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Cuiabá

Emanuel quer reunir prefeitos para discutir sobre atendimento de pacientes do interior encaminhados ao pronto-socorro

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Joacir Luis-MT de Fato

Durante coletiva realizada na tarde desta quarta-feira (26), o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro confirmou a inauguração na próxima sexta-feira (28), às 19h, do novo Hospital Municipal de Cuiabá Dr. Leony Palma de Carvalho – HMC, onde funcionará também o novo pronto-socorro.

A solenidade de abertura da unidade terá a presença do ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun e o ministro dos Transportes, Valter Casimiro. O presidente da República, Michel Temer cancelou todas as presenças no programa Chave de Ouro.

O prefeito disse que o funcionamento e transferência da atual unidade será gradativo, o novo Hospital será aberto definitivamente no dia 8 de abril do próximo ano, dia do aniversário de Cuiabá.

Emanuel revelou ainda que pretende reunir todos os prefeitos para tratar do atendimento dos pacientes do interior do Estado que são encaminhados ao pronto-socorro.

 

Sobre a afirmação do governador eleito, Mauro Mendes, que não repassará o recurso de R$ 82 milhões, oriundos da emenda parlamentar da bancada federal de Mato Grosso, para a Prefeitura de Cuiabá, Pinheiro disse que vai procurar Mendes em momento oportuno. Otimista ele disse o governador vai analisar a proposta, apresentada e atenderá os apelos do gestor.

De acordo com Pinheiro, a entrega do HMC marcará um novo ciclo não apenas para Cuiabá, como também para Mato Grosso. “A partir desta inauguração, estaremos iniciando uma nova era na saúde pública do nosso estado. Eu estou muito feliz em poder inaugurar uma obra tão grandiosa e que vai beneficiar não apenas os cuiabanos, mas todos os mato-grossenses. Muita coisa vai mudar, e para melhor. Foram meses de um trabalho intenso, com muita garra e muita determinação. Esta é uma vitória de todos nós”, comentou.

O novo hospital contará com 315 leitos, sendo 178 de adultos, 20 leitos no Centro de Tratamento de Queimados – CTQ, 60 de UTI, 38 de Emergência, 6 salas de cirurgia e 13 leitos RPA (recuperação pós anestesia).

Fonte: Redação com Assessoria

 

Cuiabá

Vereadora pede a lista dos vacinados em Cuiabá e critica quem fura fila prioritária

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A vereadora Edna Sampaio (PT) vai requerer à Secretaria Municipal de Saúde, em caráter de urgência, informações nominais sobre os trabalhadores dos setores que atendem à Covid-19 das unidades de saúde já vacinados contra a doença e os que agendaram vacinação, em Cuiabá.

Na manhã desta quinta (21), ela protocolou ofício onde apresenta denúncias sobre profissionais de saúde e de limpeza que atuam em unidades de terapia intensiva (UTI), com alto risco de contaminação, e não foram vacinados, enquanto houve o direcionamento de doses para funcionários administrativos.

Na terça (19), Cuiabá recebeu pouco mais de 8 mil doses da vacina Coronavac e espera receber igual número em até duas semanas, totalizando 16 mil doses, o suficiente para vacinar apenas 8 mil pessoas.

No documento, ela cita funcionários do setor administrativo de unidades de saúde que “estariam sendo priorizados em detrimento da equipe de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes de limpeza das unidades com altíssimo risco de contaminação”, critica o “fura-fila” e pede transparência. A vereadora tem cobrado do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e do governador Mauro Mendes (DEM) a compra direta das vacinas junto aos laboratórios.

Live

Nesta quinta, às 19 horas, a parlamentar fará uma transmissão ao vivo em sua página do Facebook com a presença da coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Valéria de Oliveira, e dos médicos Cor Jesus Fernandes e Francisco Souto, que participam do ensaio clínico coordenado pelo Instituto Butantan para testar a eficácia da vacina Coronavac.

“Não dá para ficar esperando pelo Governo Bolsonaro que, desde o princípio, fez zombaria com a Covid e encontrou mil formas de hostilizar parceiros internacionais. A consequência é o Brasil ficar na lanterninha da fila para vacinação podendo inclusive não conseguir vacinar sua população ainda este ano. Não dá para lavar as mãos e atribuir exclusivamente a responsabilidade a quem não assume a responsabilidade, que é o Governo Federal”.

A vereadora deve participar de uma carreata de mobilização pelo impeachment de Bolsonaro, que acontece no próximo sábado (23), às 9 horas, saindo da UFMT. Segundo ela, as dificuldades enfrentadas pelo governo brasileiro para adquirir a vacina são consequência da política de relações internacionais “desastrosa”.

“Há a grande preocupação em saber que o Brasil está tendo muitos problemas para adquirir a vacina, resultado, inclusive, da sua desastrosa política de relações internacionais, uma diplomacia que não consegue estabelecer as relações com o mercado internacional, com os outros países. E essa consequência chega até nós aqui em Cuiabá”.  Ela vai lançar também a campanha “Vacinação para [email protected]”, com o objetivo de pressionar o executivo.

Parecer

A parlamentar encaminhará à secretária um parecer elaborado pelo grupo de trabalho Saúde/Vacina já, que compõe seu mandato, com quem ela se reuniu na noite desta quarta (20).

Na avaliação do grupo (formado por militantes, docentes e profissionais da saúde), o plano é meramente técnico, muito genérico, falta detalhamento sobre os grupos prioritários e mecanismos de transparência na disponibilização de dados sobre os pacientes vacinados, o que facilitaria o controle social.

Também falta a posição política da prefeitura sobre os problemas que cercam a imunização. “É tecnicamente muito alinhado com o que o Ministério da Saúde apresentou no plano nacional. Parece que está tudo certo, a vacina vai chegar sem nenhum problema”, opinou uma das integrantes do GT, a assistente social Márcia Campos.

Dados

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, em Cuiabá o grupo prioritário para vacinação totaliza 125 mil pessoas, entre elas 21,4 mil profissionais de saúde 8,4 mil idosos acima de 80 anos 7,8 mil idosos entre 75 e 79 anos 13 mil entre 70 e 74 anos 19 mil entre 65 e 69 anos e 27 mil entre 60 e 64 anos.

Também fazem parte do grupo prioritário indígenas aldeados, comunidades tradicionais, pacientes com comorbidades e transplantados, trabalhadores da educação, pessoas com deficiência, trabalhadores de unidades prisionais e pessoas privadas de liberdade e trabalhadores do transporte coletivo.

 

por Neusa Baptista – Vereadora Edna Sampaio

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