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Cultura

Instituto Cultural Casarão das Artes oferece aulas de teatro e sessões de cinema no Pedra 90

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Nesta semana, a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso divulgou o resultado final da seleção de 30 Pontos de Cultura que vão receber R$ 30 mil, cada um, para implementar projetos culturais, contemplando todas as regiões do Estado.

Uma instituições selecionadas pelo edital de iniciativas culturais da Rede de Pontos de Cultura da Política Nacional Cultura Viva, em parceria com o Governo de Mato Grosso, é o Instituto Casarão das Artes, instalado no bairro Pedra 90, em Cuiabá.

Das mais recentes Instituições a receber o certificado de Ponto de Cultura em Mato Grosso – reconhecido como tal no início de 2019 -, a premiação veio em boa hora.

“Com o prêmio, o Instituto Casarão das Artes vai adquirir computadores, aparelhagem de som, câmera fotográfica e impressora, dentre outros equipamentos, que vão viabilizar a regularidade das ações”, adianta Vini Hoffman, idealizador do Instituto Casarão das Artes.

E, aproveitando que nesta quinta-feira (19.09) celebra-se o Dia Nacional do Teatro, reservamos a história do Instituto Cultural Casarão das Artes para iniciar uma série de reportagens e matérias sobre Pontos de Cultura em Mato Grosso.

“Vamos retratar a importância das atuações dessas entidades sociais: qual a área de atuação, de que maneira suas ações transformam vidas e, principalmente, quais são os personagens que fazem essa grande engrenagem girar”, comemora o Allan Kardec, secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso.

Instituto Cultural Casarão das Artes (ICCA)

A prática do teatro é a principal frente de atuação da instituição. Todas as terças e quintas-feiras, o Instituto oferece à comunidade do bairro Pedra 90, em Cuiabá, aulas de teatro para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

Enquanto a sede da instituição não fica pronta, as aulas ocorrem em parceria com a Escola Estadual Rafael Rueda, nas dependências da instituição de ensino. Entretanto, outras frentes de atuação dedicam-se ainda ao cinema, a dança e apresentações artísticas. Tudo grátis.

O projeto migra para outras áreas do bairro com exibições de cinema na praça central, na igreja e escolas, realizadas pelo “Cineclube Casarão”, uma parceria com a Kinin Filmes Independentes. Além disso, diversas apresentações culturais são oferecidas periodicamente pelo projeto “Pedra Cultural”.

O idealizador do projeto, o ator Vini Hoffman espera que a nova estrutura que vem sendo construída, amplie ainda mais as atividades do Instituto Casarão das Artes.

“Meu anseio é de que até o início de 2020 já estejamos funcionando com plenitude. Como nosso público alvo é a família, queremos ampliar nossa atuação para outras faixas etárias, como adultos e idosos. Imagine só que legal vai ser um baile do idoso, com direito a aulas de dança e tudo que essas pessoas têm direito e merecem”, projeta.

Outros artistas estão vinculados ao projeto, que teve início em abril de 2013. Já está marcado para o mês de outubro, a exemplo, uma oficina de percussão com instrumentos de sucata, com o músico Anselmo Parabá. Vini vê a oferta de atividades artísticas como uma importante ferramenta para colocar em prática o conceito de cidadania.

“Inclusão e acessibilidade é o nosso objetivo. Queremos trazer para o Pedra 90 um pouco de tudo que ocorre no Brasil, espetáculos de teatro, dança, música, oficinas. Promovemos a integração comunitária entre os bairros e as comunidades de difícil acesso, gerando inclusão para além do bairro Pedra 90”.

Além dos cursos de teatro e oficinas, o espaço deve receber também espetáculos variados de dança e música de outras partes de Mato Grosso e do Brasil.

