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Cultura

Mato Grosso é o primeiro case de grupo de estudos de Turismo Cinematográfico do MTur

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Um grupo formado por representantes do Governo do Estado, prefeitura de Cuiabá, trade turístico, produtores e empresários puderam assistir na tarde desta quarta (19.12), na secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), uma prévia do material preparado pelo Ministério do Turismo (MTur) que deverá ser usado como “Film Commission” estadual.

O representante do MTur, Luiz Fernando Moraes, iniciou a apresentação elogiando a equipe da Sedec pela rapidez para viabilizar o projeto para criação de uma comissão responsável pelo gerenciamento das atividades de turismo cinematográfico no estado. “Recentemente, o MTur criou um grupo de Estudos de Pesquisa de Turismo Cinematográfico e Mato Grosso é o nosso primeiro case, porque enxergamos bastante potencial para atração de produções audiovisuais em geral, por causa da diversidade natural que diferencia a região e acreditamos que este “Film Commission” é o pontapé inicial”, revelou.

Moraes explicou que o “Film Commission” é um instrumento que dará as condições para promover a região atraindo todos os tipos de produção. “Filmes, ações comerciais de publicidade, cenário para gravação de clipes musicais, sem contar as novelas que são as que causam maior impacto, sendo comprovado que 60% do investimento de uma gravação de novela fica no local ao movimentar diversos setores da economia local”, citou.

O adjunto de Turismo da Sedec, Jaime Okamura também destacou a importância desse material para alavancar o turismo mato-grossense. “Depois do lançamento do Grupo Temático de Promoção do Turismo Cinematográfico no Brasil e no Mundo do MTur despertamos para essa questão de nos posicionar melhor nesse sentido como forma de agregar ações, fomentando o turismo, promovendo nossas belezas, através de um material que nos permita trazer as produções nacionais e até internacionais”, observou.

Okamura também lembrou que Mato Grosso já serviu de cenário para algumas novelas, como ‘Ana Raio e Zé Trovão’, ‘Pantanal’ e ‘Fera Ferida’, e, mais recentemente, para os longa-metragem, ‘Rondon’ e ‘Loop’. “Soubemos a pouco que um filme nacional que será lançado ‘Hóspede Americano’ também rodou cenas aqui, mas, como não temos nenhuma articulação com esse segmento, não conseguimos acompanhar ”, lamenta.

O secretário ainda comentou que é preciso que o poder Executivo (Federal, Estado e Município), instituições técnicas e academia, além da iniciativa privada se mobilizem para tornar o projeto uma realidade.

Quem corroborou com a ideia foi a representante da “Film Commission” de Porto Alegre, Olivia Bertolini que trouxe um pouco da experiência do projeto já implantado na capital do Rio Grande do Sul. “Tem que ter uma percepção estratégica dos agentes públicos para consolidação dos trabalhos. É preciso entender que a formação de uma comissão para cuidar desse setor de turismo cinematográfico não é política de governo e sim de estado, pois envolve todos os municípios, entre outros setores”, falou.

Olivia ressaltou que além da divulgação da região, a movimentação econômica é um importante item a ser destacado quando uma produção acontece, pois, cerca de 30% dos investimentos ficam no local provocando um efeito cascata que afeta toda uma cadeia, gerando renda e oportunidades para a população.

Film Commission

Denominação reconhecida internacionalmente de um escritório de apoio à produção audiovisual, além de oferecer serviços gratuitos de apoio logístico e facilitação de autorizações de filmagem de todo tipo de conteúdo audiovisual, tem como objetivos principais o atendimento eficiente a produtores e a promoção da cidade ou do Estado como destinos privilegiados para filmagens.

De acordo com a Rede Brasileira de “Film Commission” atualmente apenas estados como Bahia, Minas, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul já possuem suas “Film Commission” estabelecidas. Já entre os que estão em processo de formatação: Pará, Brasília, Maranhão, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Cultura

Público irá conhecer história da quilombola Justina Ferreira da Silva

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Justina Ferreira da Silva é uma das 75 personalidades condecoradas com o título de Mestre da Cultura do Estado de Mato Grosso. O projeto “As Mãos Beneditas de Justina” que a homenageia foi contemplado no edital Conexão Mestres da Cultura – Marília Beatriz de Figueiredo Leite promovido pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) com recursos da Lei Aldir Blanc.

A homenagem em vida é o reconhecimento à força que Justina carrega e propaga ao resguardar a cultura alimentar da Comunidade do Ribeirão do Mutuca, uma das seis localidades que formam o Território Quilombola de Mata Cavalo, localizado no munícipio de Nossa Senhora do Livramento.

A condecoração traz ainda a oportunidade de expandir o conhecimento acerca das comunidades quilombolas existentes no estado de Mato Grosso e a força feminina que as movimenta. De acordo com a coordenação do projeto, pesquisas recentes têm apontado que existe um silenciamento quanto a historiografia dessas territorialidades na mídia, nos livros didáticos, dentre outros.

Além de trazer a público a existência desses territórios, a proposta reforça também a importância dos fazeres quilombolas, onde se poderá reconhecer as  boas práticas agroecológicas e a valorização desta cultura, em todos os aspectos, dessa forma, a necessidade da manutenção dessas terras pelas comunidades que nelas residem.

Coordenado pela líder quilombola Laura Ferreira, também da Comunidade Mutuca – Território do Mata Cavalo, o projeto está constituindo um acervo com  depoimentos, fotografias da comunidade e vídeos como memorial dos saberes e fazeres e em homenagem e comemoração aos 65 anos da mestra Justina. Todo o conteúdo será entregue ao público por meio de um documentário resultante de uma capacitação a ser realizada na comunidade. Também serão realizadas  fotografias que irão compor um livro e uma exposição em uma plataforma virtual, sob curadoria de Gilda Portella.

A equipe do projeto já esteve na Comunidade Mutuca – Território  Mata Cavalo realizando o registro de um Muxirum, pois o mesmo acontece em data específica a cada ano.

Justina Ferreira da Silva

Dona Justina é filha de Rosa Domingas de Jesus e Miguel Domingos Ferreira de Jesus, bisneta de Vicente Ferreira Mendes, neta de Mácario Ferreira de Jesus, casada com João Pedro da Silva. Trabalhadora rural, cozinheira, doceira, mãe de 07 filhos, sendo 04 homens e 03 mulheres, e com  a perda de um filho, ficaram 06 filhos.

Conhecida como “São Benedita” pois, assim como o Santo negro, é cozinheira por ofício. São mais de 50 anos utilizando gêneros alimentícios produzidos na própria comunidade para demarcar a identidade quilombola, o pertencimento territorial, e dessa forma manter a história, códigos alimentares, tradições e inovações.

A cultura alimentar é uma das formas de se reconhecer processos que envolvem as identidades de diferentes grupos. Através das receitas e atividades coletivas como o ‘Muxirum’ (um trabalho coletivo que a comunidade organiza para plantar a banana e carpir o roçado), Justina repassa para as novas gerações a herança de seus antepassados para a manutenção da vida e sustentabilidade do local, já que também é ela quem comanda a cozinha da tradicional Festa da Banana.

De acordo com a homenageada, seu bisavô Vicente Ferreira Mendes e avô, conhecido como Macário, faziam melado e rapadura, inclusive o famoso açúcar de barro (açúcar mascavo) em especial para as festas de São Benedito, Festa de São Gonçalo e Festa do Congo, que se originou na comunidade Mutuca. A produção alimentar repassada para seu pai, Miguel Domingos Ferreira de Jesus, que deu seqüência à tradição familiar que hoje é realizada por ela.

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