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Outubro Rosa – Diretor fala de câncer da mãe e da importância do apoio

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“Se tiver que chorar, chora junto”. Em apoio ao Outubro Rosa, o diretor
da Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT),
Joelson de Campos Maciel, traz um relato sobre a história de sua mãe que
teve câncer de mama quando ele ainda era estudante de Direito da UFMT.
Veja abaixo.

A descoberta do câncer

Ela era uma pessoa que se cuidava e fazia exames regulares. Mesmo assim
surgiu um pequeno cisto, foi para cirurgia para retirar e descobriu que
era maligno, um choque para a família, porque a gente não estava
preparado. Foi na década de 90, eu estava ainda na Universidade Federal,
fazendo Direito.

Naquele dia, voltei a pé da UFMT até a Clínica Femina de tão preocupado
com minha mãe. Tinha acabado de sair do ensaio da Orquestra e fui
andando com o professor Francisco Jawsnicker, de Direito Penal e
Processo Penal. Andamos uns dois, três quilômetros. Chegando lá, vi que
a situação era grave.

Chorar junto, estar junto

Procurei chorar junto com minha mãe. Importante isso, o paciente poder
chorar com os familiares, sentir a dor do problema, passar pelo luto é
fundamental. E isso fiz com a minha mãe, com minha família, meus irmãos.

Depois que ela fez a mastectomia total, que é a retirada da mama – não
colocou prótese na época porque muito incipiente esse tipo de cirurgia –
eu a pegava chorando muito no banheiro quando ia tomar banho. Eu ouvia o
choro dela e aquilo me marcou bastante.

Autoestima e feminilidade

Foi um tratamento muito doloroso para ela por causa da autoestima. A
mama é muito importante para a mulher porque diz respeito ao corpo dela,
à parte mais rica, mais bonita, diz respeito à maternidade, a sua
vaidade. Minha mãe sofreu bastante. Então, ela começou o tratamento de
quimioterapia.

Incompreensão por profissionais

Minha mãe foi um pouco incompreendida por algumas enfermeiras e técnicas
que faziam as aplicações. Nem todos entendem o drama que é uma mulher
com câncer de mama. Muitas vezes as pessoas tratam o paciente de uma
maneira displicente, como se fosse um pedaço de carne, para falar a
verdade.

São poucos que realmente compreendem o drama e procuram viver aquilo de
maneira série, respeitosa, para diminuir o sofrimento do paciente.

Apoio médico

Um médico que ajudou muito a minha mãe foi o doutor Guilherme Bezerra,
oncologista. Inclusive, ele fez pesquisas sobre o câncer de mama com
indígenas. A médica que a operou foi a doutora Ilvanete Monteiro.

Mas, o doutor Guilherme foi muito importante porque foi uma pessoa muito
humana, sensível ao drama familiar; ele realmente soube ouvir a minha
mãe, devo muito a ele.

A prevenção e a cura

Depois de um ano que ela tirou todos os nódulos, ela ficou curada e não
houve a reincidência, graças a Deus. Ela veio a falecer em 2012, mas por
outros problemas, não por causa do câncer de mama.

Importante frisar que ela fazia o exame todo o ano, como mandava a
médica, mesmo assim diagnosticou o câncer. Ou seja, pegou bem no início,
por isso, conseguiu uma sobrevida.

Toda a mulher tem que fazer os exames e as pessoas têm que respeitar,
dar solidariedade, expressar amor, acolhimento. Se tiver que chorar
junto, chora junto. Assim é o ciclo da vida, estamos aqui para servir o
próximo.

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País registra criação de 394,9 mil vagas de emprego em outubro

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Repórter da Agência Brasil – Brasília

Pelo quarto mês consecutivo, o saldo de geração de empregos ficou positivo. Foram criadas 394.989 vagas com carteira assinada em outubro, resultado de 1.548.628 admissões e de 1.153.639 desligamentos. O resultado recorde na série histórica iniciada em 1992 está no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (26) pelo Ministério da Economia.

O estoque, que é a quantidade total de vínculos ativos, em outubro chegou a 38.638.484, variação de 1,03% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, o saldo é negativo em 171.139, decorrentes de 12.231.462 admissões e de 12.402.601 desligamentos.

Dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas, quatro tiveram saldo positivo no emprego em outubro. O principal foi o setor de serviços, que abriu 156.766 novas vagas. No comércio foram criados 115.647 postos; na indústria, 86.426; na construção, 36.296.

Segundo o secretário do Trabalho, Bruno Silva Dalcolmo, em abril as admissões caíram e as demissões registraram alta, em função da crise gerada pela pandemia de covid-19. Esse efeito do início da pandemia levou o saldo de empregos formais a permanecer negativo ao longo do ano. “As admissões encolheram muito, chegaram a 40% do volume normal, durante o mês de abril. E houve pico de demissões também. Isso abriu um déficit grande no mês de abril. A partir daí, podemos notar uma progressiva retomada do ritmo normal da economia. Mas como as empresas demitiram muito durante o mês de abril e depois já estavam muito enxutas, é natural que as demissões perdessem ritmo”, disse.

Atualmente, acrescentou o secretário, as contratações estão em crescimento. “No momento de reabertura da economia, de retomada forte como está acontecendo agora, isso documentado por gastos de cartão de crédito, de energia elétrica, falta de matéria-prima, é natural que as admissões crescessem em ritmo mais forte do que as demissões”, acrescentou.

Recuperação de empregos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que até o fim do ano é possível recuperar os empregos perdidos no início da pandemia de covid-19. Para o ministro, ao observar o saldo acumulado do ano até outubro, negativo (mais demissões que contrações) em menos de 200 mil (171.139), é possível prever que 2020 terminará sem perdas de empregos. “A pandemia atingiu tragicamente as famílias brasileiras, derrubou os empregos, atingiu pessoalmente todos nós. Mas reagimos com resiliência, soubemos fazer o distanciamento social para proteger as nossas vidas e, ao mesmo tempo, manter a economia girando para proteger os nossos empregos e nossas empresas. E podemos terminar o ano perdendo zero de empregos no mercado formal. Nesta recessão, que nos jogou ao fundo do posso, não perdemos o rumo, nos levantamos, e estamos criando empregos em alta velocidade”, disse, ao participar do início da coletiva virtual para a apresentação dos resultados do Caged.

Guedes acrescentou que o resultado foi tão bom que pode não ser possível melhorar. “A notícia é extraordinária. É tão boa que é difícil melhorar. Acho que não vamos conseguir criar ainda mais empregos. Mas só a indicação de que podemos terminar o ano com zero, é extraordinário”, ressaltou.

O ministro reforçou que a economia brasileira segue em rápida recuperação. “Desde 1992, o Brasil não criava tantos empregos em um mês. A economia continua retornando em V [rápida recuperação], gerando emprego em um ritmo acelerado”, disse Guedes.

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