conecte-se conosco



Artigos

Educação: Carta de um apaixonado

Publicado

em

Quem escreve é um jovem pesquisador apaixonado pela educação e envolvido pelas ações transformadoras do processo de ensino e aprendizagem. Um observador que vivenciou desde a sua formação duas reformas educacionais consideradas importantes e emancipadora no seu ponto de vista, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e suas atualizações de cunho estrutural de organização, oferta e pós-estrutural de diretrizes metodológicas de ensino e de indicadores de avaliação.

 

Um jovem que reflete e rever seus atos a cada experiência profissional como ação-reflexão-ação, aprendendo por meio da escuta ativa que o diálogo e o coletivo se fazem importante, sendo um bem necessário dentro do campo da ciência humana devido os vários agentes envolvidos, onde cada um tem sua parcela de contribuição e responsabilidade, de forma perceber que a educação não é unilateral.

 

No entanto, a intencionalidade desta carta como jovem pesquisador debruçado sobre livros, artigos, legislações e vivências como um ato de reflexão e não somente de investigação é de relatar e levar a entender que a educação tem toda sua estrutura e os conflitos existenciais pauta na falta de compreensão da sua integralidade, originada pelo currículo de licenciatura moldado nas redomas do saber científico direcional e reducionista, baseado somente no pós-estrutural, ou seja, em práticas como um ato operacional e tão pouco reflexivo na sua totalidade e expansivo.

 

A educação, meu caro amigo leitor, não é uma receita e nenhum receituário pronto e acabado deve ser amada, sentida, entendida, vivenciada, dialogada e interpretada nas suas múltiplas esferas. Nesse sentido, apaixonar-se é preciso e desbrava-la é um ato emergente, desafiador e de responsabilidade diante de suas mudanças de cunho humano, social, institucional, tecnológico, político e até mesmo de mercado, o que não se pode é ignorar e nem ser o crítico pelo crítico, mas reconhecer e compreender.

 

Porém, o que se percebe que é tratada de forma pontual e racional diante da sua amplitude de ‘ação-reflexão-contexto’, a intencionalidade deve ser a alma da educação em busca do ‘por quê’, ‘para quê’, ‘onde’ e ‘como’, não pode ser respaldada no conhecimento comum, mas crítico e pós-crítico consubstanciado na sua profundidade.

 

Por fim, gostaria de findar esta carta dizendo: pela educação já troquei de pele, de amores, de endereço, viajei, deslumbrei, apaixonei, sofri, morri, renasci e calei-me por inúmeras vezes como ato de reflexão e maturidade entre o certo e o menos apropriado, um gesto de amor incondicional e incompreendido. Convido você a apaixonar-se pela educação.

 

Assinado um jovem pesquisador apaixonado pela educação.

Elizângela Farias de Oliveira, Mestranda em Educação: Currículo e Especialista Metodológica em Educação. E-mail: [email protected] – LinkedIn: linkedin/in/elizangela-farias – Cuiabá, Brasil.

 

Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Artigos

Não conseguimos respirar

Publicado

em

Os recentes manifestos que aconteceram nos EUA e que se espalharam pelo mundo, por conta das INJUSTIÇAS cometidas por autoridades, veio com uma frase que nos chamou atenção: “NÃO CONSIGO RESPIRAR”. Isso nos remete a real situação dos servidores públicos de Várzea Grande que desde o início da Gestão Lucimar Campos (DEM) – maio de 2015 – vem gritando “NÃO CONSEGUIMOS RESPIRAR”, pois foram e continuam sendo ASFIXIADOS e SUFOCADOS pela prefeita que não trata os servidores com DIGNIDADE e que cometeu e vem cometendo diversos ATAQUES, como o não cumprimento de direitos garantidos em leis, deixando os servidores anos sem a recomposição salarial, 6 anos sem a progressão de carreira, 6 anos sem o pagamento dos retroativos (direitos represados), 6 anos sem o pagamento integral de 1/3 de hora atividades para os docentes, dentre outros direitos, empurrando os trabalhadores para uma situação de sofrimento e penúria.

