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Interior

Liminar da Justiça do Trabalho determina atendimento mínimo em Hospital

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A Justiça do Trabalho em Mato Grosso concedeu liminar determinando que todos os profissionais que atuam nas áreas de atendimento consideradas de urgência do Hospital Regional de Sinop permaneçam em atividade. A decisão visa assegurar a prestação continuada dos serviços públicos imprescindíveis à sociedade após notícia de deflagração de greve pela categoria.

A permanência em atividade de 100% dos profissionais inclui também àqueles que atuam no Pronto Atendimento, no Centro Cirúrgico, na Unidade de Terapia Intensiva, no Banco de Sangue, na Hemodiálise, na Maternidade e na assistência a pacientes internados com risco de agravamento de seu estado de saúde e demais setores de suporte às áreas críticas. Nas demais setores, o percentual de permanência deve ser de 70%.

A decisão é da presidente do TRT mato-grossense, desembargadora Eliney Veloso, e foi dada em Ação de Dissídio Coletivo de Greve protocolada pelo Instituto Gerir, que administra o hospital, em face dos sindicatos dos Profissionais de Enfermagem (SINPEN-MT) e dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (SESSA-MT). Em caso de desrespeito às determinações, os sindicatos estão sujeitos à multa diária de 50 mil reais.

Conforme a ação protocolada na Justiça, a paralisação dos trabalhadores ocorre devido ao não pagamento de salários e do 13º.

O Instituto Gerir pontua que os atrasos se deram devido à falta de regularidade dos repasses por parte do Estado de Mato Grosso e acrescenta que parcela das verbas não quitadas já foi regularizada, faltando apenas os salários do mês de novembro.

A administradora do hospital defendeu que, ao deflagrarem a paralisação, os sindicatos não observaram as formalidades previstas na Lei nº 7.783/89, em especial no que diz respeito à publicidade da paralisação com antecedência legal de 72 horas, a fim de dar conhecimento do fato às comunidades afetadas. O Instituto ainda taxou o movimento de abusivo.

Em sua decisão, a presidente Eliney Veloso, que atua como plantonista durante o recesso forense, afirmou que o movimento paredista deve ser exercido dentro de parâmetros que assegurem a prestação continuada dos serviços públicos imprescindíveis à sociedade.

A desembargadora destacou que, apesar da inexistência nos autos de provas suficientemente convincentes para taxar o movimento de abusivo, em especial porque o próprio Instituto Gerir admite o atraso no pagamento dos salários de novembro, “é necessário que o Judiciário trabalhista garanta (…) um patamar mínimo para manutenção dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, já que a primazia dada ao direito à vida e à saúde no quadro dos direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal, exige uma correspondente mitigação do direito de greve.”

Audiência de conciliação

A desembargadora designou para a próxima sexta-feira (28) uma audiência para tentativa de conciliação entre o Instituto e os representantes dos trabalhadores. O encontro vai ocorrer na sala de reuniões da Presidência do TRT mato-grossense, a partir das 9h30. Os interessados poderão participar por meio do sistema de videoconferência.

Veja a decisão

(Zequias Nobre)

Interior

Corpo com perfurações na cabeça é encontrado em Livramento

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O corpo de um homem ainda não identificado foi encontrado por moradores em uma região de mata em Nossa Senhora do Livramento, a 42 km de Cuiabá, na manhã deste sábado (23).

De acordo com a Polícia Militar, um jovem estava passando pelo local de moto para levar a mãe ao trabalho quando encontrou sacos de lixos às margens da estrada.

Ele parou no local e, ao se aproximar, encontrou um corpo caído e chamou a polícia.

A polícia esteve no local e constatou que a vítima estava em óbito com uma perfuração na cabeça.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). O caso deve ser investigado pela Polícia Civil.

 

 

Da Redação

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