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Saúde

Especialistas alertam para consequências das queimadas na saúde de animais e seres humanos

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Especialistas alertaram nesta quarta-feira (14) para os riscos à saúde decorrentes das queimadas em diversos biomas brasileiros. Eles também destacaram a importância da manutenção de verbas orçamentárias em 2021 e pediram a  revogação do teto de gastos (Emenda Constitucional 96) para que o Sistema Único de Saúde (SUS) possa suportar as consequências desses incêndios.

Os debatedores salientaram ainda a necessidade de integração entre órgãos ambientais e de saúde das três esferas governamentais. Eles listaram os males decorrentes da fumaça dos incêndios e do desmatamento para a saúde de animais e dos seres humanos. A discussão foi promovida pela Comissão Externa da Câmara dos Deputados que examina os efeitos das queimadas no território nacional.

As consequências para a saúde, segundo os especialistas, atingem principalmente idosos e crianças, por conta, por exemplo, da maior suspensão de partículas na atmosfera, das altas temperaturas e da baixa umidade. A fumaça aumenta o número de internações de pacientes que já têm doenças crônicas. O calor dos incêndios pode levar à queima pulmonar. Também preocupa a situação das populações indígenas e ribeirinhas.

Gustavo Sales/Câmara dos Deputados
O impacto das queimadas nas condições de saúde de populações afetadas. Dep. Professora Rosa Neide (PT - MT)
Professora Rosa Neide: 39 idosos já morreram em Rondonópolis (MT) em razão das queimadas

A coordenadora da comissão externa, deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), exemplificou a gravidade da situação com dados dos últimos dois meses sobre o impacto das queimadas na saúde dos habitantes de Rondonópolis, a terceira cidade mais populosa de Mato Grosso.

“Houve 39 idosos que faleceram em virtude do excesso de fumaça e também porque se desidrataram com as altas temperaturas. Quando chegaram ao hospital, não havia mais o que o médicos pudessem fazer.”

Intoxicação
Durante o debate, foram relatados casos de intoxicação de peixes e contaminação da água pelas cinzas, o que igualmente afeta a saúde humana. Representante do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Leonardo Vilela ressaltou que a exposição à grande quantidade de monóxido de carbono presente na fumaça não ocasiona apenas problemas respiratórios.

“Ao longo do tempo, isso pode gerar doenças crônicas como o próprio câncer, uma vez que partículas de fuligem contêm substâncias relacionadas que podem ser cancerígenas, não só no trato respiratório, mas também em outras partes do organismo humano”, explicou.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Saúde

Mato Grosso registra 98.188 casos e 2.940 óbitos por Covid-19

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde deste sábado (05.09), 98.188 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 2.940 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

Foram notificadas 638 novas confirmações de casos de coronavírus no Estado. Dos 98.188 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 15.297 estão em isolamento domiciliar e 78.809 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 295 internações em UTIs públicas e 310 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 74% para UTIs adulto e em 35% para enfermarias adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19, estão: Cuiabá (19.736), Várzea Grande (7.383), Rondonópolis (7.019), Lucas do Rio Verde (4.763), Sorriso (4.645), Tangará da Serra (4.147), Sinop (3.867), Primavera do Leste (2.995), Campo Novo do Parecis (2.142) e Nova Mutum (2.000).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada por meio do Painel Interativo da Covid-19, disponível neste link.

O documento ainda aponta que um total de 81.206 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 1.581 amostras em análise laboratorial.

 

Da Redação

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