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Cultura

MinC elabora assistente virtual para tirar dúvidas sobre a Lei Rouanet

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O Ministério da Cultura (MinC) vai disponibilizar, em breve, uma nova ferramenta para tirar dúvidas do público sobre a Lei Rouanet. É o assistente virtual Tais, sigla para Tecnologia de Aprendizado Interativo do Salic – Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura. Desenvolvido em parceria com o Laboratório Avançado de Produção, Pesquisa e Inovação em Software (Lappis) da Universidade de Brasília (UnB), o robô está em fase final de desenvolvimento e deve ser implantado em setembro.
Na sexta-feira (24), pesquisadores e bolsistas do Lappis fizeram um workshop com 12 funcionários do MinC para aprimoramento e refinamento do assistente virtual, que irá responder on-line a perguntas sobre a Lei Rouanet. O treinamento foi ministrado durante duas horas para os servidores das secretarias de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) e do Audiovisual (SAv), que trabalham diretamente com os projetos da Rouanet. O Laboratório disponibilizou uma versão inicial da Tais e uma série de tópicos para que os usuários pudessem formular perguntas e receber as respostas do assistente virtual. O objetivo dos pesquisadores foi verificar com os próprios técnicos quais são as questões mais comuns sobre esses temas e a forma como os questionamentos são feitos.
Ao final do exercício, foi aplicado um questionário para avaliar o grau de satisfação com a ferramenta. Três quesitos foram avaliados: o conteúdo oferecido (se a informação das respostas estava correta e respondia às perguntas feitas), o modo como se expressou (tom de voz, personalidade e entonação do robô) e a condução do diálogo (se a pergunta foi respondida no tempo adequado, se houve interrupções). Todas essas informações, acrescidas de comentários feitos ao longo da prática e das perguntas elaboradas pelos usuários, servirão para formar a base de conhecimento que alimentará a Tais e por meio da qual o laboratório poderá aperfeiçoá-la.
Incremento gradativo
A proposta é que essa base de conhecimento seja ampliada tópico por tópico. Na primeira etapa, a Tais vai responder apenas a questões básicas sobre o Salic, a Lei Rouanet, como funciona, como se cadastrar. Logo no início do diálogo, o assistente se apresenta e fala sobre quais tópicos pode tratar – um meio de conduzir o usuário pelos conteúdos que já domina. Caso haja uma pergunta que necessite de informações que não estejam disponíveis por meio do robô, há encaminhamento para outros canais de atendimento, como telefone e e-mail.
Todo o processo está sendo feito a quatro mãos, uma parceria em todas as etapas entre o MinC e o Lappis. Isso faz com que seja diferente da relação entre um cliente que contrata uma empresa para produzir um determinado software, por exemplo. No início da parceria, celebrada em outubro de 2017, ainda não havia a definição de produto a ser entregue, apenas as demandas do MinC e o saber tecnológico do Laboratório. Ao longo do processo, a Tais foi uma das soluções encontradas conjuntamente para as necessidades apresentadas.
O Ministério também fornece apoio e suporte tecnológico. Toda a internalização da ferramenta é feita pela Coordenação-Geral de Infraestrutura Tecnológica (CGTEC). Além disso, toda a base de conhecimento do assistente virtual é fornecida pelas equipes que lidam diariamente com a Rouanet. Outro diferencial da parceria é a interação dos desenvolvedores, estudantes da UnB que são bolsistas do laboratório, com a equipe do MinC. No caso da Tais, a interação é constante, as equipes participam das reuniões técnicas e estratégicas, o que tem aprimorado o desenvolvimento do produto. Além da Tais, ainda estão sendo desenvolvidos no contexto do Salic uma sala de atendimento presencial e o campo “Solicitações”, na constante busca de melhoria do sistema de atendimento ao público do Ministério da Cultura.

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Cultura

Público irá conhecer história da quilombola Justina Ferreira da Silva

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Justina Ferreira da Silva é uma das 75 personalidades condecoradas com o título de Mestre da Cultura do Estado de Mato Grosso. O projeto “As Mãos Beneditas de Justina” que a homenageia foi contemplado no edital Conexão Mestres da Cultura – Marília Beatriz de Figueiredo Leite promovido pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) com recursos da Lei Aldir Blanc.

A homenagem em vida é o reconhecimento à força que Justina carrega e propaga ao resguardar a cultura alimentar da Comunidade do Ribeirão do Mutuca, uma das seis localidades que formam o Território Quilombola de Mata Cavalo, localizado no munícipio de Nossa Senhora do Livramento.

A condecoração traz ainda a oportunidade de expandir o conhecimento acerca das comunidades quilombolas existentes no estado de Mato Grosso e a força feminina que as movimenta. De acordo com a coordenação do projeto, pesquisas recentes têm apontado que existe um silenciamento quanto a historiografia dessas territorialidades na mídia, nos livros didáticos, dentre outros.

Além de trazer a público a existência desses territórios, a proposta reforça também a importância dos fazeres quilombolas, onde se poderá reconhecer as  boas práticas agroecológicas e a valorização desta cultura, em todos os aspectos, dessa forma, a necessidade da manutenção dessas terras pelas comunidades que nelas residem.

Coordenado pela líder quilombola Laura Ferreira, também da Comunidade Mutuca – Território do Mata Cavalo, o projeto está constituindo um acervo com  depoimentos, fotografias da comunidade e vídeos como memorial dos saberes e fazeres e em homenagem e comemoração aos 65 anos da mestra Justina. Todo o conteúdo será entregue ao público por meio de um documentário resultante de uma capacitação a ser realizada na comunidade. Também serão realizadas  fotografias que irão compor um livro e uma exposição em uma plataforma virtual, sob curadoria de Gilda Portella.

A equipe do projeto já esteve na Comunidade Mutuca – Território  Mata Cavalo realizando o registro de um Muxirum, pois o mesmo acontece em data específica a cada ano.

Justina Ferreira da Silva

Dona Justina é filha de Rosa Domingas de Jesus e Miguel Domingos Ferreira de Jesus, bisneta de Vicente Ferreira Mendes, neta de Mácario Ferreira de Jesus, casada com João Pedro da Silva. Trabalhadora rural, cozinheira, doceira, mãe de 07 filhos, sendo 04 homens e 03 mulheres, e com  a perda de um filho, ficaram 06 filhos.

Conhecida como “São Benedita” pois, assim como o Santo negro, é cozinheira por ofício. São mais de 50 anos utilizando gêneros alimentícios produzidos na própria comunidade para demarcar a identidade quilombola, o pertencimento territorial, e dessa forma manter a história, códigos alimentares, tradições e inovações.

A cultura alimentar é uma das formas de se reconhecer processos que envolvem as identidades de diferentes grupos. Através das receitas e atividades coletivas como o ‘Muxirum’ (um trabalho coletivo que a comunidade organiza para plantar a banana e carpir o roçado), Justina repassa para as novas gerações a herança de seus antepassados para a manutenção da vida e sustentabilidade do local, já que também é ela quem comanda a cozinha da tradicional Festa da Banana.

De acordo com a homenageada, seu bisavô Vicente Ferreira Mendes e avô, conhecido como Macário, faziam melado e rapadura, inclusive o famoso açúcar de barro (açúcar mascavo) em especial para as festas de São Benedito, Festa de São Gonçalo e Festa do Congo, que se originou na comunidade Mutuca. A produção alimentar repassada para seu pai, Miguel Domingos Ferreira de Jesus, que deu seqüência à tradição familiar que hoje é realizada por ela.

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