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Magistrado decide que Segurança Pública é imune ao Coronavírus

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Que as forças policiais são imprescindíveis e verdadeiros heróis para a sociedade, isso todo mundo sabe. Que se arriscam em conflitos vários, para salvar nossas vidas, isso também é sabido.

 

O que ninguém sabia, era que os policiais também seriam imunes a vírus e outras doenças infecto-contagiosas, como o Novo Coronavírus.

É o que parece nos fazer crer a decisão do Magistrado Murilo Moura Mesquita, da 2º Vara de Fazenda Pública de Cuiabá, em ação movida pelo Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil de Mato Grosso/SINPOL, onde este negou o fornecimento de EPIs aos Policiais Civis do Estado.

 

O sindicato ingressou com um pedido de Tutela de Urgência, requerendo na justiça que o estado fornecesse EPI (Equipamento de proteção Individual) aos Policiais Civis. Segundo o Sindicato foram apresentadas fartas provas como vídeos, fotos, onde demonstram que os policiais estão trabalhando sem qualquer proteção contra o Coronavírus, mesmo aqueles do grupo de risco segundo classificação da OMS.

 

Ofícios ao Governador e Secretário de Segurança Pública, encaminhados pelos sindicatos dos Escrivães, Delegados e Investigadores, requerendo luvas, álcool em gel, máscaras, entre outros utensílios de proteção, também foram apresentados, provando que os policiais estão expostos ao risco de contágio do covid19, esse vírus mortal que assusta o mundo todo.

 

O mais irônico é que todos os magistrados de Mato Grosso e servidores da Justiça, estão fazendo teletrabalho desde o dia 18/03/2020, início da chegada da pandemia por aqui. Estão no conforto de seus lares, protegidos da doença, e mesmo assim, deixam expostos outros servidores ao que demonstra, por total falta de sensibilidade ou empatia com as forças policiais.

 

O ilustre magistrado, deve mesmo achar que as forças policiais, pela bravura, sejam imunes ao vírus mortal Covid19, mas todos sabemos que não são. E por não serem imunes, merecem a devida atenção do estado para com suas vidas.

 

O Sindicato certamente vai recorrer da decisão e requerer providências aos Ministérios Públicos Estadual e do Trabalho!!!

 

Dra. Camila Ramos Coelho Mayer é Advogada, mulher, autônoma, esposa, filha, neta e, Especialista em Direito Público e Sindical

 

 

 

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Novos tempos, novas comemorações e o novo Dia das Mães

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O Dia das Mães certamente ganha outro significado em tempo de pandemia, assim como todo contexto social mundo afora. As comemorações serão atípicas, nada da reunião familiar, do calor humano entre os filhos e mães, pois a priori a saúde pública vem em primeiro lugar.

Os beijos e abraços apertados não poderão ser frequentes e parte dos presentes, pois precisamos ainda cumprir as determinações das instituições para o bem estar social. Muitas mães fazem parte do grupo de risco e a real que precisaremos reinventar formas de estarmos juntos, ainda que separados.

No Reino Unido, por exemplo, houve campanhas para reforçar a necessidade de mães e filhos preservarem o distanciamento social com relação ao Dia das Mães, comemorado em março, principalmente as do grupo de risco. Então a pergunta é: como podemos não deixar essa data passar em branco?

Precisamos nos conscientizar que o isolamento social não é um isolamento emocional e, se tem algo que temos aprendido com essa situação toda do coronavírus é valorizar os laços familiares e emocionais. As opções não são muitas, mesmo com a tecnologia ao nosso favor. Podemos fazer uma videochamada em família, ter um contato visual-virtual, conversar e tentar minimizar esse afastamento com afeto e carinho de uma forma diferente, dado a necessidade momentânea.

Os presentes poderão ser adquiridos, o comércio, em partes está aberto, porém as vendas online (delivery) são a melhor opção, ainda que em tempo. Pesquisas apontam que mais de 60% dos brasileiros comprarão o presente de Dia das Mães por lojas online.

Diante dessa nova realidade, o fato é que precisamos ressignificar a data. Não teremos os shoppings e lojas movimentadas, os restaurantes e demais locais com a aglomeração, nem o tradicional almoço de domingo em família. Nesses novos tempos,   devemos celebrar o amor e a gratidão demonstrando que o Dia das Mães pode, será e é maior que os nossos desejos momentâneos.

Essa nova comemoração nos traz a oportunidade de perceber que a impossibilidade de abraçar, beijar e tocar nos faça enxergar o valor verdadeiro desses gestos. Ao falarmos ao telefone ou nos comunicarmos pela internet, escrever palavras em cartões e nas mensagens, talvez tudo isso não poderá agora dizer mais do que jamais puderam. Talvez, quem sabe, paradoxalmente, nesse Dia das Mãe atípico, passaremos a valorizar mais do que nunca as relações familiares, afetivas e emocional, em seu verdade e real sentido. Feliz Dia das Mães.

 Márcia Pinheiro é atual primeira-dama de Cuiabá, empresária e pós-graduada em Gestão Pública.

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