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Política MT

Orçamento de 2019 prioriza combate ao narcotráfico em MT

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Entre as garantias da relatoria está a implantação de uma unidade do Exército na cidade de Sinop, no Norte de Mato Grosso

 

Uma das ações asseguradas como prioridade do Governo Federal para 2019 será o combate ao narcotráfico ao longo da fronteira entre Mato Grosso e Bolívia. Os recursos estão assegurados no relatório do senador Wellington Fagundes (PR-MT) aos setores de Defesa e Justiça do Orçamento Geral da União. “Essa é uma área extremamente vulnerável em nosso país, responsável pela expressiva criminalidade que enfrentamos. Daí nossa prioridade” – frisou.

O tráfico de drogas, de acordo com o senador,  tem ceifado muitas vidas e há anos aniquila a juventude, destruindo famílias. Mato Grosso ocupa a segunda colocação em ocorrências por tráfico de drogas no país, como consta na 11ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, elaborada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Entre os meses de janeiro e outubro do ano passado, mais de 230 pessoas foram presas por porte e venda ilegal de entorpecentes em Cuiabá.

Como Relator Setorial, Fagundes manteve diversas reuniões com Ministérios e Comandos militares para tratar do tema e pedir ajuda para enfrentar o narcotráfico. Ele destacou que a relatoria setorial iniciou seus trabalhos enfrentando um corte linear de R$ 420 milhões, o que representou um verdadeiro desafio.

“Além disso – ele enfatizou – recebemos apenas R$ 316 milhões para a difícil tarefa de recompor os cortes e atender as emendas coletivas de bancada discricionárias e de comissão”

De acordo com o senador, a situação fiscal brasileira impõe medidas urgentes. Wellington lembrou que ouviu do Comando da Aeronáutica, por exemplo, que os aviões não voariam por falta de combustível; do Ministério da Justiça e Segurança Pública, disseram que, se as ações administrativas não fossem recompostas, as ações finalísticas ficariam inviabilizadas – entre elas o combate ao tráfico de drogas. Na mesma direção, os comandos da Marinha e Exército sinalizaram que os cortes abalariam a funcionalidade dos órgãos.

Em relação à segurança das fronteiras, dentro das possibilidades, de acordo com o senador, foi necessário recompor os cortes do SISFRON, sistema de vigilância da fronteira, e atender com prioridade a emenda de comissão. “Disponibilizamos recursos para que o Relator-Geral inclua R$ 40 milhões no projeto Calha Norte, importante programa destinado ao desenvolvimento social dos municípios de toda a Amazônia Legal” – destacou.

Além disso, Wellington ressaltou ter assegurado no Orçamento outros R$ 3 milhões para a finalização do projeto de implantação do batalhão do Exército em Sinop, no Norte de Mato Grosso. A região, segundo ele, há muito almeja a instalação de uma organização militar, por todos os benefícios em segurança e desenvolvimento que a presença de uma unidade dessa natureza traz consigo.

Para o senador, a Segurança Pública foi tratada com prioridade. Ela recebeu, ao todo, R$ R$ 573 milhões em emendas de bancadas impositivas e R$ 18,9 milhões de emendas coletivas discricionárias, que serão distribuídas aos Estados. Fagundes também enfatizou a importância de manter, de forma integral, o orçamento da Polícia Rodoviária Federal, conforme era o pedido do órgão.

 

Da Assessoria

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Política MT

Lúdio Cabral recomenda ao governador quarentena obrigatória em todo o estado

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O deputado estadual e médico sanitarista Lúdio Cabral (PT) enviou, na quinta-feira (21), um ofício ao governador Mauro Mendes (DEM) requerendo que sejam decretadas as medidas de restrição de circulação de pessoas e aglomerações previstas na classificação de risco muito alto do Decreto Governamental 522/2020, com quarentena em todo o território estadual e fechamento de atividades não essenciais.

“Se não forem adotadas quarentena rigorosa por no mínimo duas semanas, o que está acontecendo hoje no Amazonas pode acontecer em Mato Grosso em poucas semanas”, alertou Lúdio. Ele destacou que o número de casos novos e de óbitos por Covid-19 em Mato Grosso está em crescimento acelerado e chegou a uma média móvel (de 7 dias) de 1.374 casos novos e 21 óbitos na quarta-feira (20). A taxa de contágio também está em crescimento e alcançou o índice de 1,25, o que significa que cada 100 pessoas transmitem a doença para outras 125.

No documento, Lúdio apresentou a projeção de que o sistema de saúde de Mato Grosso entrará em colapso no início de fevereiro. “O crescimento observado na taxa de ocupação de leitos de UTI adultos nos últimos 14 dias, de 56,1% no dia 06/01/2021 para 73,2% no dia 20/01/2021 (crescimento de 29,2% em 14 dias), o que aponta para ocupação total desses leitos até o dia 07/02/2021”, disse.

Os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica já estão esgotados. “Considerando o crescimento observado na taxa de ocupação de leitos de UTI pediátricos nos últimos 14 dias, de 46,7% no dia 06/01/2021 para 100,0% no dia 20/01/2021 (crescimento de 114,1% em 14 dias); ou seja, já não há mais leitos de UTI disponíveis no SUS para crianças com covid-19 grave em Mato Grosso”, observou.

Lúdio citou também a existência no Brasil de variantes do vírus mais contagiosas, que podem já estar circulando em Mato Grosso, e a “impossibilidade atual de implementação adequada do Plano Estadual de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, que decorre da insuficiência de imunobiológicos (vacinas) sequer para alcançar cobertura efetiva nos grupos prioritários da fase 1, e a absoluta ausência de perspectivas para acesso a um quantitativo adequado de imunizantes”.

Desde março de 2020, Lúdio Cabral vem monitorando a evolução da pandemia em Mato Grosso e fazendo projeções da tendência da curva epidêmica. Para garantir a adesão da população à quarentena, ele recomendou que o governo promova campanha de divulgação para orientar a população sobre a necessidade dessas medidas e de restringir a circulação.

O deputado recomendou ainda que o governo mude a forma de calcular a Taxa de Crescimento da Contaminação, passando a calcular a média móvel de 14 dias do número de casos novos notificados no dia da divulgação do boletim epidemiológico e a mesma média móvel de 14 dias antes. Esse é o conceito adotado pelas autoridades sanitárias e pelo consórcio dos veículos de imprensa que monitoram a pandemia e traz um panorama mais fiel da realidade.

“O indicador adotado pelo governo estadual, ao considerar a evolução do número de casos acumulados, não consegue expressar de forma adequada a velocidade de crescimento no número de casos de covid-19 e de expansão da epidemia”, explicou Lúdio.

 

 

Da Redação

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