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Cuiabá

Empresas unificarão ações de limpeza da fiação em uma mesma localidade

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Como parte do Temo de Compromisso assinado em agosto deste ano, a Prefeitura de Cuiabá, a Energisa Mato Grosso, e as companhias de telecomunicações, se reuniram nesta segunda-feira (03) para a primeira reunião de avaliação do reordenamento do cabeamento aéreo no Centro Histórico da Capital. Os encontros, que devem acontecer mensalmente, são momentos avaliados como de extrema importância dentro do processo, pois permitem um monitoramento da ação, exposição das dificuldades encontradas e um debate eficiente, no intuito de saná-las e agilizar o andamento do serviço.

A ação engloba todo quadrilátero localizado entre as avenidas Ten. Cel. Duarte e Mato Grosso e as ruas Ten. Thogo da Silva Pereira e Estevão de Mendonça. As empresas possuem o prazo de 120 dias para promover a retirada dos cabos inservíveis, bem como a organização das fiações, tanto de energia elétrica quanto de telecomunicação. Neste primeiro momento, as atividades foram realizadas de maneira individual pelas empresas. Todavia, a fim de dar celeridade no trabalho, as companhias ficaram encarregadas de desenvolver um plano de atuação em conjunto.

Para o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, o desenvolvimento sustentável é a única alternativa eficaz para a construção de uma sociedade moderna e evoluída. Segundo ele, é isso que a Prefeitura pretende ao exigir a execução desse trabalho, inicialmente na região central e podendo, posteriormente, ser prolongado para as demais extensões da cidade. Conforme solicitado pelo gestor, uma nova reunião será realizada na próxima quarta-feira (05), na qual será definida uma ação conjunta, otimizando o resultado e facilitando o monitoramento do Município.

“É um trabalho operacional, em que algumas empresas agiram mais rápido do que outras. Algumas já retiraram quilômetros de fiação e outras ainda se encontram na elaboração de orçamento. O que solicitei agora é que a atuação seja unificada. Vamos construir um plano em que todas as operadoras de telecomunicações, sob a coordenação da Energisa, atuem nas mesmas localidades, com todo apoio da Prefeitura. Dessa forma, a operação rende mais e favorece a nossa fiscalização”, explica o prefeito.

Conforme destaca o coordenador de rede da Claro, César Tramonte, as reuniões são fundamentais para que as partes envolvidas no procedimento consigam encontrar soluções para as dificuldades que surgem durante a execução do serviço. De acordo com ele, a operadora de telecomunicações a qual representa já efetuou a limpeza em aproximadamente 1,3 quilômetro da Rua Estevão de Mendonça. Durante esse processo, César salienta que foi possível perceber que essa é uma tarefa que ser tornará mais produtiva com o agrupamento das empresas em uma mesma região.

“É um trabalho em que uma operadora depende da outra. Por isso, é importante que essas reuniões sejam realizadas. Fizemos um planejamento inicial e desde a semana passada estamos atuando, fazendo as adequações necessárias. Encontramos algumas dificuldades na extensão que trabalhamos. São pendências que aparecem justamente pelo fato das companhias estarem trabalhando de forma isolada. A partir de agora, atuando no mesmo local com as outras operadoras e com a própria Energisa, acredito que conseguiremos evoluir e dar uma melhor qualidade na continuidade do processo”, avalia o coordenador da Claro.

Também participaram da reunião os secretários municipais de Serviços Urbanos, José Roberto Stopa, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbanos, Juares Samaniego, o procurador-geral do Município, Luiz Antônio Possas de Carvalho, o diretor-presidente da Energisa Mato Grosso, Riberto José Barbanera, e representantes das companhias de telecomunicações Tim Brasil, OI, Vivo e NET.

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Cuiabá

Pesquisa aponta que 12,5% da população mato-grossense já foi infectada pelo coronavírus

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Cerca de 12,5% da população mato-grossense já foi infectada pelo coronavírus. O apontamento é feito com base na pesquisa soro epidemiológica realizada em dez cidades de Mato Grosso, entre setembro e outubro de 2020. O projeto foi elaborado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) e contou com a parceira das Secretarias Municipais de Saúde, da Unemat e UFMT.

A prevalência de anticorpos no conjunto dos municípios avaliados foi de 12,5%, variando de 7,4% a 24,3% entre as cidades.

O município de Várzea Grande apresentou a maior prevalência com 24,3%, seguido de Cuiabá (17,5%), Sinop (13,6%), Barra do Garças (12,9%), Cáceres (12,8%), Juína (10,4%), Tangará da Serra (9,7%), Água Boa (8,7%), Rondonópolis (8,6%) e Alta Floresta (7%).

“É importante reforçar que essas porcentagens competem aos meses de setembro e outubro e que, muito provavelmente, a prevalência nessas cidades já é maior. Mapear a infecção pela Covid-19 em Mato Grosso é fundamental para entendermos o comportamento do vírus no estado e basearmos as ações administrativas neste cenário”, disse o epidemiologista e secretário adjunto de Vigilância e Atenção à Saúde da SES, Juliano Melo.

Considerando a soro prevalência estimada pela amostra e a população de 20 anos ou mais para o estado de Mato Grosso – de aproximadamente 2,3 milhões habitantes –, o número de pessoas já infectadas é de cerca de 299.563 cidadãos.

Contudo, a área técnica esclarece que a generalização dos resultados deve ser feita com cautela, considerando que o delineamento da amostra não incluiu municípios com população menor que 25.000 habitantes e residentes na área rural.

“A prevalência, quando maior do que 10%, já representa um volume grande de transmissão ativa. Significa que um considerável número de pessoas circula em estágios diferentes da infecção e que, por outro lado, ainda existe um grande número de pessoas suscetíveis à infecção. A pesquisa possibilita uma clareza maior para a tomada de decisões relacionadas à gestão da pandemia e auxilia na elaboração de soluções”, acrescentou Juliano.

A moderada prevalência de pessoas infectadas no estado significa que ainda existe uma grande quantidade de indivíduos em risco de adquirir a doença enquanto não estiverem disponíveis vacinas efetivas, sendo importante a manutenção das ações de prevenção.

Por meio da pesquisa soro epidemiológica, também é possível analisar a expansão da Covid-19 em Mato Grosso e a prevalência por município, sexo e faixa-etária.

Metodologia

A metodologia utilizada na pesquisa foi a estratégia quantitativa e transversal. O exame foi feito por meio de teste de sangue e as análises realizadas exclusivamente pelo o Laboratório Central do Estado (Lacen). O setor censitário testado foi decidido por sorteio, bem como a casa e o morador do domicílio; já as coletas foram realizadas por agentes de saúde, por meio das secretarias dos municípios.

No total, ocorreram 4.306 (95% da amostra inicial) entrevistas com coleta de amostra de sangue. Durante a fase das coletas, 656 trabalhadores da saúde e estudantes voluntários realizaram as entrevistas e coleta de sangue nas cidades selecionadas.

Os entrevistadores realizaram teste PCR antes de estarem em campo e teste sorológico ao final da coleta de dados, visando assim monitorar a saúde de toda a equipe envolvida e garantir a segurança aos profissionais e da população que foi visitada em domicílio.

 

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