E agora, em tempos de eleições, o candidato do seu grupo político vem fazendo mil e uma promessas, dizendo que desta vez vai reconhecer e valorizar os servidores, afirmando que vai assumir o compromisso com a categoria. Porém, nem se quer assinou a Carta-Compromisso com os Trabalhadores da Educação. O único dos quatro candidatos a prefeito que não assumiu esse compromisso. Os servidores de VG são inteligentes e não cairão no canto da sereia.

Mais recentemente, Lucimar deu um GOLPE e não pagou a revisão salarial nem aos professores e nem mesmo aos técnicos que estão amargando 4 anos sem o reajuste.

E agora, veio mais uma punhalada nas costas dos servidores. A Prefeita Lucimar (DEM) enviou para a câmara de vereadores um Projeto de Lei que aumenta o desconto da previdência de 11% para 14%.

Os trabalhadores não querem ficar ricos. Não querem nada que não é deles. Só querem o cumprimento das leis. Querem dignidade, ser respeitados, ser valorizados e principalmente, querem comida no prato. E isso não está mais sendo possível de se ter por conta das INJUSTIÇAS praticadas pela gestão Lucimar Campos contra os servidores que estão com salários congelados há mais de 4 anos, com um vencimento líquido abaixo de um salário mínimo.

É lamentável que em pleno século XXI, as injustiças, os maus tratos, o menosprezo, o descumprimento da legislação ainda imperam em VG. A Prefeita Lucimar Campos (DEM) deveria ficar envergonhada em imputar essa condição injusta aos trabalhadores. Já que VG é o segundo maior município de Mato Grosso e o terceiro mais rico do estado em arrecadação, no entanto, paga um dos piores salários para os servidores públicos dentre os municípios considerados mais pobres da baixada cuiabana como Acorizal, Barão, Jangada, Leverger e Poconé.

Todas as vidas importam!!!

Aliás, as reformas de praças públicas, mini estádios, a construção da Orla da Alameda (que estão sendo gastos mais de 17 milhões), são importantes, mas não são mais importantes que as vidas dos trabalhadores que vem sofrendo muito com os GOLPES dessa gestão Campos. Vem sendo castigados e lesados com enormes prejuízos financeiros em torno de R$ 250,00 a R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) por mês, por falta de cumprimento da legislação que a prefeita não respeita, agindo de forma GOLPISTAMALDOSA e OPRESSORA, deixando os trabalhadores asfixiados com dívidas, pois o que recebem em seus vencimentos (abaixo de um salário mínimo) não está sendo suficiente até mesmo de se alimentar do básico.

Lucimar Campos não paga a recomposição salarial por pura MALDADE, não cumpre as leis de propósito, por falta de vontade política, por não respeitar e não gostar de valorizar o servidor, pois, somente nos meses de janeiro à abril de 2020, segundo documento da própria prefeitura, houve uma sobra de quase 7 milhões dos recursos 60% do FUNDEB (recurso exclusivo para pagamento salarial dos profissionais da educação).

Por que a Prefeita Lucimar Campos SUBESTIMA, DESPREZA e expõe duramente os servidores, retendo parcela significativa de seus salários, enquanto reforma quase todas as praças da cidade? Qual é a prioridade da prefeita, da mãe e mulher que governa o município?

O efeito dessa política nefasta de massacredesvalorização, da falta de vontade da prefeita Lucimar para atender as reivindicações dos trabalhadores, está fazendo com que muitos servidores peçam exoneração do cargo e, os que permanecem estão ficando doentes com câncer, depressão, stress e outras doenças. Estão morrendo sem conseguir usufruir dos seus direitos, provocando revoltas, indignação e protestos contra a atual administração.

Que condição é essa de AMARCUIDAR e ACREDITAR da administração Lucimar Campos que só semeou maldades aos servidores? Qual é a razão de tantas INJUSTIÇAS contra os servidores?

“NÃO CONSEGUIMOS RESPIRAR!!!” Estamos asfixiados pela gestão Lucimar Campos!!!

Vidas dos servidores importam!!!

28 de outubro – Dia do Servidor Público – NADA A COMEMORAR!

Por Juscelino Dias de Moura,  presidente do Sintep/VG

Continue lendo

Artigos

Polícia

Política MT

Várzea Grande

Cuiabá

Mais Lidas da Semana