“Ter um Ponto de Cultura, para a comunidade, é muito valioso. Gera reconhecimento, fortalece parcerias, traz visibilidade e credibilidade para moradores de uma comunidade tão distante. Não existem muitos acessos aqui, só pela televisão. Com o certificado de Ponto de Cultura, podemos mostra que aqui no bairro deles, eles também podem fazer cultura e serem multiplicadores, levar a cultura deles para outros lugares e receber espetáculos culturais. Um ciclo do bem”, avalia.

“Eu era uma concha. Hoje tenho muito mais desenvoltura, sou mais extrovertida e espontânea. Uma experiência muito importante para minha vida, fico contando as horas para chegar os dias das aulas de teatro”, revela Amanda de Pinho, estudante.

Formar um grupo profissional de teatro com atores do bairro também está entre os objetivos da instituição. “Temos muito anseio de montar um grupo profissional de teatro, formado inteiramente por moradores da comunidade do Pedra 90. Um grupo que possa ir além das fronteiras do bairro, que possa levar essas pessoas tão longe quanto eu fui”.

Vini Hoffman é um artista com história de vida inspiradora. Membro do Grupo de Teatro Tibanaré, um dos mais atuantes e reconhecidos de Mato Grosso, iniciou sua carreira em projetos sociais. Hoje, artista nato, leva o nome de Mato Grosso para vários países do mundo.

“Eu vivi a vida toda na periferia, o que eu sou, devo à periferia. Quero retribuir. Afinal, meu papel social como artista é devolver à comunidade o que ela me deu, como a oportunidade de estudar teatro”, conclui.

Serviço

O Instituto Cultural Casarão das Artes, localizado na Av. A, 540 – Pedra 90, Cuiabá, em parceria com a Associação de Moradores do Jardim São Paulo, realizará uma ação gratuita para o Dia das Crianças, no dia 13 de outubro. O evento já será realizado na sede da instituição, apesar de ainda estar em fase de obras.

A instituição aceita doação de brinquedos novos ou usados em bom estado, roupas, doces para distribuir, refrigerantes, copos descartáveis, pula-pula e algodão doce e ou açúcar.

Para quem quiser contribuir com dinheiro, pode realizar transferências em qualquer quantia.

Banco do Brasil

Shirley B. Nascimento

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Cultura

Conheça a Lei de Emergência Cultural aprovada na Câmara Federal

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A Câmara Federal aprovou na terça-feira (26.05), o projeto de lei (PL 1075/20) que destina R$ 3 bilhões para ações emergenciais de ajuda ao setor cultural durante a pandemia da Covid-19. Chamado de Lei de Emergência Cultural, o texto aprovado traz as fontes de financiamento e prevê a descentralização dos recursos a estados e municípios para fortalecer o Sistema Nacional de Cultura. A proposta segue agora para aprovação do Senado Federal.

Para o titular da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel/MT), Allan Kardec, a Lei vai ajudar muito a classe artística de Mato Grosso e irá refletir diretamente nas ações da pasta, a exemplo de outros projetos já realizados nesse período, como o Festival Cultura em Casa e o Cachê Solidário.

“Comemoramos a primeira etapa de aprovação, e esperamos que seja rápida também a aprovação no Senado. É uma maneira de fazer com que nossa economia da cultura não pare, que pais de família, que homens e mulheres, que fazem a cultura por vocação e profissão, sejam respaldados nesse momento de isolamento social, uma vez que foi o segmento mais afetado”, complementa o secretário.

O projeto de lei, de autoria da deputada federal Benedita da Silva, foi aperfeiçoado com propostas de outros deputados que tramitaram apensados, sendo aprovado na forma do substitutivo.  A relatora do projeto, a deputada Jandira Feghali, sugeriu ainda que a lei seja chamada de “Aldir Blanc”, homenagem ao artista vitimado pelo novo coronavírus.

Entre outros pontos, a proposta garante um auxílio emergencial de R$ 600 mensais aos trabalhadores do setor, subsídios a espaços artísticos e culturais, criação de linhas de crédito, e prorrogação de prazos para aplicação de recursos de projetos já aprovados pelo Executivo. Os recursos também poderão aplicados em instrumentos de incentivo à cultura, como editais, chamadas públicas e prêmios.

