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Política Nacional

O triunvirato de Bolsonaro: Flávio, Carlos e Eduardo

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), terá o apoio dos filhos políticos em três esferas distintas do Legislativo – Senado, Câmara dos Deputados e Câmara de Vereadores. Para o Senado, foi eleito Flávio pelo Rio de Janeiro, de 37 anos; para a Câmara dos Deputados foi reeleito por São Paulo, Eduardo, de 34, e na Câmara de Vereadores da capital fluminense, Carlos, de 35, cumpre seu quinto mandato.

Durante a campanha, Bolsonaro buscou amenizar situações polêmicas e controversas causadas pelos filhos. Carlos, Eduardo e Flávio são bastante atuantes nas redes sociais e aplicativos. Tanto é que logo após o atentado sofrido pelo pai, em setembro em Juiz de Fora, foi Flávio que transmitiu as primeiras informações e imagens via internet.

Às vésperas do segundo turno, um vídeo em que Eduardo aparecia defendendo o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) “por um cabo e um soldado” obrigou Bolsonaro a enviar carta de desculpas ao Supremo, por meio do decano da Corte, ministro Celso de Mello.

Brasília - O Conselho de Ética da Câmara arquivou duas representações (12/17 e 13/17) contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) por quebra do decoro (Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agencia Brasil)
Eduardo Bolsonaro foi reeleito deputado federal com o maior número de votos pelo estado de São Paulo – Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agencia Brasil

Anteriormente, a Procuradoria-Geral da República instaurou uma ação para investigar a denúncia feita pela jornalista Patrícia Lélis, suposta ex-namorada de Eduardo, sobre ameaças de agressão que teria feito a ela por mensagens de celular. O caso está no STF, cujo oficial de Justiça tenta há um mês, sem sucesso, intimar o deputado.

O filho mais velho de Jair Bolsonaro, o deputado estadual, Flávio Bolsonaro, concede entrevista aos jornalistas.
O filho mais velho de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro foi eleito senador nas eleições 2018 – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Ex-policial federal, Eduardo atua na chamada bancada da bala, que defende liberar porte de arma para a população, e é porta-voz das corporações policiais. Articulado, foi ele o escolhido para conversar com o guru de Donald Trump em Nova York, Steve Bannon, em 4 de agosto. Neste dia, ele postou uma foto ao lado de Bannon e tuitou em inglês: “Foi um prazer encontrar Steve Bannon, estrategista da campanha presidencial de Donald Trump. Nós tivemos uma ótima conversa e compartilhamos a mesma visão de mundo. Ele me disse que é entusiasta da campanha de Bolsonaro e nós estamos certamente em contato para unir forças, especialmente contra o marxismo cultural (sic).”

No final de setembro, Carlos Bolsonaro postou uma foto em que um homem aparecia com o rosto encoberto por um saco plástico ensaguentado. Ele foi acusado de apologia à tortura. Mas negou, informando que era uma ironia e crítica aos adversários do pai – que haviam divulgado antes a imagem. Há sete anos, o vereador foi alvo de ação do Ministério Público por ter tuitado um texto considerado homofóbico.

Plataformas

Como o pai, os filhos defendem bandeiras que vão do planejamento familiar à redução da maioridade penal, combate ostensivo à violência, e valorização de servidores da área de segurança pública. Com a verve afiada, Eduardo, Flávio e Carlos não poupam os adversários. As críticas ao PT e ao candidato Fernando Haddad (PT) foram constantes durante a campanha presidencial. Também atacaram sem trégua a imprensa. A família chegou a ter contas em redes sociais bloqueadas depois do escândalo de compra de impulsionamento a favor do presidenciável no WhatsApp, denunciado pela Folha de S. Paulo.

A presença dos três nas redes sociais foi contínua. Após Adélio Bispo de Oliveira esfaquear Bolsonaro, em 6 de setembro, em Juiz de Fora, Flávio Bolsonaro postou um vídeo em que lamentava o ocorrido e afirmava: “Quem ainda não percebeu contra o que a gente está lutando, acho que hoje foi mais uma prova”. Já Eduardo soltou uma nota em que acusava “setores políticos e midiáticos” pelo atentado. Os três filhos acompanharam Bolsonaro no hospital, revezando-se nos compromissos de campanhas.

Fonte: Agência Brasil

* Colaborou redação de Brasília

Política Nacional

Comissão do Senado vota convocação de ministro para esclarecer perdas de testes da Covid-19

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A Comissão Especial Mista da Covid-19 apreciará nesta terça-feira, 24, requerimento de autoria do senador Wellington Fagundes (PL-MT) para convocação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. O parlamentar deverá responder sobre a denúncia de que o Brasil corre o risco de perder, por data e validade, quase 7 milhões de testes para diagnóstico do novo coronavírus, o chamado RT-PCR.

 

A revelação sobre o risco da situação foi publicada neste domingo, 22, pelo jornal ‘O Estado de São Paulo’, e causou indignação e perplexibilidade. Fagundes defendeu um esclarecimento robusto e convincente para o caso. A justificativa inicial apresentada pelo Ministério da Saúde, segundo o senador, de que o órgão aguarda parecer para ‘esticar’ o prazo de validade dos testes carece de explicações.

 

Os exames estão estocados em um armazém do Governo Federal em Guarulhos e não foram distribuídos para a rede pública. Ao firmar sua preocupação com a situação, o senador disse ser necessário saber porque o Ministério da Saúde não consegue distribuir os testes aos Estados e municípios, causando enormes prejuízos à população, que, muitas vezes, precisa pagar até R$ 400 por um teste.

 

Especialistas dizem que o teste não serve só para diagnóstico. É essencial na interrupção de cadeias de infecção. “Sem testagem, as ações de combate à pandemia ficam mais complicadas, difíceis de serem adotadas medidas eficazes” – observou o parlamentar ao apresentar o requerimento.

 

Até agora, segundo informou o jornal, a  Saúde investiu R$ 764,5 milhões em testes e as unidades a vencer custaram R$ 290 milhões – o lote encalhado tem validade de oito meses.

 

O RT-PCR é um dos exames mais eficazes para diagnosticar a covid-19. A coleta é feita por meio de um cotonete (swab) aplicado na região nasal e faríngea (a região da garganta logo atrás do nariz e da boca) do paciente. Na rede privada, o exame custa de R$ 290 a R$ 400. As evidências de falhas de planejamento e logística no setor ocorrem num período de aumento dos casos no País.

 

O Brasil já ultrapassou a 6 milhões de casos diagnosticados da Covid-19. Desses, 169 mil resultaram em mortes. Em Mato Grosso, foram 143 mil casos, com 3,7 mil óbitos.

 

Além de votar o requerimento do senador do PL de Mato Grosso, a comissão mista que acompanha as ações do governo federal no enfrentamento da pandemia deve ouvir na terça-feira (24), a partir das 10h, o secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Junior, e o diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), Felipe Salto.

 

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