girando para proteger os nossos empregos e nossas empresas. E podemos terminar o ano perdendo zero de empregos no mercado formal. Nesta recessão, que nos jogou ao fundo do posso, não perdemos o rumo, nos levantamos, e estamos criando empregos em alta velocidade”, disse, ao participar do início da coletiva virtual para a apresentação dos resultados do Caged.

Guedes acrescentou que o resultado foi tão bom que pode não ser possível melhorar. “A notícia é extraordinária. É tão boa que é difícil melhorar. Acho que não vamos conseguir criar ainda mais empregos. Mas só a indicação de que podemos terminar o ano com zero, é extraordinário”, ressaltou.

O ministro reforçou que a economia brasileira segue em rápida recuperação. “Desde 1992, o Brasil não criava tantos empregos em um mês. A economia continua retornando em V [rápida recuperação], gerando emprego em um ritmo acelerado”, disse Guedes.

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