Repassamos abaixo mais informações da Lei de Emergência Cultural “Aldir Blanc” (Fonte: Agência Câmara de Notícias).

Descentralização

Os recursos serão repassados pelo governo federal aos demais entes federados em até 15 dias da publicação da lei e serão aplicados utilizando os fundos de cultura.

O dinheiro será dividido pelo seguinte critério: metade do valor (R$ 1,5 bilhão) ficará com os estados e o DF, sendo 80% de acordo com a população e 20% pelos índices de rateio do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

A outra metade ficará com o DF e os municípios, seguindo os mesmos critérios: 80% segundo a população e 20% segundo o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Auxílio a trabalhadores

O texto prevê auxílio emergencial de R$ 600, pagos em três parcelas, para trabalhadores da área cultural com atividades suspensas por conta da pandemia. Esse benefício contempla artistas, produtores, técnicos, curadores, oficineiros e professores de escolas de arte. O auxílio poderá ser prorrogado no mesmo prazo do auxílio emergencial do governo federal aos informais.

Para receber a renda emergencial, os trabalhadores devem cumprir vários requisitos, como limite de renda anual e mensal; comprovação de atuação no setor cultural nos últimos dois anos; ausência de emprego formal; e não ter recebido o auxílio governamental dos informais.

O auxílio não será concedido a quem receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou valores de programas de transferência de renda federal, exceto o Bolsa Família.

O recebimento dessa renda emergencial está limitado a dois membros da mesma unidade familiar. A mulher provedora de família monoparental receberá duas cotas (R$ 1,2 mil).

Subsídios a espaços culturais
Os governos poderão repassar entre R$ 3 mil e R$ 10 mil mensais para manter espaços artísticos e culturais, micro e pequenas empresas culturais, cooperativas e instituições e organizações culturais comunitárias que tiveram as suas atividades interrompidas por força das medidas de isolamento social.

Poderão receber essa ajuda aqueles inscritos em cadastros estaduais, municipais ou distrital, em cadastros de pontos e pontões de cultura, no Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (Sniic) ou no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab).

Podem ter acesso também aqueles com projetos culturais apoiados pelo Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) nos 24 meses anteriores contados da data de publicação da futura lei.

Exemplos de espaços culturais

O substitutivo lista 25 exemplos de espaços culturais aptos a pleitear o subsídio mensal, tais como teatros independentes; escolas de música, dança, capoeira e artes; circos; centros culturais; museus comunitários; espaços de comunidades indígenas ou quilombolas; festas populares, inclusive a cadeia produtiva do Carnaval; e livrarias.

Entretanto, não poderão receber o auxílio aqueles vinculados à administração pública ou criados ou mantidos por grupos de empresas ou geridos pelos serviços sociais do Sistema S.

Em contrapartida, o substitutivo prevê a obrigação de realizar, gratuitamente, uma atividade cultural por mês para alunos de escolas públicas ou em espaços públicos de sua comunidade.

Fomento

O substitutivo direciona 20% dos recursos totais repassados para iniciativas vinculadas à compra de bens e serviços para o setor cultural, a prêmios e outros gastos voltados à manutenção de agentes, espaços, iniciativas, cursos, produções e desenvolvimento de atividades de economia criativa e solidária.

Crédito

O texto autoriza a criação de linhas de crédito de instituições financeiras para fomento de atividades, aquisição de equipamentos e renegociação de dívidas. Também serão prorrogados por um ano os prazos para aplicação de recursos no setor em projetos culturais já aprovados pelo Executivo.

Enquanto durar a calamidade e a pandemia, o Programa Nacional de Apoio à Cultura e outros programas de apoio à cultura devem priorizar atividades que possam ser transmitidas pela internet.

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