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Várzea Grande

Fiscalização de força-tarefa fecha mais 2 clínicas de recuperação em Várzea Grande

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Mais duas clínicas de recuperação de dependentes químicos, também conhecidas por comunidade terapêuticas, localizadas em Várzea Grande, foram interditadas pela força-tarefa de fiscalização formada pelo Ministério Público Estadual (2ª, 4ª e 6ª Promotorias de Justiça de Várzea Grande), Polícia Judiciária Civil (1DP, 3ªDP, Regional e Central de Flagrantes), Vigilância Sanitária (Visa) de Várzea Grande, Politec e Coordenação de Saúde Mental.

As clínicas Vivare (com cerca 30 interno), no bairro Nova Várzea Grande, e Signorelli (cerca de 20 internos) localizada no bairro Capão do Pequi, receberam nesta segunda-feira (17) a visita dos membros da força-tarefa e foram fechadas por não estarem com alvará sanitário de funcionamento.

O trabalho da força-tarefa iniciou há duas semanas diante de denúncias recebidas pelos órgãos de fiscalização. Quatro clínicas do município de Várzea Grande foram fechadas e treze pessoas foram autuadas em flagrante por crimes como cárcere privado, manter medicamento de origem duvidosa e alguns ainda por exercício ilegal da profissão de médico.

Ao todo, a fiscalização conjunta retirou dos locais 131 pacientes que estavam internados para tratamentos diversos, a maioria por dependência química e transtornos mentais. Alguns pacientes foram encaminhados as cidades de origens, outros transferidos para locais apropriados. Os pacientes com transtornos mentais foram atendidos pelo CAPS (Centro de Atenção Psicossocial).

Na primeira fase foram fechadas duas clínicas de recuperação de dependentes químicos (Clínica de Recuperação Nova Mulher e Clínica de Recuperação Liberdade.

Entre os problemas detectados está o funcionamento sem alvará sanitário, a ausência de responsável técnico perante o Conselho Regional de Medicina, medicamentos sem conhecimento de origem e armazenados em locais impróprios e internos que informaram sofrer maus-tratos. Conforme relatos colhidos no local, nos casos em que os pacientes ficavam agressivos eles eram amarrados até se “acalmarem” ou, ainda, eram obrigados a ingerir medicação (calmantes). Os que se negavam a fazer uso via oral recebiam a sedação de forma intravenosa.

A fiscalização integrada encontrou também dois pacientes que eram mantidos em cárcere privado. Eles não sabiam quem os levou e nem ao certo há quanto tempo estavam ali. Além disso, foi constatado que as clínicas não comunicavam ao Ministério Público Estadual, no prazo de 72 horas, a internação involuntária de pacientes.

O delegado da 1ª DP de Várzea Grande, Bruno Lima Barcellos, disse que alguns pacientes estavam internados sem ordem médica ou judicial, por conta disso foi constatado o cárcere privado, além de duas das clínicas estarem com armazenagem de medicamentos sem origem, que eram ministrados aos pacientes por pessoa não habilitada.

Várzea Grande

Governo apresenta diretrizes do BRT a VG

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A equipe técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) apresentou, durante a reunião nesta sexta-feira (22.01), à equipe técnica da Prefeitura de Várzea Grande as diretrizes do plano funcional da rede integrada do transporte coletivo para a  implantação do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), movido à eletricidade.

Na ocasião, já foi discutida a ampliação do modal na cidade, que teria apenas um eixo do transporte em caso de manutenção das obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), entre o Aeroporto Marechal Rondon em direção à região do CPA, em Cuiabá. Com o BRT, será possível integrar outras grandes regiões de Várzea Grande, como a do Cristo Rei, até o centro da cidade, e contribuir para o desenvolvimento do município.

Durante a reunião, o engenheiro Arlindo Fernandes mostrou que o sistema do BRT prevê a operação de linhas expressas que podem fazer percurso saindo da calha viária planejada para o VLT, nos eixos de Várzea Grande sentido CPA e sentido Coxipó, em Cuiabá. Desse modo, proporcionará maior alcance social, uma vez que vai atingir as regiões mais populosas e também mais distantes do eixo estrutural do VLT.

No caso de Várzea Grande, essas linhas podem levar os passageiros da região do aeroporto até o centro de Cuiabá sem nenhuma parada, com maior rapidez e redução do tempo de viagem. Além disso, é possível a instalação de outros terminais para além dos já previstos no plano do VLT, como o do aeroporto, atendendo a várias outras regiões da cidade que não seriam beneficiadas caso não houvesse a  implantação do BRT.

“O BRT traz uma possibilidade de ajustes no projeto. O VLT, por ser uma metodologia ferroviária, tem uma rigidez. O BRT tem toda uma flexibilidade e não precisaria operar somente do Aeroporto até a Prainha, como estava previsto o VLT. Como também poderia operar com uma linha expressa prevendo a não parada. A demanda do BRT é capaz de atender muito mais eixos e mais passageiros”, disse.

Representando a prefeitura de Várzea Grande, Claudio José da Silva pontuou que a cidade tem o interesse de inserir um novo contexto no BRT, a fim de que a população do município tenha acesso com maior facilidade ao centro de Várzea Grande. O objetivo é que, com a implantação do BRT, a cidade possa construir um sistema de integração do transporte coletivo de todos os bairros em uma única região, no centro.

“Aquele terminal do aeroporto, que é o ponto de repouso da frota do VLT, está a 800 metros para frente da rotatória. Não temos interesse de manter esse traçado. Nos não temos interesse no momento de continuar ativado o terminal André Maggi.  Queremos o prolongamento na área central, na Avenida Couto Magalhães com um binário na avenida Filinto Mulller, e que ia até uma rua que chamamos de Dito peixe, na Coronel Norberto”, disse.

Também representando a prefeitura de Várzea Grande, Enodes Soares explicou que o terminal do aeroporto, como estava previsto no VLT, não tem grande utilidade para o transporte do município, visto que o interesse é interligar as duas principais avenidas de Várzea Grande às regiões do Grande Cristo Rei, Chapéu do Sol e Parque do Lago e unificar a cidade.

“A ideia que estamos discutindo é construir um arco de integração dentro do centro, com a construção de algum terminal mais próximo dessa localidade, para que possamos redesenhar as linhas de ônibus para chegar até esse arco central, que é onde atende de fato a nossa população. A população de Várzea Grande não tem o interesse de chegar até o terminal do aeroporto. A nossa vontade é de trazer essa integração para o centro da cidade, interligar as duas principais avenidas de Várzea Grande, inclusive possibilitando a integração com a região do Cristo Rei que o aeroporto acaba separando”, afirmou.

 

 

Da Redação

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