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Cultura

Flor Ribeirinha faz balanço da turnê pela Europa

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O grupo Flor Ribeirinha de São Gonçalo beira rio, iniciou a sua turnê por Moscou, na Rússia, onde se apresentou na Praça Vermelha, no final da Copa do Mundo, através de um intercâmbio cultural no dia 14 de julho, onde teve uma grande interação com um público presente. O grupo seguiu para a França e apresentou o espetáculo Mato Grosso Dançando o Brasil nas cidades de Martigues, Felletin, Sochaux, Pouliguen, Montoire e Confolens,  para um público estimado em 500 mil expectadores, finalizando a turnê em Paris, no dia 21 de agosto. Durante esse período, foram ao todo 25 apresentações do espetáculo, além de 12 desfiles e animações pelas avenidas das cidades francesas, com interação entre dançarinos, músicos e o público.

Como parte da parte da programação dos festivais, o grupo participou de coquetéis e solenidades de troca de presentes, uma tradição protocolar que ocorre em grandes eventos internacionais como forma de integração entre os países participantes e o anfitrião. As autoridades locais receberam do grupo Flor Ribeirinha, violas de cocho, que simbolizam a o artesanato, a cultura e o turismo de Mato Grosso.

O diretor Artístico e coreógrafo do Flor Ribeirinha, Avinner Augusto, frisou que em todas as cidades o grupo deixou uma marca. Além das apresentações nos palcos, o grupo promoveu 16 cursos e oficinas sobre danças populares brasileiras, notadamente o siriri. “Participamos de várias palestras organizadas pelos festivais, onde tivemos a oportunidade de mostrar a cultura de Mato Grosso no coração da América do Sul. Nesses momentos, falamos sobre os nossos figurinos e instrumentos, o histórico de cada um, e o que eles representam. Ficamos impressionados com o interesse dos franceses em conhecer a nossa cultura”, observou.

Jeferson Guimaraes Rosa, diretor Administrativo, complementou que o grupo promoveu a divulgação da cultura do Estado e das diferentes regiões do país. Ele destacou a reação do público presente nos festivais de Martigues, Felletin, Montoire e Confolens. No local e nas ruas, as pessoas falavam das apresentações e que ficaram encantadas com a dança e o repertório musical. “Nossa missão foi de fazer o trabalho com um propósito. Fizemos conforme a proposta da organização dos eventos em todas as cidades, por qual passamos”, assinalou.

A fundadora e presidente do grupo, Domingas Leonor da Silva, disse que foram momentos muitos especiais para ela e o grupo. Na ocasião, agradeceu e participação e a dedicação de todos os dançarinos, músicos, equipe de produção e os demais envolvidos no espetáculo. Ela frisou ainda que apesar de todas as dificuldades enfrentadas para conseguir levar o seu grupo, foi gratificante. “Mostramos o nosso trabalho, a beleza e a força da nossa cultura. Agradeço a Deus todos os dias por esta oportunidade. Estamos felizes com o resultado”, disse Domingas.

Na avaliação do presidente da Federação Brasileira de Artes Populares-FEBRARP, Regis Bastian, o 61º Festival de Confolens, foi um dos mais importantes festivais de todo o mundo, reunindo grupos e companhias folclóricas de elevado nível artístico oriundas de países da América, Ásia, África e Europa. Ele enalteceu o grupo Flor Ribeirinha que levou o melhor do folclore brasileiro em um espetáculo dinâmico, abrangendo todas regiões brasileiras. O quadro alusivo ao norte, mostrando a cultura indígena, ao som de Celebração da Fé, foi a sensação dos festivais, sendo o tema escolhido para coreografia de abertura do Festival de Martigues e para o encerramento do Festival de Montoire, além de ter abrilhantado inúmeros espetáculos de gala e coreografias conjuntas com outros grupos. “Este tema também foi o escolhido para a última noite do Festival de Confolens e foi de arrepiar. Milhares de pessoas ovacionaram a atuação do grupo. Parabenizo a direção, músicos e bailarinos. O Brasil foi mais uma vez excelentemente representado”, garantiu Regis.

O espetáculo Mato Grosso Dançando o Brasil homenageia as danças das regiões brasileiras, o Norte com a dança do Boi Bumbá; o Nordeste com o frevo; o Sudeste com o samba e o Centro Oeste com o tradicional siriri Matogrossense. Trata-se do espetáculo que venceu o maior festival de folclore do mundo, realizado no ano passado na Turquia, quando o grupo Flor Ribeirinha se consagrou campeão, trazendo para Mato Grosso o troféu ouro, que foi disputado com países de outros continentes.

Fotos: Assessoria de imprensa

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Cultura

Projetos contemplados em edital de Literatura oferecem ações de fomento à leitura

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Projetos contemplados no edital de Literatura Estevão de Mendonça já começaram a ser executados, ajudando a fomentar a leitura e a democratizar conhecimentos. Ações de contação de histórias, formação de mediadores, mediação de leitura e de oficina literária têm proporcionado o acesso a capacitações e conteúdos que divulgam livros e a cultura popular mato-grossenses.

Realizada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), a seleção pública premiou 13 projetos de fomento à leitura e mais 17 obras de literatura com valores de R$ 10 mil e R$ 20 mil. Após o recebimento do recurso financeiro, que foi pago em parcela única a partir de setembro, os autores e proponentes premiados têm até 90 dias para executar as ações.

Confira os projetos já executados ou em andamento.

Mediador da literatura indígena

Denilson Baniwa

Naine Terena – Foto por: Denilson Baniwa

De 16 e 26 de novembro, a oficina Mediação de Leitura e a Lei 11.645/08 oferece aprendizado  sobre a história da literatura indígena no Brasil, incluindo escritores e algumas obras, a profissionais de diferentes áreas de atuação. O projeto premiado na categoria ‘Mediador de Leitura’ pretende ainda envolver os educadores para o cumprimento da Lei 11.645/08, que articula a presença da história e cultura indígena nas escolas do país.

De acordo com a realizadora da oficina, a doutora em Educação Naine Terena de Jesus, a repercussão da iniciativa foi tão grande que as vagas se esgotaram logo no início da divulgação sendo necessária a abertura de uma segunda turma.

“Foram abertas 40 vagas e tivemos cerca de 120 inscritos. Diante da grande procura, conseguimos abrir uma segunda turma e ampliar a prática da mediação das autorias indígenas. A ideia é aproximar o público dessa literatura, e dessa forma, incentivar e auxiliar na compreensão e leitura pública das obras”, explica Naine.

Oficina de dramaturgia pessoal

Divulgação

Nesta segunda (23.11), tiveram início as aulas da segunda turma da oficina de dramaturgia pessoal com a atriz e diretora teatral Juliana Capilé. Direcionada a maiores de 60 anos, a capacitação técnica de escrita incentiva a utilização de elementos da própria experiência de vida para o desenvolvimento de dramaturgia textual de teatro ou roteiro de cinema.

O projeto foi contemplado na categoria ‘Oficina Literária’ e ofertou vagas para duas turmas, ambas online. A primeira edição ocorreu de 16 a 20 de novembro e a segunda segue até a próxima sexta-feira (27.11).

“É uma oficina de escrita dramatúrgica para quem tem o que contar. Voltada exclusivamente para participantes acima dos 60 anos, a oficina investe em uma fase da vida na qual muitas histórias já se acumularam, alegres e tristes, que precisam ser registradas e transformadas em teatro ou cinema”, destaca Juliana.

Mitos e lendas do Rio Cuiabá ao Pantanal

Divulgação

Em outubro, a atriz Alicce Oliveira realizou quatro apresentações do espetáculo de contação de histórias ‘Mitos e Lendas do Rio Cuiabá ao Pantanal’ em suas redes sociais. O projeto foi contemplado na categoria contação de histórias.

As apresentações contaram com canções inspiradas nas manifestações folclóricas regionais, dentre outros artifícios que levarão o público a reconhecer as belezas desta região.

“Há muito tempo ouve-se falar nas histórias, mitos e lendas que povoam a memória dos povos ribeirinhos e de várias comunidades de Cuiabá em Mato Grosso. A presença de monstro em forma de serpente, seres fantásticos e história de pescador são condutores das narrativas apresentadas ao público através deste projeto” expõe Alicce.

Montagem de acervo e disponibilização da literatura de Ricardo Dicke

O projeto integra as edições do evento ‘Literatura e Cultura em Mato Grosso’ que acontece pela internet como curso a alunos do ensino médio de escolas públicas. Contemplado na categoria de formação de mediadores, a ação teve como proponente a professora doutora Madalena Machado, da Unemat de Pontes e Lacerda.

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